Este seria uma típica ideia tão tosca que ninguém deveria ter tido. Mas tiveram. Um grupo de engenheiros, fazendo uso de suas atribuições numa de suas definições*, acharam que seria maneiríssimo ter algo que enfie um troço na sua boca e vá até a garganta. Sim, eu sei o que você está pensando, mas não é isso. É pra testar o paciente suspeito de ter coronavírus.
Não, não é bem este dispositivo da foto de abertura, mas é quase. Na verdade, é este aqui:
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Mais um domingão, mais uma saraivada de insanidades para coroar a semana. São dados de saúde que somem, gene louca escrevendo asneiras, cidades agindo de maneira retardada… Tá tudo ótimamente bem, já que meu cinismo não espera mais nada de bom. E quem não espera nada que preste só terá surpresa positiva ou algo dentro das expectativas.
Como eu sempre digo, nada é tão pior que a religião não coloque o dedo e estrague de uma vez, levando tudo para as raias retardadas da insânia. Um exemplo é a atual crise mundial por causa do coronavírus, ou corona vírus ou COVID-19 ou a bactéria filha da puta, este micróbio do caralho! Como lidar com isso? Quarentena? Lockdown? Cloroquina? Tem coisa mais retardada que aplicar cloroquina? Acho que não, mas os indianos disseram “segura o meu lassi”.
Todos nós pensamos que para se publicar um artigo num periódico com revisão de pares (também chamado peer review ou “periódico indexado”, mas carinhosamente chamados de “papers”) era preciso altas pesquisas, artigos seriíssimos, análise de dados aprofundados. Bem, não é que não precise. Precisar, precisa. Mas sempre tem aqueles que resolveram dar um balão, chutar o pau da barraca e mandar pra frente. Às vezes, conseguem seus intentos; sendo que alguns deles são bem lacônicos. Alguns, lacônicos até demais.
E seguindo mais uma vez o lema “nada é tão ruim que políticos metendo a religião no meio não possam piorar” temos o caso que está acontecendo no município de Ladário, situado na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, com mais ou menos 17 mil habitantes, e que eu nunca ouvi falar (a bem da verdade, só conheço a capital de MS: Redmond). Em face à epidemia de coronavírus, o prefeito resolveu apelar para o combate apelando para o que ele considera ser mais efetivo contra o coronga: pensamentos e orações.
Eu adoro previsões de astrólogos. Esta incrível e maravilhosa ciência milenar e capaz de tudo, menos perceber que tinha dois planetas faltando no Sistema Solar, e que conta com um perfeito sistema de previsões que deveria funcionar para 1/12 avos da população, mas que se resume em coisas genéricas como evitar a raiva e se alimentar direito.
Sim, eu sei que era para colocar o resumão da semana no domingo. Mas era Dia das Mães e eu tenho família em casa. Sim, poderia ter deixado um tempo para fazer isso, mas a verdade é que eu estava com preguiça mesmo, independente de ser dia das mães.
Ontem, eu tive que me aventurar fora de casa, mesmo em tempos de pandemias, eu precisei sair. Eu realmente precisei. O mundo que vi foi estarrecedor. As pessoas agindo como se nada estivesse acontecendo. Eu com uma máscara PFF2 e outra de TNT por cima (paranoia ajuda a nos manter vivos, ainda mais depois do que eu vi) e pessoal na rua passeando como se nem fosse com eles. E isso porque a prefeitura do Rio baixou uma lei obrigando uso de máscaras em locais públicos.
A índia é um lugar fascinante. Sua sociedade é paradoxal ao ponto de ter ciência avançada a ponto de mandar uma sonda para orbitar Marte e acertar a órbita de primeira (se bem que eles inventaram a aritmética e até os números), mas em contrapartida ainda vivem em castas, como desde antes da Idade Média. Parte disso é explicado pelo seu índice demográfico com 1,353 bilhão de habitantes, a tendência a uma ampla diversidade cultural é altíssima. Isso vai das pessoas mais atrasadas até as que têm maior acesso à educação.