Dia do ENEM: Mais um Dia da Vergonha Alheia

Uma das épocas que eu mais adoro é quando chega a época do ENEM. É uma das poucas épocas em que eu concordo com os jornaleiros dos portais de notícias, pois apesar de ser matéria batida, é divertidíssimo! E todo ano é sempre a mesma coisa: os alunos retardados que chegam atrasados e arrumam mil e uma desculpas, como engarrafamentos, ficaram rezando, esqueceram do Horário de verão, o cachorro comeu o RG etc.

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Grandes Nomes da Ciência: Iberê Thenório

Hoje, eu vou trazer pra vocês uma amostra como YouTube não é apenas gente idiota barbuda berrando feito alucinado que nem o Eneias, aborrecente revoltz que se acha intelectual de óculos escuros, ateu de fim-de-semana, cristão pregador pentelho, vídeos conspiracionistas e gatinhos brincando. Se bem que gatinhos brincando sempre serão a essência da Internet.

Em meio a tantas coisas chatas, toscas e gameplays (tão divertidos quanto ir na casa do coleguinha pra ver O COLEGUINHA jogando) temos algumas ilhas. Uma delas é um canal meio desconhecido: O Manual do Mundo!

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Quando, onde e como os insetos dominaram o mundo?

Sua arrogância o faz pensar que o Homo sapiens é a espécie mais bem sucedida do planeta? Bem, sim e não. Mas dependemos muito de nossa tecnologia ou já teríamos indo pro saco. Enquanto espécie, somos bem ridículos. Já os artrópodes, enquanto filo, são muito mais bem sucedidos, adaptados, com uma armadura natural digna do Homem-de-Ferro, mas no máximo seria um herói de queratina (e não, gente. Homem-Formiga é ridículo. É o Aquaman da Marvel!)

Entre os artrópodes, a classe Insecta está aí, feliz da vida, desde milênios, ou melhor, milhões de anos! O número de espécies fica entre 800 mil e 1 milhão, o que dá cerca de 80% de TODAS as espécies viventes no planeta. Mas fica a pergunta: Quando e como os insetos chegaram a este espalhamento por sobre a face da Terra? É o que mais de 100 cientistas em todo o planeta procuram responder.

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A Termodinâmica

Nada é tão verdadeiro quanto as Leis da Termodinâmica. É difícil pensar como o mundo funcionaria sem elas; mesmo porque, conhecemos apenas um mundo onde elas não só existem como são invioláveis. Entretanto, a Termodinâmica não é bem o que pensam que ela é; e aqui aprenderemos sobre ela, sem detalhes desnecessários e/ou fórmulas matemáticas complexas, pois ela resguarda segredos que nos deixa atônitos, mesmo na beleza de sua simplicidade. O calor que moveu o mundo na Revolução Industrial, com todos seus prós e contras, foi um dos pontos de virada de nossa aventura na Terra. Desde a tecnologia até a política, o calor e seus usos tiveram um impacto fundamental na humanidade, a ponto de abrir uma nova era na pesquisa científica, a fim de dominar novas tecnologias. Isto criou uma nova área da Ciência, a qual denominamos Termodinâmica.

A Termodinâmica está em nosso dia-a-dia. Está presente tanto nas pequeníssimas coisas, como ferver água até uma usina nuclear. Desde riscar um fósforo até as explosões magníficas das supernovas. Suas leis regem desde o modo como o leite esquenta até o motor do seu carro, passando pelo ferro de passar roupa, a panela de pressão e até como estamos aqui, vivos, depois de bilhões de anos de evolução biológica.

Mas isso não é recente. Começou há muito, muito tempo. Muito mais tempo do que você pode imaginar e, acredite, tudo começa com dinheiro. Por causa de pura e simplesmente, dinheiro. Você viajará agora por vários estados energéticos, descobrirá o mínimo quantum de energia e verá transformações ocorrendo não só diante dos seus olhos, mas até mesmo dentro de você.

Pegue sua cadeira, ligue o ventilador, coloque o isopor com sua bebida preferida ao seu lado e fique sentado ao sol, pois há muito a ser dito. Esta é mais uma edição megamaster do Livro dos Porquês, edição exclusiva para colecionador. Tome um gole, sinta a frieza do gelo enquanto o calor e a luz do sol alimentam a grama à sua frente, e o isopor mantém a temperatura baixa no mesmo instante em que o ventilador rouba-lhe energia térmica, ao converter energia elétrica em energia cinética.

