O Artigo 13 já acabou com a Internet?

Então que o artigo 13 foi aprovado. O item polêmico da Diretiva da União Europeia sobre Direitos Autorais no Mercado Único Digital (European Union Directive on Copyright in the Digital Single Market) deixou um monte de idiotas relinchando que este é o fim da Internet. Você está lendo este texto num tablete de argila? Então, ficou provado que essa palhaçada de “fim da internet” é só isso: uma palhaçada.

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Pesquisadores criam forma inédita que todo mundo conhece para transformar eletricidade em combustível

Estamos com um real problema que nem é mais futuro. Já se tornou presente: combustíveis. Temos uma necessidade gigantesca por combustíveis. Nossas máquinas (de uma indústria até um cortador de grama) precisam de combustíveis. EUA dependem muito de geração de eletricidade por meio de carvão, óleo e gás. A cada dia, essa necessidade cresce, e cresce, E CRESCEEEEEEEEE! Cresce mais que os meus boletos e menos que minhas partes anat… deixa pra lá. o mundo urge que novas formas de obtenção de combustível sejam descobertas. Nisso entra os grandes pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA. Eles trouxeram uma forma barata de gerar eletricidade. Eficiente, já nem tanto.

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Quer carregar seu marca-passo? Deixe seu coração bater

Eu gosto muitos dos meus órgãos. Todos eles. Do piano, nem tanto. O coração, diferente dos rins e pulmões, não vem em duplicata. Parou, ferrou! E quando pára, dá muito ruim (mas não tão ruim quanto o acordo ortográfico, que eu resolvi ignorar). Massagem cardíaca é bom, excelente, mas o melhor mesmo é o coração estar batendo direito, no ritmo certo. Quem concordava com isso era o médico John Alexander MacWilliam, que em 1889 publicou no British Medical Journal suas experiências na aplicação de um impulso elétrico diretamente a um coração humano em assistolia. O procedimento chocante causou uma contração ventricular e o coração voltou a bater, deixando todos eletrizados. A imagem que vocês veem acima é a de um dos primeiros marca-passos comerciais. Sim, era um trambolhão que o paciente carregava (nos braços, claro, com os sensores entrando no peito).

Hoje, temos aparelhos bem menores e mais eficientes, como este da direita. Leve e mais confortável. Uma maravilha, certo? Pois é, marca-passos sao ótimos, mas têm um sério problema: baterias.

Como ainda não inventaram nada capaz de violar as Leis da Termodinâmica so porque você é bonito, aparelhos precisam funcionar por energia que lhes é cedida. Mas e se o próprio corpo pudesse fornecer esta energia de alguma forma?

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Pesquisadora cria detector de mentira online. Vê lá o que você anda falando por aí!

Depois do Lie to Me, várias pessoas resolveram se tornar experts em gente mentirosa, tentando ver microexpressões. A série acabou, mas tem o canal Metaforando, que se propõe a analizar a linguagem corporal de pessoas em detrminadas situações e determinar o estado psicológico da pessoa analisada. Já o FBI tem o Behavioral Science Unit (Unidade de Ciência Comportamental), que não é baseada (apenas) em microexpressões, mas em modus operandi de criminosos, tabulando dados e cruzando informações estatísticas, procurando prever o que vai/está acontecendo. Disso veio a série Criminal Minds (só era boa com o Gideon), mas não se liguem em tudo na série. Aquilo é entretenimento, e nem sempre retrata a realidade (quase nunca, seria o termo mais adequado).

Desde sempre, saber quem está mentindo é primordial na hora de julgamentos, decisões de Estado e saber por onde o traste andou, pois chegou em casa com um festival de batom na camisa (se for na cueca, não é preciso detector de mentiras. Erasístrato de Chio (310 A.E.C. – 250 A.E.C.) anatomista e médico grego, designado pai da Fisiologia, já buscava formas de descobrir se alguém estava mentindo. Outro que procurou um modo de descobrir quem estava mentindo foi o psicólogo William Moulton Marston, responsável por duas grandes criações: O polígrafo e a Mulher Maravilha (sim, a ideia do Laço da Verdade veio daí).

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Pesquisadores desenvolvem processo de enxerto ósseo. NOW IN 3D!!!!

Enxertos ósseos são um tantinho mais complicados que você pegar um naco de pele da bunda e colocar no seu braço. No caso de enxertos ósseos, é preciso colher o próprio osso de um paciente para fazer o procedimento, ter suprimento de sangue e refazer ligações de vasos sanguíneos. Não que seja impossível fazer enxerto ósseo não-autógeno (sem que seja a própria pessoa que doe de si para si mesmo), mas os chamados “enxertos xenógenos” são mais comuns em cirurgias odontológica e ortopédica.

Claro, estamos falando de um sistema de transplante em que precisa-se de um doador: você mesmo, seu irmão ou o cachorro do seu cunhado (literalmente, pois pode-se fazer enxertos com ossos de animais em seres humanos). O que a Engenharia teria para nos dar?

