Dizem que o que nos diferencia de outros animais é que um age com civilidade enquanto os outros se pegam de porrada em jogo de futebol. Fora isso, seres humanos são tidos como os únicos capazes de reter memória de eventos passados e repassá-las mentalmente. Saca aquele filme que você passa dentro da sua cabeça com o que lhe aconteceu? Pois é, pelo visto, outros animais também conseguem fazer isso. Não, o seu tio Astolfo continua zureta, mas é fingimento. Ele se lembra muito bem que lhe deve dinheiro, aquele cachaceiro.
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Dizem que seres humanos são um grande mal deste mundo, pois causou a extinção de várias espécies. O fato de ter havido grandes extinções várias vezes, quando mais de 90% da vida na Terra ter ido pro saco de uma vez só, bem antes de sequer haver humanos, passa batido. Somos mais um agente da Natureza fazendo o que a Natureza faz de melhor: acabar com a própria Natureza, mas não tão eficientes quanto um meteorão do mal como o que caiu em Yucatán.
Você lê Ceticismo.net. Você é informado e sabe sobre como o oxigênio surgiu. Se passou a acompanhar hoje, vou dar uma dica: fui há muito, muito tempo, com o que se tornaria mais tarde as algas azuis, ou cianofíceas. Não, nada de plantas ainda. Elas só apareceriam muito milhões de anos depois. De qualquer forma, sabia-se mais ou menos quando começou a haver fotossíntese, mas isso precisará ser reescrito em breve, já que uma nova pesquisa aponta que já havia organismos fotossintetizantes há 3,6 bilhões de anos, mais ou menos um bilhão de anos antes do que se acreditava até agora.
Nós, carnívoros, somos mais inteligentes. Isso é um fato incontestável. A ingestão de proteína animal fez nos cérebros crescerem mais que que os de herbívoros estritos. Lamento, mas é assim mesmo. Um gato é mais esperto que um chinchila, um tigre é mais inteligente que uma zebra e eu nem posso me comparar com um comentarista de portal de notícias, já que este último não subiu na escala evolutiva para algo acima de um fungo.
Vocês pensam que cães são criaturinhas legais enquanto gatos são um bando de FDP.
Cucos são passarinhos muito legais, membros da família Cuculidae e pertencentes à ordem Cuculiformes. É a única coisa que eu sei sobre cucos, além de ser pássaros que sabem ver hora, o que já lhes confere uma vantagem sobre seu primo lentinho. Só que o cuco-que-sabe-ver-hora não é o cuco-que-nos-interessa. O cuco do relógio é o Cuco-canoro, uma ave trepadeira, parasita e sem-vergonha, que sacaneia os outros pássaros, jogando os ovinhos destes para fora do ninho e colocando os seus próprios. Assim, pássaro manezão choca ovo de cuco e papai pássaro-mané dá umas porradas na esposa por achar que ganhou um par de chifres.
Gatos são seres que nos adestraram há muito, muito tempo, apesar deles fingirem que foi o contrário só para elevar nossa auto-estima e assim premiá-los com mais gulodices. Esses descendentes de Mefistófeles têm uma longa relação com o ser humano. Pesquisas atuais usaram análise de DNA e determinaram que as origens do nosso bichano estão no Oriente Próximo e no antigo Egito, há cerca de 10 mil anos. O que mais que foi descoberto?
Sim, isso mesmo. Animais de estimação (“pets” para encurtar) são melhores amigos para as crianças do que irmãozinhos. Pet não bate no amiguinho, pet não arrota no meio do almoço e aponta para você. Pet não corta cabelo da irmãzinha. Pet não amarra as mãos do irmãozinho, o faz andar sobre uma mureta de um metro de altura enquanto o cutuca com um cabo de vassoura, brincando de pirata. Por quê? Porque um pet saberá que você vai cair com o focinho no chão e abrir o queixo me dando uma cicatriz até hoje (grandessíssimo FDP!)
A maioria de nós se acha por cima da carne seca por conseguir usar um computador. Afinal, aqueles periquitos idiotas não conseguem fazer muita coisa além de piar, cães comem o próprio cocô e gatos acham seu notebook muito quentinho para tirar uma soneca. Só você, o diferentão, o espertão, o senhor da tecnologia, o incrível humano que é capaz de olhar para um monitor e discernir o que tem lá.
O dia amanheceu nublado, escuro. A vítima estava se dirigindo a esmo, no máximo, procurando um lugar para fazer uma refeição ou, simplesmente, vagando, como seria seu direito, segundo pensava. Mas ela estava errada. O assassino frio e sanguinário estava à espreita. Começou a chover, mas a vítima pareceu não se dar conta disso. O que passava pela sua mente, não se sabe, jamais saberemos. Seu algoz estava pronto para atacar. Ele era mais rápido, mais forte, mais voraz. Foi tudo muito rápido; a vítima sequer teve conhecimento do que estava acontecendo, até o golpe final. A morte lhe veio rápido, como se a ira de algum deus caísse como uma tormenta, cujo assassino era um monstro impiedoso.