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A fantástica beleza microscópica da Química

A Química é linda! Ela nos diz como o mundo é, como o Universo é composto, como nós surgimos, como mandar nosso vizinho pro inferno sem deixar pistas produzirmos medicamentos e substâncias que melhoram meios de produção, siderurgia etc. A Química é uma das maiores descobertas da Humanidade.

O chato é que aquele monte de letras e números jogados na lousa são desinteressantes. É muito chato ficar só nisso. Tudo a mesma coisa, não acontece nada. Feijoada! As aulas de laboratório, portanto, são essenciais para isso. Mas não seria legal se pudéssemos ver detalhes do que está acontecendo?

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Eu sou uma abominação!

Por anos eu não entendi a minha condição. Eu olhava as pessoas ao meu redor e percebi que era diferente delas. Eu não via o mundo como elas. Elas não aceitavam como eu era. Eu não podia fazer muitas coisas que os outros meninos faziam, dado a um problema que eu tenho, que eu nasci. Descobri logo cedo quem e o que eu era. Isso me deprimia. Eu queria ser igual aos outros, mas não era. Eu queria ser reconhecido como um igual, mas eu não era igual. As outras crianças perceberam e riam de mim. Estava na minha cara, não tinha como negar. Meninos e meninas apontavam para mim e riam "Lá vem ele", gracejavam. Mil e um apelidos me colocaram. Fui agredido verbal e fisicamente. E isso porque eu era diferente.

No colégio, os professores olhavam para mim com expressão de desaprovação. Eu não era perfeitinho como os outros. Era deixado de lado. Como estudei num colégio católico, era visto como uma imperfeição, perante as leis de Deus. Deus, esse cara que sempre fez tudo certinho e perfeito. Deus esse que não cometia erros e se eu era diferente, eu era o errado. Eu era uma abominação.

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Sealand: o menor país mundo e que não tem terras

Pense como seria jogar Rise of Nations na vida real. Pense que se você se apropriar de um determinado território, alguém irá querer lhe derrubar e você terá que lutar para expulsar os invasores. Pense que você terá que criar uma espécie de capitania hereditária, cunhar sua própria moeda, redigir leis e relegar aos seus descendentes o controle total sob o o lugar.

Isso até poderia ser a história do Brasil (e, em parte, é), mas estou falando de algo um tiquinho menor. Estou falando de uma micronação, Sealand e como a Inglaterra tomou na cabeça mais uma vez, envergonhando as rainhas Elizabeth I e Vitória.

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Aviões, raios e a Ciência vencendo Deuses

A ira do Filho de Odin acendeu-se frente a figura diante dele. Os ventos rugiram, o Sol começa a se esconder perante a batalha épica. Mjolnir ressoa alto, mas o poder ancestral no Irukerê de Oyá, a Senhora das Tempestades e Mãe do Céu Rosado (em Iorubá: Iansã) repele. Os mortais se escondem nas cavernas aterrorizados, cobrindo os ouvidos perante um som assustador. Relâmpagos cruzam os céus, aquecendo a massa de ar que se expande rapidamente e quebra a barreira do som, fazendo o mundo rugir com os trovões, o qual, obviamente, só será ouvido muito depois, já que na minha matemática 340 metros por segundo ainda é bem inferior a 300.000 quilômetros por segundo.

Mas há um poder maior que tudo isso e um homem que olha pra cima entende isso ao ver um raio atingir um avião, e o resultado foi…

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Brevíssima introdução à linguística gerativa (oi Chomsky!)

Desculpem a demora, amiguinhos e amiguinhas, mas, como sabem os que me seguem no twitter, estou atolada de estudos para o mestrado e a monografia. Quem me segue lá já deve ter me visto falando que sou gerativista, ou seja, sigo a corrente linguística do gerativismo, proposta pelo Noam Chomsky em meados da década de 50. O André me perguntou sobre isso esses dias, quando enfiaram o FoxP2 num rato pra ver no que dava. Então, vou falar um pouquinho sobre essa área da linguística.

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Grandes Nomes da Ciência: Simon Stevin

O homem com roupa estranha e gola esquisita está de pê, no campo molhado. O vento faz farfalhar sua capa. Os pés molhados não esfriam seu ânimo. Olhando a construção, e sentindo que o vento é seu amigo, mas o barulho ensurdecedor de madeira batendo agride sua autoestima, seu bom gosto e sua técnica.

O homem sabe que pode resolver aquilo. Ele resolve, usando talvez a mais inútil de todas as coisas à primeira vista. Ele com seu cérebro, o homem usa os poderes frios dos números para fazer milagres.

O homem é Simon Stevin, e se Simon diz pros números “Ajudem-me”, os números fazem o que Simon mandou.

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