Localizacionismo, fRMI e linguística gerativa: tudo a ver?

Os amiguinhos e amiguinhas leitores e leitoras já devem ter ouvido falar dos frenologistas, uns caras que no século XIX achavam que o cérebro era todo divididinho em partes especializadas em funções. Eles foram longe demais nessa hipótese e acabaram descaindo pra uma pseudociência que justificava todo tipo de desgraça e preconceito… Mas acabou que eles não estava de todo errados.

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Quantidades moderadas de cafeína consumidas por gestantes não afetam QI de bebês

O vicio por cafeína vai aumentando cada vez mais. Todo dia eu ouço relatos que "sem café não sou ninguém". Não é bem isso, meu filho. Você continua sendo um ninguém mesmo depois do café, mas você ainda não se deu conta disso. Sempre se discutiu se quantidades cavalares de café durante a gestação afetava a inteligência dos bebês. Bem, de acordo com uma pesquisa, o consumo moderado de café parece não ter efeito perceptível no QI dos bebês.

Não, gente. 5 litros de café não é um consumo moderado.

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Viés de confirmação ou casos do acaso

Já falamos, ou melhor, escrevemos sobre isso antes. O viés de confirmação é a eterna busca de significantes para significados. As pessoas já têm uma ideia pré-concebida de como o mundo funciona, mesmo que seja algo idiota. Mas qualquer evento será usado para justificar essa ideia, mesmo que haja várias evidências do contrário.

Você cria uma ideia de como as coisas devem acontecer, não mportando o quão maluco isso seja, e procura todas as evidências que concordem com você, ignorando as provas em contrário. Onde será que vimos isso antes?

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Você é um bebum irresponsável? Culpe seus genes

Você é daqueles pé-de-cana, cachaceiro, bebum, manguaceiro, adora uma birita, tem pé inchado e é apontado como pudim de cachaça? Não fique triste. Ou fique, já que seu estadoé lastimável. Mas isso não implica que a culpa seja inteiramente sua (não que você não tenha uma parcela de culpa, é claro). Sua tendência a se autodestruir por vias alcoólicas esta escondido bem no seu fundinho.

Não na sua bunda, mas nas profundezas do seu DNA, conforme aponta pesquisadores finlandeses.

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Apatia pode estar escondida na estrutura do cérebro

A apatia é a mais comum síndrome neuropsiquiátrica na doença de Alzheimer, que também é tida como uma síndrome, pois tem-se o prejuízo de memória, funções executivas, e, na evolução da doença, pode aparecer outras coisas, sintomas parkisonianos, epilepsia, comprometimento autonômico etc. Só a apatia afeta entre 30 e 60% dos pacientes, e pode ser definida como perda de motivação e se manifesta com alterações afetivas, cognitivas e comportamentais, determinando, respectivamente, redução da resposta emocional, perda de autocrítica e retração social. Fonte

A apatia acaba sendo a falta de vontade de fazer qualquer coisa, sendo comum em depressão e em certos tipos de esquizofrenia, mas por outros motivos. Agora, pesquisadores encontraram evidências de uma base biológica para a apatia em pessoas saudáveis. Mas o que isso tem a ver com Alzheimer?

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De onde vem a bússola natural de certos bichos?

Pombos-correio são usados há séculos. Sua capacidade de sempre encontrr o caminho de casa assombra muita gente. Alguns dizem que é muita esperteza, mas não é bem isso É uma questão de biologia. Eu já tinha escrito sobre como identificar células magnéticas em aves e peixes, as verdadeiras células que levam os pombinhos pra casa, ou entregar celulares na prisão.

Sabe-se que as células no interior do cérebro dos bichos lhes “dizem” como encontrar o norte. Mas como isso ocorre?

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Patch de Quimioterapia para combater o câncer

A quimioterapia é uma bosta. Ataca o paciente, o debilita e ferra com ele. Mas funciona, diferente de comprimidos azuizinhos (não é esse) que dizem funcionar. Bem, pode ser que funcionem. Quando forem testados em humanos (daqui a uns dez anos) saberemos. A quimio, apesar de todos os seus problemas, funciona e garante um imenso número de pessoas que sobreviveram ao câncer, e isso sem vídeo do YouTube, mas quem se importa com Ciência?

Agora, pesquisadores testam uma nova forma de atacar o câncer, sem que ataque a pessoa junto. E isso feito com testes sérios, e não apelos em vídeo de forma apaixonada e mimizenta.

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Para resolver tragédia do rio Doce, chamaremos cientistas, SQN!

A República Federativa de Banânia tem sérios problemas. Esses problemas começaram quando Cabral chegou aqui como emissário do Rei (não, ele não frequentou a Escola de Sagres nem poderia, já que ela não existiu) e Pero Vaz de Caminha pede um emprego pros parentes no final da sua famosa carta que falava das vergonhas de fora das índias. Com o passar do tempo, criamos medo,. aversão, raiva, ódio e caímos no sofrimento para com a Ciência. O Brasil é o país que odeia Ciência, cientistas e qualquer coisa que esteja minimamente ligado ao conhecimento.

Depois do desastre catastrófico que aconteceu no município de Mariana, MG, transformando a cidade e adjacências em algo digno de filme pós-apocalíptico que faria Mad Max parecer representar uma caixinha de areia num parquinho. Dessa forma, o que podemos fazer para resolver a situação? Chamar as maiores mentes científicas do país, como engenheiros (de todas as áreas) biólogos, botânicos, ecologistas (de verdade, com formação e não abraçadores de árvores), químicos, médicos e outros profissionais técnicos, certo?

Usando o Twitter para entender as pessoas. Ou tentar, ao menos

O Twitter é algo interessante. Criado para ser um microblog em que você postaria coisas da sua vida em, no máximo, 140 caracteres, virou um sistema de compartilhamento de notícias e bate-papo. Mais o segundo do que o primeiro. De acordo com a empresa do passarinho, são 316 milhões de usuários ativos, porque, como sabemos, só em informática e tráfico de drogas que se tem usuários. São 500 milhões de tweets diários, isso desde anúncios da Presidência da República até gente fazendo o favor de informar o que acontece quando peida.

É um fluxo de informação (e desinformação) imenso. Será que daria para fazer algo legal com isso? Bem, pesquisadores analisaram cerca de 20 milhões de tweets, de forma que possam (tentar) entender um pouco mais sobre as pessoas em situações daquilo que chamam de “mundo real”.

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A Judicialização da Saúde

No Brasil que odeia Ciência, tudo é levado como em torneiros de futebol. Seu time não está ganhando? Chore, bata o pé, tenha chilique e corra pra Justiça. Juízes, que não entendem como Ciência funciona, nem se importam, pouco se importam com Método Científico. Eles dão o que os melhores advogados querem (pois Justiça se baseia em quem tem o melhor advogado) e o circo está armado.

Agora, até o THC foi obrigado por decisão judicial de ser distribuído às pessoas, mesmo não tendo muita certeza se funciona ou não.

É a Judicialização da Saúde

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