Eu sempre digo, com justa propriedade, que o Brasil odeia ciência, mas a verdade é que eu estou sendo até getil com isso. O Brasil não odeia só ciência e cientistas. Odeia qualquer pessoa com um mínimo de capacidade a mais. No caso de superdotados, então, pior ainda. Na cartilha pollyanística, todos nós somos capazes, todos somos iguais, mesmo os mais lentinhos.
Deixem-me contar o segredinho: existem pessoas medianas, existem pessoas com deficiências e existem pessoas superdotadas. Eu tive mais um vislumbre do câncer educacional que reina neste país ao ler a história comovente de dois superdotados, mas com destinos muito, muito diferentes.

O mundo da Química continua rodeado de maravilhas. Um mundo mais perto de você do que você pensa, ou sequer gostaria. Sim, a Química, por mais que seja a mais odiada das Ciências, é a que permitiu que você tivesse tudo o que tem hoje. Lide com isso.
Um dos grandes problemas na produção de corantes é que eles são muito difíceis de se obter. Antes de Perkin (algum dia teremos artigo sobre ele), os corantes eram produzidos praticamente por processo artesanal, valendo-se de produtos naturais. Antes dos corantes sintéticos, valia-se de raízes, frutos, solo e animais para se obter cores, e elas não eram em tão grande variedade. Para os artistas trabalharem, era uma dor de cabeça já na Renascença, agora imagine na Antiguidade!
Bem, saiu o filme do Deadpool e já temos uma miríade de pessoas que está interiorizando o personagem. Seja por avatares, cosplays e até mesmo página de facebook. Tem até página do Deadpool Cristão e… Péra! Deadpool Cristão? Sim, isso mesmo, queridos. Deadpool é cristão de verdade. Eu não pude acreditar logo de início. Seria possível que o mercenário tagarela tivesse algo a ver com o Cordeiro de Deus, o Príncipe da Paz, o Maravilhoso Conselheiro? A resposta tem que está nos evangelhos e… OHHH!!!!!!!… não é que é verdade? Deadpool não é apenas cristão, ele é o próprio Jesus!
A maior pedra no sapato criacionista é explicar como a vida veio. Não, péra. Pra eles é fácil. Jesus veio, ergueu a varinha de condão e PUF! um elefante. Dai tentam invalidar a Teoria da Evolução apontando “incongruências” (que só existe na cabecinha oca deles) nas modernas teorias sobre a origem da vida, como se fossem a mesma coisa.
Passatempo é algo que os seres humanos cultivam desde que são seres humanos. Jantar também, mas arrumar comida era mais difícil do que arrumar algo pra se divertir (mesmo porque, entretenimento ajudava a distrair da fome). Além de explorarmos os ambientes em busca de comida, aprendemos a nos divertir caçando. Também aprendemos a caçar outros indivíduos em atividades como guerras, por exemplo; afinal, guerras são o divertimento dos homens, como diria o capitão Rodrigo Cambará. Passou-se alguns séculos até que formássemos grupinhos de exploradores (normalmente, gente rica, pois pobres estavam muito ocupados explorando 16 horas de jornada de trabalho, sem contar com as horas-extra.
O problema de acreditar em mitos, como a Lua ser feita de queijo, as plantas têm consciência, a Terra ser chata feito pizza e em cobras falantes. Isso tudo acaba sendo destroçado por pesquisa científica. Mesma coisa quando tocamos na evolução do Homem. Claro, se você saiu da toca ou não cultiva ciência da Idade do Bronze, sabe que é bem esquisito Ilúvatar (ou um outro deus qualquer) ter criado o Homem quando temos vestígios fósseis de outros hominídeos. Seria uma versão shareware do Homo sapiens? Encomenda que veio errada? Cagada do estagiário? Imaginem, como explicar isso? Afinal, Evolução é mito, certo?
A Peste Negra é uma demonstração do que Evolução Biológica associada à falta de saneamento básico e estupidez humana acarreta em uma perda considerável de vidas. Foi assim no caso da
Você está em casa, sozinho, com medo… vultos estão aparecendo, mas quando você fixa o olhar, eles somem. Há um clima opressor, você respira ofegante, começa a suar frio. Tem algo de muito errado. Há fantasmas à sua volta.
Vejam, distintos leitores, a bela moça da gravura ao lado. Sim, gravura; em sua época ainda não tinha sido inventada a fotografia. O suave delinear do pescoço descendo até ombros claros. Um meio-sorriso maroto da aristocracia. Um queixo um tanto desdenhoso, digno de sua mocidade, ornamentando por um cascatear de cabelos ondulantes, encimados por um chapéu de plumas, como era moda daqueles dias.