Eu adoro essas ações de “conscientes” prontas a salvar o mundo. E como bem sabemos, muitas dessas “ações” são basicamente uma forma de arrumar dinheiro dando um balão no Imposto de Renda; e isso vale para todo lugar, não só no Brasil. Assim, uma empresoca canadense – que os jornaleiros frisaram ser “financiada pelo bilionário americano Bill Gates”, mas omitindo que a Fundação Bill & Melinda Gates financia inúmeros projetos, sendo a maior organização filantrópica do mundo – veio com lero-lero alegando ter inventado uma tecnologia capaz de remover o CO2 do ar a preços acessíveis.
Categoria Tecnologia
NASA encontra vestígios de vida e moléculas complexas sem ter achado vestígios de vida ou moléculas complexas

Eu parei de escrever sobre os grandes pronunciamentos da NASA. É frustrante a NASA chegar e anunciar que fará um grande anúncio, anunciando algo fantástico. Daí todo mundo fica naquela “Woooooo! Descobriram vida. Descobriram um fóssil! Descobriram para onde vai o meu dinheiro de impostos”. Aí ela chega e fala que achou uma pedra esquisita ou deu uns tiros de laser PEW PEW PEW e identificou uns átomos.
Desta vez não foi diferente. A NASA fez aquele mistério. O que foi descoberto? Presença de metano nas rochas. WOOOOOOOOO, SINAL DE VIDA!
Químicos fazem a cara desta imagem de abertura. Continuar lendo “NASA encontra vestígios de vida e moléculas complexas sem ter achado vestígios de vida ou moléculas complexas”
Pesquisa procura melhorar desempenho de exoesqueletos
Os modernos exoesqueletos modernos são algo que há 20 anos seria considerado ficção científica. Seus circuitos eletrônicos de ponta e mecânica avançada chegam a impressionar, mas, ainda assim, ainda são difíceis de serem usados. Não só fisicamente, mas na parte cognitiva também. E nem estou me referindo às pesquisas de retroalimentação, quando o exoesqueleto retorna informação sensorial à pessoa.
Pesquisadores da Draper testaram como diferentes fatores podem afetar a usabilidade de exoesqueletos. Eles identificaram parâmetros que precisam ser avaliados e otimizados.
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Ceticismo.net atualiza sua política de privacidade
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Já que estamos em tempos de GDPR (General Data Protection Regulation, sigla GDPR – Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados), todo mundo está atualizando as políticas de privacidade. Ceticismo.net não é diferente e está aqui atualizando nossa política de privacidade.
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A Chuva que cai no Sol
Em 19 de julho de 2012, Helios, que nas ilhas Hébridas é chamado de Belenos ne nas terras banhadas pelo Egeu é chamado de Apolo, mostrou a sua fúria quando ordenou uma imensa tempestade de plasma extremamente quente. Foi uma senhora Ejeção de Massa Coronal!
O que era mais incomum, no entanto, foi o que aconteceu em seguida. O plasma na vizinha coroa solar foi fotografado resfriando e recuando, um fenômeno conhecido como “chuva coronal”.
Nova técnica para sintetizar amônia de forma mais barata
Um dos maiores problemas da Alemanha foi a Primeira Guerra Mundial. Eles começaram a ficar sem amônia, que é muito legal para produzir fertilizantes, mas também explosivos. Os aliados começaram a limitar o recebimento de salitre do Chile até esgotar de vez a fonte. Então, Fritz Haber desenvolveu o processo de síntese da amônia, tendo sido auxiliado por sua esposa Clara Immerwahr. Este processo é o chamado Haber-Bosch e praticamente extrai da atmosfera hidrogênio e nitrogênio do ar para produzir a amônia, de fórmula NH3. Só que aí tem outro problema: O nitrogênio é muito estável e se gasta grande quantidade de energia para promover a reação. As moléculas de nitrogênio e hidrogênio devem ser aquecidas a uma temperatura entre cerca de 350 e 550ºC, a uma pressão estúpida de 149,7 a 347 atm (1 atm é a pressão atmosférica ao nível do mar), com a presença de catalisadores à base de ferro. Ou seja, é uma bosta!
