Caio Júlio César é um ícone na História. Suas campanhas militares são lendárias e dignas de virar filme, e eu ainda não entendi por que não o fizeram. Mestre na arte militar e política, ele acabou se tornando Pretor Máximo ou Ditador. Naquele tempo, o termo “ditador” tinha outra conotação. O Ditactor era uma espécie de guardião romano para restabelecer a paz e manter a ordem geral. Tudo bem que dali ele aproveitou se tornando Cônsul de Roma e, por fim, Imperador (se bem que o título de imperador, mesmo, foi dado a Otávio Otaviano, que subiu ao poder com o título Augusto César). Seus feitos militares foram escritos pelo próprio César, mas nem se pode dizer que ele saiu mentindo. Outras fontes como Salústio, Suetônio, Plutarco, Tácito e Cícero confirmam muito do que ele disse, além de citar outros feitos exceto a parte do “Até tu, Brutus?”. Isso foi invenção de Shakespeare)
Em 55 AEC, Júlio César, ainda general, invadiu o que era conhecida pelos gregos como Ilhas Cassiteritas (tinha este nome por causa da grande quantidade de estanho, que era usado para produzir o tão necessário bronze). Só que Roma não curtia muito este nome e chamou o local de Britannia, e que hoje é o sul da Inglaterra. Há muitos relatos sobre a façanha, mas não um registro arqueológico sobre o ocorrido.
Ou não tinha.
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Eu adoro o puro lampejo do óbvio. Principalmente no tocante ao pessoal de Humanas™, que quando não está sorvendo jirombas por aí, está indo em orgias gay. Isso, em outros países, parece não ser muito diferente. Enquanto não ficam dando vazão às suas taras, pessoal da Antropologia parece se especializar no óbvio, como a pesquisa que diz que a civilização moderna não deixou de ser violenta.
Você deve conhecer algo sobre os cananeus, aquele povo que Jeová mandou que os israelitas aniquilassem, já que o deusão achou uma boa ideia dar a terra dos caras pra hebreuzada, com quilômetros e quilômetros de terras vazias. Obviamente, isso e mito, historinha pra boi dormir. Mas o que realmente se sabe do povo que viveu lá pelas bandas da Palestina até a Jordânia?
Tuberculose sempre foi um problema sério e responsável pela morte de milhões de pessoas. Contraiu tuberculose, podia encomendar o caixão. Era um destino inexorável, definitivo, usado em várias obras literárias para determinar que aquele personagem ia morrer de qualquer jeito, e a história teria que se dar naquele ponto até seu fim último. Desde Floradas na Serra até o filme do Moulin Rouge (que nada mais é que uma versão da Dama das Camélias).
Eu adoro a Austrália. Um país lindo e maravilhoso cuja fauna e flora farão de tudo para lhe dar uma morte horrível. Algo semelhante à Austrália no Brasil, só o estado do Amazonas. Eu acho que isso é devido a algum emputecimento da Natureza. Vingança pura e simples. Darwin é a Nêmesis, a vingança dos deuses, e este usou os poderes da Seleção Natural para criar coisas para caçar as pessoas.
O grande diferencial do Império Romano para outros reinos, como Cartago – em quem Cipião, o Africano, sugeria que lhe passasse o cerol – foi a vida social dos cidadãos. Grandes banhos públicos garantia que você, pobretão, tomasse banho ao lado de um tribuno. Isso garantia que todo mundo ficava de olho em todo mundo. Eles tinham até privadas públicas, literalmente públicas, com um “troninho” ao lado do outro. Homens e mulheres em papo animado enquanto faziam o número 2.
Vikings formaram uma civilização fascinante. Ok, que eles saíam saqueando terras alheias, estupravam as mulheres, pegavam escravos etc. Bem, pessoal admira os gregos e romanos, sendo que estes nunca foram bonzinhos. Vikings não perdem em termos de selvageria em nada para outras civilizações, como o que os espanhóis e portugueses andaram aprontando durante o período das grandes navegações ou o alvorecer do império britânico.
Eu sempre rio quando falam de tecnologia, como se isso fosse algo apenas com relação à microinformática da década de 1980 pra cá. Tecnologia, entretanto é maior que isso. Uma das maiores invenções da Humanidade não é nem nunca foi computadores, pessoais ou não. A primeira das grandes invenções foi a agricultura, isso sim. Bem antes da invenção da escrita. Aliás, a escrita só foi inventada exatamente por causa das grandes produções agropecuárias, em que era preciso negociar aquilo tudo e criar uma burocracia de forma a organizar essas contas, enquanto eu tenho que me virar com as minhas faturas.
Em 15 de julho de 1908, o arqueólogo Luigi Pernier estava estudando o sítio arqueológico de um palácio minóico de Festo, próximo a Hagia Triada, que fica na costa sul da ilha de Creta. Lá, diferente do que certos apóstolos tendem a se enganar, os cretenses não eram sempre mentirosos, mesmo quando isso era dito por um cretense. Durante as escavações, Pernier encontrou uma coisa estranha. Um prato de argila com umas inscrições. O que estava ali? Ninguém sabia. Para que servia aquele treco? Ninguém fazia a menor ideia. Aquilo poderia ser usado como frisbee? Meio pesado. Aquilo era minóico? Eu que sei?
O deserto de Atacama é um dos lugares mais secos da Terra. Ele está na América do Sul e seu território passa pelo Peru, Bolívia, Argentina e Chile. Normalmente, as pessoas, logo que ouvem "Peru", pensam em Macchu Picchu, aves galiformes ou anatomia masculina. Não é um país rico e, por causa disso, a vida lá é dura; entretanto, a arqueologia lá encontra coisas maravilhosas e não estamos falando dos edifícios, mas de outra civilização. Uma comunidade agrícola parece ter vivido lá pelas bandas do Atacama, entre os séculos IV e VII da Era Comum.