O homem Edson morreu. O Rei viverá para sempre

A reportagem não era sobre futebol. Era num recantão do mundo largado por todos os deuses que puderam existir, existem ou existirão. Era o interiorzão do Nepal, no orifício anal do planeta Terra, o cu do mundo, para ser exato. O repórter pergunta a um molequinho lá naquele fim de mundo se ele tinha ouvido falar do Brasil. O moleque para e só diz uma única coisa: “Pelé”.

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Sumérios ensinam como fazer cerveja. Prove você também

Cerveja é uma coisa que une nações. Ninguém fez amigos ao marcar com um pessoal para beber água mineral juntos. Cerveja está presente desde que começaram as civilizações, talvez até antes. Você sabe, Egípcios faziam cerveja; aliás, a mais antiga cervejaria do mundo foi encontrada lá. Os Babilônios tinham cerveja, os Hititas faziam cerveja, judeus faziam cerveja. Todo mundo fazia cerveja, inclusive o pessoal de Java na era pré-islâmica. Romanos faziam, mas não eram muito chegados na cerveja, mas o pessoal que ficava entre os dois rios (em grego: Mesopotâmia) adorava o suco de cevada.

Já pensou se você pudesse ter um saborzinho dessas antigas cervejas? Bem, você pode.

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A Verdadeira História da Pedra da Roseta

O homem de uniforme azul para, em meio ao sol escaldante. Tira o chapéu e enxuga o suor naquele lugar que ele desdenhava por achar ser um recanto miserável, inculto, esquecido por Deus e o mundo. Aquele não era o seu conceito de civilização, ele queria ir para casa. Ele acompanha os seus soldados para mais um dia de serviço por ordem do Imperador. Ao chegar no ponto que tinha que estar e preparar para destruir tudo, ele viu algo inusitado. Uma pedra. Um pedregulhão, mas não era uma pedra comum. Era algo… diferente. Uma rocha trabalhada, um granito escuro que serviria para mudar o mundo, mas ninguém sabia. Para o homem, ainda era uma pedra, mesmo assim, mas o homem era curioso e o que ele viu quando chegou mais perto.

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Grandes Nomes da Ciência: o Homem Velho de Croghan

O Irlandês levantou cedo, como era de seu costume. Tomou um modesto café da manhã, embora estivesse acostumado a boas refeições, ergueu seu corpanzil, ajeitou a tira de couro trançado em seu braço – um símbolo de status que lhe era digno – e saiu de casa; para fazer o que, ninguém sabe, mas saiu. Saiu e era aguardado. Sorrateiramente aguardado.

O Irlandês foi atacado. De surpresa! Ele tenta se defender, se machuca até que uma facada em seu peito é fatal e ele cai, vencido. Seus algozes não terminaram aí. Cortam-lhe fora a cabeça, como se por ordem da Rainha de Copas, partem seu corpo ao meio e jogam o corpo do Irlandês vencido no pântano. O motivo do crime? Ninguém sabe. O Irlandês lá ficará por anos, décadas, séculos, milênios… até ser descoberto. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: o Homem Velho de Croghan” →

Moeda provada ser genuína nos ajuda a entender um pouco da História de Roma

O problema da História é que em muitos casos não sabemos a diferença entre ficção e realidade. Muitas histórias tidas como verídicas realmente não aconteceram, como egípcios terem escravos (nunca tiveram). Já outras histórias que muitos pensaram ser apenas fantasia, realmente aconteceram. Por exemplo, uma moeda encontrada trazia a efígie de um certo Sponsianus, alguém que teria, em tese, sido um usurpador durante o reinado de Filipe, o Árabe, naquela zona desgraçada chamada Crise do Terceiro Século.

Todo mundo tinha certeza que era uma moeda fajuta, mas pelo visto não é bem assim. O sujeito realmente existiu. Como saber? Graças à Ciência! Continuar lendo “Moeda provada ser genuína nos ajuda a entender um pouco da História de Roma” →

Domus aurea, a casa dourada de Nero

A luz entra difusa pelas janelas estreitas. A brisa suave corre pelo ambiente e faz as velas bruxulearem, e a luz explode em uma miríade de brilhos dourados, iluminando deuses, heróis e ornamentos. Um suave abrir de portas e um som de passos quebram a calma, mas não a majestade do lugar. As sandálias de couro finíssimo ressoam sobre o chão de mosaicos e o teto abobadado e totalmente decorado testemunham um deus passando… ou ao menos era assim que ele se via.

As mãos para trás, o senhor daquele lugar olha a obra terminada e, no salão central, assente com a cabeça em sinal de regozijada aprovação. Aquela, sim, era uma casa. Aquele, sim, era um palácio. Algo digno de um rei, de um imperador, de um deus. De finalmente um ser humano poder morar. Continuar lendo “Domus aurea, a casa dourada de Nero” →

Yasuke, o samurai negão responsa

O homem sereno está sentado sobre os calcanhares. Seu rosto está tranquilo e ele medita. Ao seu lado, uma katana. Este homem é um guerreiro, um comandante militar, um homem de honra e hábil no manuseio da espada. Este homem é um samurai. Ao olharem para ele, seus inimigos sentem curiosidade e terror. Terror por ser um guerreiro vigoroso e hábil. Curiosidade por ele não ser japonês, mas um negro africano. Continuar lendo “Yasuke, o samurai negão responsa” →

Uma história de amor para além da vida

Há o ditado que da Terra nada se leva, mas não parece ser isso o que muitos pensam. Há quem ache que os sentimentos vão junto, e acompanham até o último suspiro e mais além. O amor é eterno enquanto dura, disse o poeta, mas, para alguns, ele se mantém vivo, ainda que depois da morte, num registro perene para a posteridade de como se amou em vida.

Algumas histórias de amor não são contadas, mas vividas. vidas longínquas no tempo, quando não se faziam registros escritos, pois a escrita ainda não havia sido inventada. Dessas histórias, nada sabemos e muito certamente nada saberemos. No máximo, temos conhecimento do seu final. Se “Foram felizes para sempre” ou “E permaneceram juntos até o fim dos dias”, ficamos sem ter a certeza de muitos, mas há registros pelos quais sabemos mito bem quando o que foi unido no amor, nem a terra, erosão ou milênios vindouros apagariam. Continuar lendo “Uma história de amor para além da vida” →

A Engenhosidade dos Romanos

A história de Roma está cheia de construções incríveis e avanços tecnológicos que tornam as descobertas arqueológicas fascinantes. Os romanos são famosos por suas proezas de engenharia notáveis como estradas, pontes túneis ou seus impressionantes aquedutos. Muitas de suas construções ainda estão em pé, como um testemunho de suas habilidades superiores de engenharia e engenhosidade.

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A mais antiga farmácia do mundo

Vendo um pórtico antigo de uma construção alojada dentro de uma capela florentina do século XVI, ninguém daria nada por ela, mas ali está a farmácia mais antiga do mundo em atividade. O local esconde uma história interessante e faz parte da Itália, e por que não dizer, da história do próprio conhecimento científico.

A dita farmácia se trata da Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella ou Farmacopeia de Santa Maria Novella, que entre seu catálogo estão poções antigas como o Vinagre dos Sete Ladrões, o primeiro perfume moderno e até um licor de joaninha. E esta é sua história. Continuar lendo “A mais antiga farmácia do mundo” →