O que é gramática? (Primeira parte)

Olá amiguinhos(as)!

Seguindo a nossa pequena série de introdução aos estudos linguísticos, agora que a gente já viu um pequeno panorama dos estudos da linguagem, o que é e como se define língua e o que é fala e escrita, está na hora de embrenhar ainda mais no espinheiro: o que é gramática? (Não é aquela da escola.)

Gramática vem do grego Γραμματικόσ [grammatikós], que significa aquele que sabe ler e escrever. Ou seja, o estudo da linguagem começou como um estudo da escrita, sobretudo da variedade escrita do grego antigo. Os primeiros gramáticos eram estudiosos que se debruçavam sobre a escrita do grego – e se preocupavam em "proteger" a língua das modernidades (é, Aldo Rebelo, não foi você o primeiro a ter a ideia de jerico de que a língua precisa de proteção). O Panini, que eu citei no meu primeiro artigo, também escreveu a gramática do sânscrito com o mesmo objetivo de preservar a língua (nesse caso por motivos religiosos).

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O que é língua?

Nos textos anteriores da nossa pequena série introdutória aos estudos da linguagem, eu saí pela tangente no que diz respeito à definição de língua. Eu disse que língua é o "objeto" de estudo da linguística (aspas porque a coisa é mais complicada que isso; como eu disse na Introdução, a gente recorta várias coisas diferentes dentro do supra-fenômeno língua e cada um desses pedacinhos é o objeto de estudo de uma corrente de estudo diferente) e eu também disse que língua deveria ser mais associado à fala e não à escrita.

Pois, agora, eu vou me embrenhar no espinheiro e falar sobre como é difícil pra caramba definir o que raios é língua.

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Qual a relação entre fala e escrita?

Você me pergunta, "tia Bárbara, por que todo mundo falou bobagem na polêmica do livro didático que falava sobre preconceito linguístico"? Eu respondo: porque nós somos impregnados pelo senso comum. E o grande problema do senso comum na linguística é: nós confundimos fala e escrita. E por que nós confundimos fala e escrita? Porque antigamente nós só podíamos estudar a escrita. Antes da invenção do gravador a gente não tinha como capturar e analisar língua falada, só língua escrita, e era assim que a gente fazia. E todas as gramáticas e estudos feitos até meados do século XX foram feitos em cima de língua escrita.

Mas a língua escrita é MUITO diferente da língua falada.

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Pequena Introdução à Linguística

O que é língua? O que é linguagem? O que é gramática?

Essas são algumas perguntas que a linguística se faz.

A linguística só foi se definir mesmo como ciência com a publicação (póstuma) do Curso de Linguística Geral, de Ferdinand de Saussure, em 1916. Não é que não se estudava a língua ou a linguagem até o início do século XX… Estudava-se e MUITO. Os gregos antigos e os hindus antigos já eram bastante curiosos sobre o fenômeno da linguagem. Uma das primeiras gramáticas conhecidas foi escrita por Dionísio Trácio. Gramática, em grego, significava basicamente saber ler e escrever. Antes de Dionísio, Panini já tinha escrito uma gramática do sânscrito.

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A Alemanha dos Analfabetos

No sacrossanto recesso e meu lar, leio a notícia compartilhada pelo Avelino, em que uma jornaleira d’O Globo fala dos índices de analfabetismo em adultos na Alemanha. Curiosamente (ok, não é curioso. É de praxe) o teto parece se contradizer às vezes. Ele fala sobre os altíssimos (para padrões da Europa) índices de analfabetismo da Alemanha. Mesmo porque, segundo a autora do artigo, é um país berço de muitos filósofos e escritores. Mostro para ela a taxa de alfabetização da Grécia nos tempos de Sócrates e de hoje?

Bem, estou meio sem ter o que fazer, então, darei uma repassada no artigo. Corta pra mim!

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10 Coisas que você não sabe sobre proto-indo-europeu

O proto-indo-europeu é um idioma ao qual se atribui como raiz linguística e ancestral comum das línguas indo-europeias faladas pelos povos proto-indo-europeus, já que seria estranho indígenas brasileiros falarem este idioma. Durante o século XIX, a grande maioria do trabalho linguístico foi dedicado à reconstrução de suas “filhas”, como o proto-germânico, e na maioria das técnicas atuais de linguística histórica foram desenvolvidos como resultado.

Isso tudo você sabe, porque está na Wikipédia, e você já deve ter lido todos os artigos que tem lá. Mas e o que você NÃO SABE?

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Voz dos Alienados 69

A gente dá espaço pro debate, e o pessoal bem que tenta e… Não, não tentam. Sua imbecilidade impede qualquer tipo de defesa de suas ideias, pois, não têm ideias e sim dejetos mentais. Curiosamente, esta ralé que defende arduamente a filosofia esquece que não basta ter uma… cahan… ideia. Tem que saber defendê-la. Mas não conseguem, e o resultado é ele, mais um, aquilo que vocês tanto amam!

A FILOSOFIA DOS ALIENADOS, digo, VOZ DOS ALIENADOS!

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Quando o Ceticismo.net fala sobre Método Científico

O SciCast, um podcast sobre Ciência. É um projeto legal que se propõe a levar a Ciência, discutindo temas que vão desde fabricação de cerveja até viagens interestelares. Eles convidaram grandes luminares para participar (ah, sim! Também chamaram um cara que está começando na Internet agora: o Gilmar do E-Farsas, e acabou que eu recebi um convite especial (mas muito amado) de participar dele.

Minha participação de estreia foi sobre o Método Científico e você poderá ouvi-lo aqui em baixo, ou baixando no seu xing-lingzão de 10 merréis:

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Policarpo Quaresma revisitado ou “Deputado mané quer acabar com estrangeirismos”

Sabe o que me irrita muito? É quando algum idiota fala um monte de bobagens e, por mero acaso, a criatura tem o mesmo nome que eu. Não que me incomode ter um homônimo, mas sim ter um homônimo que age feito um imbecil, ainda mais quando é deputado e, além de tudo, daqueles deputados que redigem leis totalmente descabidas.

A preclaríssimo senhor deputado André Moura, do PSC de Sergipe, propôs um Projeto de Lei que pretende resguardar a soberania linguística nacional da terra de Pindorama, praticamente impedindo de se usar quaisquer estrangeirismos.

Sentindo um sabor amargo na língua-pátria, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Jogos, frescos e o politicamente idiota

O mundo tem que ser azulzinho (ou rosinha, para não ofender a brigada dos direitos iguais). As pessoas andam tão paranoicas que tudo é motivo para não dar motivo ao pessoal mimizento de reclamar, como coisa que eles pararão de reclamar.

Agora, o pessoal do politicamente "vamos encher o saco com coisas sem sentido" começa a reclamar de estereótipos em jogos ("game" não consta no vernáculo. Sorry… ops!).

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