Por que é tão difícil quebrar hábitos?

Hábito é uma coisa boa… ou ruim, dependendo se o hábito for bom ou ruim, como você deve imaginar. O problema é que tanto um como outro tipo de hábito é um tanto difícil de largar, mesmo querendo. Muios acham que é fraqueza, falta de caráter ou de força de vontade, mas nada relacionado ao cérebro é tão simples assim.

Uma nova pesquisa sugere que normalmente hábitos deixam uma marca duradoura em circuitos específicos do cérebro, deixando-o pronto para uma recaída, o que via de regra não é lá muito desejável, mas esta maçaroca evolutiva não dá a menor bola pra você.

Descoberta região do cérebro que lhe mantém acordado

O cérebro, este órgão troll, é uma das mais fascinantes (e sacanas) obras da Seleção Natural. Ele fica sonolento quando você está a fim de ver aquele filme, e quando vai se deitar, ele desperta e você fica elétrico. Mais que isso, ele fica com aquela leseira de manhã cedo, ou te acorda muito bem disposto às 4 da matina num domingo, quando você não precisa levantar cedo. Teólogos que eu não entrevistei – e estou inventando agora – alegam que isso é por causa do pecado original.

O que eu não estou inventando é que fizeram uma pesquisa para entender os mecanismos usados pelo cerebrão para te acordar.

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Como o cérebro culpa e é compreensivo mediante ações e como elas são apresentadas

A sabedoria popular, que muita das vezes se mostra burra, criou frases de efeito, em que muitas delas acabam parando no principal meio de divulgação de cultura: para-choques de caminhões. Sabem aquelas frases de efeito tipo “quando acerto ninguém se lembra, quando erro não me deixam esquecer”? Bem, talvez nesse caso seja uma verdade, e isso pode ter explicação científica.

Uma nova pesquisa estuda um bug esquisito de nosso cérebro: Por que somos bem rápidos em culpar as pessoas por suas ações, mas ao mesmo tempo somos mais lentos para dar-lhes crédito?

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Como os pássaros aprendem a cantar? Neurociência responde

A melhor definição que eu já vi para canto dos pássaros é do Átila Iamarino: “É quando um pássaro chama a fêmea de gostosa, enquanto xinga o outro de FDP!”. Seu canto é mais que para nos entreter (na verdade, nós somos literalmente empata-fodas quando ficamos perto deles cantando). Nisso, a Ciência procura entender como essas belezinhas canoras aprendem a cantar. É o que neurocientistas do MIT procuram responder, estudando tentilhões-zebra.

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O segredo genético de como se recuperar de concussões

As pessoas brincam com pancadas na cabeça. Acham que qualquer batidinha não é nada, mas qualquer médico minimamente responsável dirá para levar num hospital para se ter certeza. Traumatismo Crânio-Encefálico é a maior causa de morte e incapacidade em adultos jovens. O dano neurológico não ocorre necessariamente no momento do impacto e pela animação acima você pode ver a caca que apenas no momento do impacto, mas progride ao longo de algumas horas… ou dias. Quando há lesão neurológica sem sintomas aparentes, é que costumam chamar de “concussão”, apesar de ser um termo pouco usado aqui no Brasil.

Um estudo com jogadores de daquilo que chamam de “futebol americano” (em que se disputa com um caroço de azeitona gigante) mostra que a genéticaq pode ajudar na recuperação de concussões. Mas que diabo são essas concussões? Sim, vai um Livro dos Porquês incluso!

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Localizacionismo, fRMI e linguística gerativa: tudo a ver?

Os amiguinhos e amiguinhas leitores e leitoras já devem ter ouvido falar dos frenologistas, uns caras que no século XIX achavam que o cérebro era todo divididinho em partes especializadas em funções. Eles foram longe demais nessa hipótese e acabaram descaindo pra uma pseudociência que justificava todo tipo de desgraça e preconceito… Mas acabou que eles não estava de todo errados.

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Viés de confirmação ou casos do acaso

Já falamos, ou melhor, escrevemos sobre isso antes. O viés de confirmação é a eterna busca de significantes para significados. As pessoas já têm uma ideia pré-concebida de como o mundo funciona, mesmo que seja algo idiota. Mas qualquer evento será usado para justificar essa ideia, mesmo que haja várias evidências do contrário.

Você cria uma ideia de como as coisas devem acontecer, não mportando o quão maluco isso seja, e procura todas as evidências que concordem com você, ignorando as provas em contrário. Onde será que vimos isso antes?

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Apatia pode estar escondida na estrutura do cérebro

A apatia é a mais comum síndrome neuropsiquiátrica na doença de Alzheimer, que também é tida como uma síndrome, pois tem-se o prejuízo de memória, funções executivas, e, na evolução da doença, pode aparecer outras coisas, sintomas parkisonianos, epilepsia, comprometimento autonômico etc. Só a apatia afeta entre 30 e 60% dos pacientes, e pode ser definida como perda de motivação e se manifesta com alterações afetivas, cognitivas e comportamentais, determinando, respectivamente, redução da resposta emocional, perda de autocrítica e retração social. Fonte

A apatia acaba sendo a falta de vontade de fazer qualquer coisa, sendo comum em depressão e em certos tipos de esquizofrenia, mas por outros motivos. Agora, pesquisadores encontraram evidências de uma base biológica para a apatia em pessoas saudáveis. Mas o que isso tem a ver com Alzheimer?

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Seu cérebro esquecidinho economizando energia

Nosso cérebro faz muita coisa, e a maioria você nem sabe. Por exemplo, você está respirando agora. Agora, você vai inspirar, expirar, inspirar, expirar… agora se vira aí pra mandar pro automático de novo :)

Lembre-se da fenilcetonúria.

Para fazer tudo isso, nossa querida gelatina gasta 20% de toda energia consumida pelo seu corpo inteiro. Sim, isso mesmo! 1/5 de toda energia do seu corpo vai pro cérebro, excetuando casos especiais, como criacionistas, ufeiros e o pessoal que acha que fosfoetanolamina foi proibida pelos illuminatis das companhias farmacêuticas.

Com tanto gasto de energia, o cérebro acaba arrumando algum jeito de diminuir esse gasto. E uma das formas encontradas é… esquecendo informações.

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Vermes intestinais podem proteger cérebros de bebês

Bebês tem sérios problemas. Além de serem máquinas de chorar e fazer cocô, são muito suscetíveis a infecções, ainda mais no cérebro. Qualquer infecçãozinha pode ser um desastre a longo prazo. Só que pesquisadores estão buscando uma forma um tanto quanto inusitada para impedir isso. Sua arma secreta? Vermes. Sim, vermes! Daqueles que ficam felizes no seu intestino. Eles podem ser uma arma contra inflamações crônicas, autismo e Alzheimer, porque toda descoberta que envolva o cérebro precisa mencionar Alzheimer e autismo, duas doenças arroz-de-festa.

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