Rondônia acha que adolescente não pode ler livros. Vão distribuir rótulo de shampoo?

Aquele que não aprende História corre o risco de repeti-la!

Bem, está se repetindo. Em 2010, o Conselho de Educação veio com uma de proibir o uso de livro de Monteiro Lobato em colégios. Os motivos é que ele era racista, preconceituoso e coisas afins. Pegaram como exemplo que o livro chama Tia Nastácia de negra. Acho que era para chamar de “moreninha”. Mas isso já era de outro autor. Para um pesquisador da USP, Monteiro Lobato era racista. Sim, ele era. Shakespeare também era. Vamos cancelar o Mercador de Veneza?

Bem, tanto bateram que começou um barata-voa para tirar das escolas livros “malvadinhos”. O problema é que o vento que venta lá, venta cá. E chegou a vez de Rondônia de proibir o uso de alguns livros tido como muito errados.

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Novo coordenador da FUNAI vai evangelizar índios, diz Internet. Como se fosse novidade

Tá rolando stress com a notícia recente que o Bolça-Governo chamou para fazer parte da coordenação-geral de índios isolados da FUNAI um missionário e isso ia levar a evangelizar os índios e coisa e tal, me proteja meu São Tupã! Sim, os idiotas do Bolça Governo vão acabar com os Papa Capins que vivem saltitando, pegando peninha caída no chão pra fazer cocar (me disseram isso no Twitter) no maior estilo de vida good vibes. Nunca antes na história deste país vimos coisa parecida.

Queima ele, Iara!

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A longínqua voz perdida do sacerdote que pode ser ouvida hoje

Sabeis vós, ó Príncipe, que aqui, que vos se apresenta, é a última morada de Natsif-Amon, o Sacerdote. Culto que era, este Portador do Incenso descansa depois de uma vida inteira dedicada aos seus ancestrais como nobre e escriba, desempenhando funções importantes no reino. Hoje, Alteza, ele repousa aqui, que gerações futuras e incultas chamarão de “Karnak”. Sim, meu príncipe, eu tenho o dom de ver o futuro, assim como o passado dos antigos reinos que lhe antecederam. Vós, que sois um Ptolomaico, sabe da importância de resguardar a nossa História.

Escutai, ó Príncipe, as vozes que emanam daqui. As vozes surdas que murmuram nossas conquistas, nossas realizações, nossas proezas e riquezas jamais vistas. Escutai a voz de Natsif-Amon, o Sacerdote. A voz que que será ouvida daqui a séculos, levando a mensagem de nossa grandeza, ó Príncipe!

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Grandes Nomes da Ciência: Frances Glessner Lee

Os investigadores olham a cena. Algo está errado. Eles se detêm nos detalhes. Sim, algo está muito estranho. Sim, a vítima se matou, é o que tudo indica… mas tem algo errado! Por que alguém que cometeria suicídio teria feito um bolo pouco antes? Não, não faz sentido. Os investigadores chegaram à conclusão: assassinato. A perpetradora foi uma senhora, uma senhora de olhos doces e rechonchudinha como a Dona Benta. Uma senhora que cometeu vários assassinatos de todos os tipos, desde facadas até tiros, envenenamento, enforcamento e asfixia.

A tia era uma máquina de bolar as mais cruéis mortes, sendo mestra em disfarçar os assassinatos, dando trabalho para investigadores, brincando com o poder de dedução deles usando seus conjuntos de casas de bonecas. Sim, isso mesmo que você leu: casinhas de bonecas.

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Melhores artigos de 2019 parte 3

Ah, que maravilha as férias! E aí? Beleza? Saiu de férias também? Que ótimo! Junte-se a nós, que estamos de boa vida, e curta mais um listão dos melhores artigos de 2019. Como? Oh, você não tá de férias? Férias é um estado de espírito. Você pode curtir suas férias até no trabalho, com aquele calor sufocante e chefes destemperados. É tudo por uma boa causa (poder pagar os boletos é uma excelente causa).

Curta este tempo à sua maneira. Eu sei como é isso. Estive em reunião no trabalho até o apagar das luzes de 2019 quando 99% estava já de férias. É desagradável, eu sei, mas temos as nossas responsabilidades. Você, que está lendo este texto agora deve ter querido me xingar, mas era só brincadeira. Estou aqui, ainda que não em carne e osso, mas estou de alguma forma presente. Deixei este artigo porque sei que vocês sempre esperam que eu poste algo. Vão entrar outro artigos automáticos, não se preocupem. Não haverá falta de leitura. E obrigado por terem ficado comigo em 2019. 2020 começa agora!

