O pai olha desolado o que tem à sua frente. A mãe está virada para o marido, com o rosto em seu peito. Lágrimas escorrem e molham o terno. Não há muito o que fazer. Sua criança está enferma. É o ano de 1916 e a cidade de Nova York caiu. Caiu por causa de uma invasão, de um ataque em massa; não de chitauris, não do Apocalipse e, não, o Antimonitor não teve nada a ver com isso, nem mesmo um simples ataque do Duende Verde. Quem colocou Nova York de joelhos foi um vírus, mas não vindo de Raccoon City. Vindo do seu intestino, mesmo. O vírus da poliomielite.
Categoria Biografias
Vlog #01: A benção, tio!
Divulgação científica é legal, mas o conselheiro come. São dez anos trazendo informação em forma de artigos e, agora, vídeos. Vídeos são legais pois muita gente ainda não me conhecia e tomou um pouco de conhecimento pelo YouTube.
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Grandes Nomes da Ciência: Emmy Noether
Assim, senhora. Muito, muito bom. Um pouco mais pro lado. Pode olhar um pouco pro lado? Sim, assim. Olhe, senhora, acho que se colocar a mão no encosto dessa cadeira ficará melhor. Sim, tá lindo. Não respira.
Emmy está ali, imponente, reta, com um olhar calmo, a boca entreaberta, mas é a resolução em pessoa. Lhe disseram que ela não poderia fazer coisas. Ela não deu bola, fez o que não poderia ser feito. Lhe disseram que não alcançaria nada de muito relevante. Hoje seu nome é pronunciado com respeito e admiração. No tempo que mulheres eram parte do adereço de casa, ela mostrou seu lugar no vasto mundo dos números. Infinitos, racionais, belos e fascinante.
Hoje é dia 23 de março e é dia de Emmy Nother.
Poloneses são tão sádicos quanto qualquer um, segundo pesquisa
Stanley Milgram demonstrou de maneira científica que somos um bando de psicopatas. Seu experimento mostra o quanto nós podemos fazer besteira, quando temos alguma figura de autoridade nos induzindo – ou nem tanto – a fazer algo que de outra forma acharíamos reprovável. Seu experimento media a disposição de pessoas em aplicar choques elétricos a outra pessoa, que na verdade era um ator. Nem os gritos (fictícios, mas o examinado não sabia) dissuadiam as pessoas, e elas progrediam. Pior que isso, mulheres se mostraram com maior tendência a aplicar tortura. Clica lá no link acima e leia sobre isso. Eu espero.
Foi? Bem, isso não era para se repetir, não é mesmo? Qualquer um informado sabe desse experimento (0,0000001% da população) e já poderia antecipá-lo e não sucumbir à tendência de agir feito um sádico, certo? Bem, os poloneses não pensam assim.
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Pesquisadores estudam dentes de neandertais e descobrem muito do seu estilo de vida
Neandertais são nossos primos mais famosos, que tivemos o prazer de contribuir em mandar para a vala evolutiva. A importância deles é que são uma espécie de onde nós não evoluímos e estaria junto conosco hoje se Evil Darwin tivesse deixado. Bem, merda acontece e ela já limou 99% de todas as espécies que já viveram, o que em nada limita nossa curiosidade sobre saber sobre cada uma delas.
No caso dos neandertais nos interessa saber por serem uma outra espécie de hominídeos. Quem eram eles e o que comiam. Hoje, sabemos mais ainda sobre seus hábitos, como uma recente pesquisa publicada demonstrou.
Morreu uma guerreira, morreu uma heroína, morreu uma mãe
Contam os Antigos que no início havia apenas Obatalá, o Senhor dos Céus, e Odudua, a Senhora da Terra. E esses se casaram e dessa união nasceram Aganju, que a ele foi designado ser o orixá dos vulcões e desertos, e Iemanjá, senhora dos mares e oceanos. E conta-se também que Aganju e Iemanjá se casaram, e tiveram um filho, Orungan. Orungan, como em qualquer tragédia, apaixona-se pela própria mãe e, aproveitando a ausência do pai, deitou-se com ela. Desta união, que muitos dirão ser incestuosa, mas orixás não prendem à moral humana, nasceram quinze orixás, e a cada um foi atribuído uma função. Uma orixá recebeu o nome de Oyá, deusa do rio Niger, senhora das tempestades, que com sua alfanje e cauda de animal entra em campo de batalha. E Oyá recebe um título de Xangô, seu amor: Iansã, “Senhora do Céu Rosado”. Oyá é guerreira, Oyá não recua. Oyá não teme o inimigo. Oyá corre para enfrentar o seu destino.
Assim como Oyá, África teve uma guerreira. Salomé Karwah, a guerreira imortal, sobreviveu a tudo, menos a uma simples gravidez.
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O Turbante do Mal
Agora a celeuma do momento é saber quem pode usar a bosta de um pano amarrado na cabeça. Tem gente que diz que isso é apropriação cultural, porque é um símbolo de luta. Legal, um pano tosco amarrado na cabeça é símbolo de algo. Só esqueceram de avisar ao Martin Luther King.
Africanos (os que realmente nasceram na África), estão pouco se importando quem usa ou deixa de usar suas roupas típicas, só os hipster enchem o saco. mas vocês não querem ler (se é que estão lendo aqui), querem é vídeo. TOMA VÍDEO!
Os floquinhos de neve e o malvado mundo profissional
Sociologia é aquela ciência importante que existe para apenas formar professores de Sociologia que farão tudo para convencer que Sociologia é importante. Como eles têm pouco o que fazer, criam conceitos idiotas e um deles é o da “Geração Y”, também chamados de “Millenials” ou, como eu chamo, Geração Ydiota. Essas criaturinhas tolas e desprovidas de noção (estou falando dos millenials, mas também serve para sociólogos) são compreendidos como a geração de fins dos anos 70, anos 80. São caracterizados por terem nascidos num mundo de grandes revoluções tecnológicas. Sim, porque viver na época do uso na energia atômica é algo trivial. Até a Revolução Industrial não se compara com um carinha comprar uma bosta de smartphone para postar foto de comida.
Essa geração mimada, criada num mundo em que são protegidos de tudo para não sofrerem estão sendo lindamente darwinizados no meio de trabalho, o que não significa muito, já que sempre pode-se contar com mesadinha de papai e mamãe.
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Quais as diferenças entre pés de humanos e de macacos
Ser humano não é fácil! E já não era fácil antes de nos tornarmos humanos. Nossos antepassados passaram por uma longa viagem evolutiva, e a cada dia descobrimos mais alguns passos dessa viagem. Aliás, falando em passos, uma coisa que sempre interessou pesquisadores foi a origem de um de nossos membros mais importantes. Quer dizer, só a extremidade desse membro: os pés.
Uma pesquisa estuda a evolução da caminhada humana através de nossos primos mais próximos, os chimpanzés; e mesmo assim, nossos pés são os mais distintos de todos os primatas.
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Os 50 anos de uma tragédia da Era Espacial
“Era uma vez um homem que teve um sonho: Ir até alua, colocar os pés lá e voltar em segurança”. Isso até podia ser início de algum seriado dos anos 80 (bem, quase isso), mas foi Kennedy, não por amor à Ciência ou ao espírito aventureiro, mas para mostrar pros soviéticos que se eles podiam mandar o Homem à Lua, eles podiam meter um ICBM no meio do Kremlin quando quisesse.
Assim começou o Projeto Apollo, mas nada é como nos filmes. Ninguém tem um insight genial que salva tudo de uma hora para outra. Às vezes merdas acontecem, e a tribulação da Apollo 1 foi testemunha disso.
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