… E eu levantarei o mundo!

Eu não sou um ludita. Adoro meu computador, meu smartphone, meu tablet, minha TV e até micro-ondas. Vejo o potencial de cada coisa e como elas são tolamente desperdiçadas. É chato dizer "no meu tempo", mas quando você viveu num tempo em que o auge do conhecimento era ter uma coleção da Barsa ou da Conhecer (e todos o olhavam com respeito e inveja por causa disso), há uma tendência maior a dar valor ao que não tínhamos em nossa época; e mesmo assim fazíamos nossas maravilhas.

Ainda assim não gosto do atual termo "tecnologia". Ela sempre existiu, sempre no seu tempo. O que vemos de tecnológico hoje, será brincadeirinha de bebês daqui a alguns anos. O que não muda é o fascínio em como os antigos resolveram muitos problemas. Um deles era Arquimedes, o homem que disse que se lhe dessem um ponto fixo no espaço, ele levantaria a Terra.

Levantaria mesmo? É o que o Livro dos Porquês analisará agora.

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Arqueólogos encontram uma antiga cidade escondida nas selvas do Camboja

Entre o século IX e o século XV, na região que compreende o Camboja, Tailândia, Laos e parte do Vietnã, o Império Khmer cantava de galo. No reinado de Suryavarman II, foi construído o templo principal de Angkor Wat, dando origem a uma das mais magníficas obras arquitetônicas do mundo: Angkor, sobre o qual já falamos nas bandas de cá.

Agora, arqueólogos australianos descobriram uma outra cidade do Camboja, que se manteve escondida por mais de um milênio sob vegetação densa selva. Seu nome é Mahendraparvata.

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Pesquisa indica uso de impressoras 3D na produção de ossos sintéticos

A onda agora é usar impressoras 3D em tudo o que for possível. Eu QUERO ter uma impressora 3D. Você quer uma impressora 3D. Até mesmo Jesus iria querer uma impressora 3D e ele poderia fazer seu próprio pão ao invés de dividir com os bebuns da Santa Ceia.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts agora pretendem usar impressoras 3D para "imprimir" nada mais, nada menos, que ossos.

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Por que navios flutuam?

As perguntas mais simples são as mais complicadas, pois muitas vezes desafiam nossos sentidos. Eu vivo dizendo isso e não me cansarei de dizer. Vemos o mundo e tentamos entendê-lo, mas nossos olhos pregam peças na gente e o cérebro muitas vezes se recusa a aceitar a informação.

Muitas coisas são magníficas de se ver. Eu, por exemplo, adoro ver petroleiros e transatlânticos. Eles são um triunfo de nossa engenharia e engenhosidade. Mas algo no cérebro sussurra que não está certo. Sendo o navio (e chamaremos de "navio" qualquer embarcação marítima de grande porte) feito de aço, a pergunta que soa em nossos ouvidos é: "Como aquela bagaça flutua?" E a resposta do Mestre é "Procurai no Livro dos Porquês".

A vontade, o pensamento, isso é Poder! Acorde a minha mente para o grande saber!

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Como os corais constroem seus esqueletos?

Longe de ser uma cor que as mulheres inventaram, o coral é um animal, metazoário, cnidário e ainda por cima da classe Anthozoa (e nem todos os corais são "corais"). O coral é formado um grupo de muitos organismos geneticamente idênticos, multicelulares conhecidos como "pólipos". Estes pólipos constroem um exoesqueleto, tão amado por surfistas que ousam se aventurar em Queensland (só que não). O que não se sabia direito é como os corais produziam aquele exoesqueleto. Pelo menos, até agora.

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Cientistas brasileiros descobrem continente esquecido, mas não tem dinossauro lá

Se você já ouviu falar do Serviço Geológico do Brasil (nome fantasia do Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM), parabéns, você faz parte de uma minoria. Se não sabe, mas tem um polegar opositor, clica na porcaria do link escrito "A Instituição" e, em seguida "Apresentação". Estou sem saco de explicar, ainda mais se você não foi capaz de sacar para que serve um serviço geológico.

Em maio deste ano, o pessoal do CPRM, no que foi definido como "um esforço de grupo com a Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology – JAMSTEC" (mas sem tentáculos) anunciou o que seria indícios de um continente perdido entre a África e a América do Sul, mais especificamente na costa do estado do Rio de Janeiro.

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De acordo com neurocientista, Ciência no Brasil está repleta de idiotas (paráfrase)

ANTES que vocês venham me xingar, temos que ser sinceros. Há MUITA gente fazendo Ciência séria aqui. Outros querem fazer, mas não deixam; e tem aquele bando de vagabundos que vivem inventando “pesquisas” que mais se destinam para anormais (UnB, estou olhando bem na sua direção) ou então travestindo pseudociência cromoterápicas de medicina. E nem vou mencionar as besteiras chamadas homeopatia e astrologia. E um dos principais problemas é a falta de desafios ou o engessamento, mediante politicagens, do desenvolvimento científico no Brasil.

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Pesquisadores usam imponderabilidade para projetar novos materiais

Imponderabilidade é a condição onde o corpo está em contínua queda livre. É o que muitos chamam de "ausência de gravidade", mas isso é errado.Não existe um ponto sequer no Universo que não haja força da gravidade. Ela existe, mesmo que seja muito pequena e é por isso que costuma-se chamar "imponderabilidade" ou "microgravidade".

Agora, cientistas estudam como usar a imponderabilidade para desenhar novos materiais, com propriedades totalmente novas.

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Freezer da UFPE quebra e 4 anos de pesquisa vão pro ralo

O Brasil tem muitos problemas. O principal deles é exatamente ser o Brasil. Sabemos bem o quanto pesquisa científica no Brasil é valorizada. Tão valorizada que o governo faz por onde cientistas saírem daqui para pesquisar em universidades estrangeiras. Enquanto isso, uns pobres abnegados fazem de tudo para manter a chama da Ciência acesa por aqui, mas parece que isso não adianta muito quando aparelhos de última geração dão defeitos.

Aparelhos muito sofisticados… como um freezer, por exemplo.

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O vulcão de gelo em Titã

Eu sempre reforço a ideia que nosso senso comum vota e meia apronta das suas, e normalmente ele nos dá indicações e conclusões errôneas. Uma delas é o conceito de "deserto", como eu expliquei no artigo sobre o Dasht-e Lut, o lugar mais quente da Terra. Nesse artigo, eu expliquei que não basta ser quente para ser um deserto e que o Saara, apesar de mais famoso, não é o deserto mais quente nem o mais seco. Da mesma forma, pensamos que vulcões são aquelas montanhonas, prestes a mandar todo mundo pro saco que nem o Vesúvio fez e se bobearem o supervulcão de Yellowstone que está a caminho.

Podemos pensar que a Terra é o único planeta a ter vulcões, mas há um outro lugar também: o satélite natural ("lua", se você for jornalista que está fazendo parada na seção de Ciência dos portais de notícia) Titã, que orbita Saturno. Enquanto os vulcões aqui expelem lava, cinzas destruição, o vulcão de Titã expele gelo, hidrocarbonetos e várias outras substâncias. Para entender mais sobre isso, verbete TITÃ, seção SATURNO, capítulo  ASTRONOMIA do LIVRO DOS PORQUÊS.

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