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Pesquisa estuda como usar seu próprio corpo para gerar eletricidade para dispositivos

Você já participou de aula de Física no colégio, em que o professor te deu um cano de PVC e um punhado de fio de lã para você ficar atritando. Você ficou com vergonha, todo mundo soltou um “esfrega aqui também”, você foi reclamar de bullying e aí mesmo que todo mundo ficou te zuando. Este fenômeno é chamado “triboeletricidade”, o processo pelo qual materiais se eletrizam em consequência de atrito. Daí você pensa: pô, seria maneiro se usasse isso para gerar eletricidade, né? Bem, seria, mas o problema é que é ineficiente para grandes cargas, tipo o seu celular. Mas e se fossem nanodispositivos?

Bem, é isso o que pesquisadores da Universidade Purdue estão pesquisando.

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Robôs deixam trabalhadores desempregados completamente irritados

Imagine que você monte um timinho de futebol de várzea. Aí, você é posto para jogar contra o Real Madrid, descontando o fato que seus colegas de time partirão para quebrar a perna do primeiro jogador do time adversário na primeira oportunidade, é bem provável que você perca. E perca feio. Isso não é legal. Isso mexe com as pessoas. Antigamente, os Harlem Globetrotters faziam suas apresentações nos países, jogando contra o time local. Era algo como Galactus enfrentando o Tucão (esta relação eu kibei do Cardoso. Me processem!). Tipo… São os Motherfuckin’ Globetrotters. Você SABE que vai perder de forma vergonhosa! Aceita e curta o espetáculo. Já a torcida não entendia isso e levou a hostilizarem os Globetrotter, motivo pelo qual os Viajantes pelo Globo agora levam a própria equipe adversária.

Agora, leve em conta os avanços tecnológicos em sistemas de produção, robôs não se cansam, não cometem erros, são mais precisos, mais rápidos e mais fortes. Sim, senhores, temos a tecnologia! O problema é que os trabalhadores humanos estão se sentindo menos competentes e desmotivados. Ficar obsoleto realmente não deve ser nada agradável.

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Químico eletrocuta bactérias e elas ficam serelepes

Lembram do artigo sobre a bandagem elétrica que acaba com biofilmes de bactérias? Aí você ficou: MUAHAHAHAHA, mete eletricidade nessas disgramadas e mandem-nas pro Inferno das Bactérias. MUA-HA-HA! Agora, imagine que você está dando um rolé num parque e vê uns caras colocando eletrodos numa piscina natural para dar uns choques no que tiver á e descobre que as bactérias lá não só estavam vivinhas da silva como adorando a eletricidade a ponto de se alimentarem dela. Bizarro, não?

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Redes sociais moldam alimentação de crianças. Finja surpresa

A programação infantil televisiva praticamente acabou no Brasil. Ou se tem programas para donas-de-casa ou programas evangélicos. Um dos culpados é efetivamente não ter patrocinadores para programas infantis, pois a legislação brasileira proíbe publicidade dirigida a crianças menores de 12 anos na Constituição, no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Resolução 163/2014 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Se você não pode veicular seus produtos, por que você iria patrocinar um programa a um público-alvo que não é o seu. É tipo no intervalo da novela Aventuras de Jesus, da Record, tiver propaganda do Terreiro de Umbanda Caboclo Feliz. Uma emissora só mantém programação mediante financiamento por patrocinadores e audiência. Se não tiver nenhum dos dois, já era, vai pra vala.

Agora vem o mais engraçado. Esse esforço contra publicidade na TV não está dando muito resultado, já que – SURPRESAAAA!!! – temos outras formas de mídia, essas “outras formas de mídias” (leia-se: redes sociais) estão afetando negativamente na alimentação de crianças.

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O balé de galáxias há muito perdido no tempo

Um aglomerado de galáxias é um festival de galáxias bem juntinhas (em padrões astronômicos, claro), que podem somar entre centenas e milhares de galáxias. A gravidade é as que mantém juntas, pois uma galáxia é pesada (mas não tão pesada quanto Yo Momma). Este aglomeradão é tido como as maiores estruturas conhecidas até agora, mas ainda temos dúvidas sobre como elas se formam. Para astrônomos, é muito difícil acompanhar, já que o movimento é muito lento e nossa escala de vida é bem curta. Sendo assim, simulações computacionais da movimentação dá uma bela ajudinha.

O projeto IllustrisTNG é um conjunto de simulações cosmológicas de formação de galáxias de última geração. Cada simulação no IllustrisTNG desenvolve uma grande faixa de um universo simulado logo após o Big Bang até os dias atuais, levando em consideração uma ampla gama de processos físicos que impulsionam a formação de galáxias. A TNG50 nos deu o resultado abaixo. Milhões de anos em poucos segundos de magia e fascinação pelo que há lá fora, que jamais poderíamos acompanhar em nossa tosca escala de vida ridícula.

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