Dizem que quem não estuda história corre o risco de repeti-la. O mundo segue eventos cíclicos em termos de comportamento geral. Um exemplo é a onda que intercala períodos de liberou geral com o que eu chamo de “recatismo”. Alguns chamariam de “conservadorismo”, mas eu leio isso e penso “o que estão conservando?”. É uma questão de semântica, prefira o termo que quiser, não é este o assunto.
De tempos em tempos, atitudes (principalmente as idiotas) acabam sempre se repetindo, e agora temos um vislumbre disso quando a UNESCO achou que nudez, apesar de bonita (às vezes) ofende a moral e os bons costumes e acabou por cobrir estátuas peladas.

O Millôr dizia que quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro otário, nasceu a primeira religião. Religião sempre foi uma forma ótima de separar os otários de seu dinheiro, e não estou nem levando em conta da exploração de senhoras humildes, querendo um cantinho no Céu. Estou falando de gente com mais dinheiro que juízo que compra qualquer merda, principalmente quando tem religião no meio. 
Sim, Jesus morreu, mesmo. Essa parte é verdade e ele não volta, lamento. Quem morreu há pouco tempo foi o “falso Jesus”, que para ser honesto nunca se apresentou assim. Michael Job era um pregador e ator americano que se apresentava nos cultos vestido de Jesus lá pela África. Ele até fazia um certo sucesso. Era tipo o Inri Cristo, mas sem ser tão insano, nem jogar sinuca ou andar cercado de beatinhas sexies.
Jesus é um camarada legal e coisa e tal. Mas temos muitos outros camaradas maneiros. Ao invés de nos preocuparmos com um desocupado que pegava jumentos alheios e comia e bebia de graça nas casas dos outros, deveríamos nos voltar para aquele que realmente veio para nos salvar, sem pedir que o seguíssemos.
Bandido religioso não é novidade desde que Cirilo destruiu a Biblioteca de Alexandria e martirizou Hipátia (que não foi canonizada e nem ganhou pedidinho de desculpas póstumo, mas Cirilo é santo. Amém, graças a Deus). Também não é novidade que evangélicos odeiam religiões de matiz africana. Coisa do Diabo ou algo assim. Nunca entendi direito, mas também nunca entendi como tem gente que acredita em cobras falantes. Outra coisa que não é novidade é traficante de jesus indo em templos espíritas e destruindo tudo.
O primeiro livro de Reis, capítulo 18 é uma preciosidade. Mostra-nos a mentalidade cética em ação. Elias desafia os profetas de Ba’al a mostrar o poder de seu deus. Manda colocar dois holocaustos e cada um invoca o seu deus: Elias, chama pelo Deus de Israel, os profetas de Ba’al chamam, bem, Ba’al, né? Ba’al deu o perdido e não fez nada, mas Javé manda um linguão de fogo e consome tudo. Depois, Elias placidamente mostra quem é o verdadeiro deus, para em seguida mandar matar os profetas de Ba’al.
Nada como aqueles que seguem as palavras mansas e puras de coração do Cordeiro de Deus, o Maravilhoso Conselheiro e Príncipe da Paz se confraternizarem em comunhão do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, em meio às glórias dadas a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade. Eu acho ótimo. Seria ótimo também se alguns dos seguidores de Cristo Jesus também tivessem isso em mente, principalmente um certo pastor que passou o rodo em outro pastor na base da facada.
Algumas pessoas são estúpidas. Outras pessoas, além de serem estúpidas, são energumenamente idiotas. As pessoas estúpidas e energumenamente idiotas acabam achando uma excelente ideia se candidatarem ao cenário político. Parece que funciona, pois, está funcionando no Brasil por quase 200 anos. Agora, além de idiotas energumenamente idiotas, tem as criaturas mais imbecis ainda. São criacionistas, do tipo que monta um parque temático e museu criaburricionista como o Ark Enconter, um grupo de idiotas que resolveu tirar dinheiro facilmente de outros tão burros (eu diria até mais idiotas) que eles, a ponto de fazer uma réplica de uma arca de Noé, que juram de pés juntinhos que está de acordo com os detalhes bíblicos. Só quero saber se só tem uma única janelinha de 45 cm.