Será que cientistas conseguirão resolver este problema? Será que eles desenvolverão uma técnica capaz de ser mais sustentável? Bem, a pergunta está errada. Não é “Se” e sim “Quando”.
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Pesquisadores desenvolvem luva-magneto-diagnosticator Tabajara
Eu acho fascinante a tecnologia de diagnósticos, principalmente os por imagem. Sim, eu adoro um “emarái” das séries médicas (ok, na maioria das vezes não precisa ou, pior ainda, o plano não cobre). Você entra no aparelho de ressonância magnética e campos magnéticos (duh!) bem fortes, junto com ondas de rádio e gradientes de campo, geram imagens do que você tiver aí por dentro deste corpo xexelento, mas que você só tem ele. Uma das limitações é que você tem que ficar lá, paradinho. Ele não pode ser usado para saber o que anda acontecendo nas articulações dos seus membros. Mas não seria legal se pudesse?
Bem, pesquisadores desenvolveram uma luva que serve de detector que permite que possam ser obtidas imagens de uma mão em movimento, que são jogados num scanner de ressonância magnética. Dessa forma, a luva consegue obter imagens de alta resolução das articulações em movimento.
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Ossos são excelentes para adagas, confirma pesquisa. Seu cunhado tem um para doar?
Papua Nova Guiné é um lugar exótico. Por “exótico” é algo tão longe e esquisito que imaginamos mil cenários; quase todos fantasiosos. Lá poderia ser até Wakanda, mas sem o Vibranium. Só que não é bem assim. Papua Nova Guiné não fica na África, mas na Oceania e é praticamente um monte de ilhas juntas. Aquele lugar é um caldeirão cultural há séculos, com mais de 800 línguas diferentes e uma população de cerca de 7 milhões de habitantes. É praticamente um Rio de Janeiro sem as favelas (não que o país seja muito melhor que isso).
Papua Nova Guiné ainda tem muitos aborígenes, semelhantes aos aborígenes australianos. Alguns deles pertence à tribo Korowai que, por sinal, antropófaga. E por falar em antropofagia, sabe essa imagem que abre o artigo? Pois é, são adagas. Adagas feitas com ossos humanos.
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Lago ácido, quente, venenoso e mortal. Que lugar melhor para se ter vida?
Astrobiologia é um ramo… interessante. Ele estuda algo que não se sabe se existe: vida em outros planetas, em outros sistemas, em algum lugar da galáxia. Sim, eu sei que parece coisa de maluco, mas há de se começar a pesquisa de alguma forma, e isso é feito achando lugares esquisitões aqui na Terra que sejam semelhantes a outros lugares em outros planetas. É aquele pensamento: “se encontrarmos algo vivo aqui, em Marte será fichinha”. Alguns desses lugares pesquisados são lagos vulcânicos, que são quentes, fedidos e tóxicos (não necessariamente nesta ordem).
Por falar em lagos vulcânicos, um grupo de pesquisadores descobriu micróbios vivendo em um, e eles estão traçando um paralelo nos dias antigos de Marte.
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Japonês, abra o olho: Molho shoyu no Brasil tem mais milho que soja!
Você deve ser daqueles que curte uma comida japa, né? E, claro, os dois melhores acompanhamentos são o molho agridoce e o molho shoyu. Na verdade, não existe um molho shoyu. Temos o koikuchi shoyu, ou molho shoyu comum; o Usukuchi shoyu, que leva 10% a mais de sal do que o shoyu comum; temos o tamari shoyu, um molho com sabor mais intenso; há o saishikomi shoyu, fermentado no próprio molho, sem levar sal; e temos o shiro shoyu, mais claro e mais leve que o usukuchi shoyu, acabando por ter um sabor mais doce. Sabe qual deles que vem no seu pedido, naquelas porcarias de sachês? Pois é. Nenhum.
De acordo com pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, das 70 marcas analisadas, a maioria delas contém menos de 20% de soja. O que vocês colocam no seu sushi é molho de milho, mesmo!
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