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Melhores artigos de 2019 parte 2

Sim, aqui temos a segunda parte dos melhores artigos. Ops, desculpe. Como estão as ferias de vocês? Oh, vocês não estão de férias assim como eu? Que pena (bando de losers!). Não se preocupem. Enquanto vocês estão indo pro trabalho, aproveitem e leiam os melhores artigos que selecionei para vocês.Leram os outros selecionados? Bem, pode começar por este, mas que tal ver todos?

Afinal, você já está parado aí no trânsito mesmo, nesse calor senegalesco de 45ºC à sombra (se tivesse sombra), enquanto eu estou na praia, tomando água de coco, vendo beldades de biquinis desfilando enquanto me mandam piscadelas lascivas.

Bem, curtam os textos. Tem alguém aqui do meu lado me olhando de cara feia com um cutelo na mão.

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Melhores artigos de 2019 parte 1

Finalmente, estamos iniciando os trabalhos de 2020. Não, péra. Não é bem assim. Estou de férias, tirando um tempo pra mim. Vocês sabem.Não, não sabem. Vocês têm vida mansa. Ok, ok. Como eu sou bom, justo e misericordioso, decidi que vocês não ficariam sem artigos. Assim, que tal lembrar daqueles artigos legais (na minha opinião, que é a que vale aqui. Faça você a sua lista) postados ao longo do ano? Como eu selecionei vários, separei em 3 partes. Espero que gostem.

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Pombos, mensagens, heróis e fotos

A mais cômoda forma de guerrear – se é que isso existe – é saber com antecedência o que seu adversário está fazendo e o que fará em seguida. Infelizmente, nem sempre o exército inimigo está a fim de cooperar, sem falar que eles insistem em não querer que você sabia o que eles estão aprontando, enquanto eles mesmos estão interessados no que você anda aprontando.

Aqui teremos várias histórias e são histórias sobre a História. Sobre pombos, farmacêuticos, balões, fotos, e gente pensando muito antes do seu tempo, quando fax ainda não fora inventado mas de certa forma fora inventado. Quando drones seriam algo bizarro, havia muitas alternativas

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A Lâmpada que ilumina o coração hipócrita

Havia dois Diógenes. Diógenes Laércio, historiador, filósofo e biógrafo de antigos filósofos gregos. Nascido no ano 180 EC em algum lugar do Império Romano, que não se sabe qual é. Quase nada sabemos sobre ele. Temos Diógenes, o Cínico, nascido em Sínope (por isso, ele é chamado também de Diógenes de Sínope), uma colônia jônica no Mar Negro, em alguma data entre 412 ou 404 AEC. Diógenes Laércio escreveu sobre seu xará de Sínope em sua obra Vidas e Opiniões de Eminentes Filósofos; Plutarco também escreveu sobre o filósofo de Sínope, dizendo que Diógenes, o Cínico morrera em Corinto no mesmo dia que Alexandre da Macedônia, então, foi algo em 323 AEC. Estas datas estão certas? Ninguém sabe.

Diógenes era chamado O Cínico dada a escola filosófica que ele fundou; ou, pelo menos, iniciou: o Cinismo. As palavras mudam de significado com o tempo, e Cinismo era uma escola filosófica em que seus seguidores tinham para si que o objetivo da vida é viver em virtude, de acordo com a natureza. Achavam que seres humanos, como criaturas racionais, podem obter a felicidade treinando rigorosamente e vivendo de uma maneira natural para si mesmas, rejeitando todos os desejos convencionais de riqueza, poder, sexo e fama. Em vez disso, eles deveriam levar uma vida simples, livre de todos os bens. Eu mesmo não estou nesse nível. Não por habilidade, mas por achar, como o tocador de cítara disse, se apertar demais a corda arrebenta; se afrouxar, não se consegue tocar o instrumento.

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Encontrado laboratório de Galeno

Cláudio Galeno era uma figura fantástica. Nascido em Pérgamo, na atual Turquia, em 129 EC, Galeno era médico, teórico, filósofo (do tipo de filosofia que presta, ouviu, Platão?), biólogo e neurocientista (sim, pois é. Dane-se você, Aristóteles e sua teoria que mulheres tem menos dentes que homens). Galeno atendia pobres, mas a grana mesmo estava no atendimento médico a gladiadores e imperadores. Cláudio Galeno fez grandes descobertas, e cometeu vários erros. Um dos motivos é que as leis vigentes proibiam exumar corpos humanos e disseca-los. Júpiter não gosta, lamento, mal aê, te vira que tu não é quadrado. Isso levou a Galeno achar que as mandíbulas humanas eram divididas em duas, como nos cães, e não são.

Até agora não se sabia ao certo onde era o laboratório e local de trabalho de Galeno, mas agora se sabe: embaixo da Basílica de Maxêncio em Roma.

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