A Marcha Pela Ciência

Eu sou do tempo que quando queriam fazer algo sem efetivamente fazer nada iam rezar. Aliás, esta técnica ainda é usada até hoje. Claro, em tempos de redes sociais, isso mudou. Agora temos o “precisamos falar de XYZ” (só isso. Ninguém fala nad; e se falar, saem palavras vazias). Também tem as petições online. Um monte de assinatura e pronto, resolveu-se. SQN! Então, seguindo os moldes de grandes iniciativas tipo o Viva Rio, que pretende discutir a miséria da população passeando pelo calçadão de Copacabana, inventaram de fazer uma Marcha Pela Ciência.

A Marcha Pela Ciência é algo muito incrível. Um monte de pessoas passeando por ruas vazias em pleno domingo. Não incomoda, não mexe no trânsito, ninguém vê. No máximo, acompanha pela Internet, para depois ver um vídeo de gatinho. E sim, claro, eu fiz um vídeo sobre isso.

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Menina é torturada por acusação de bruxaria

Papua Nova Guiné é um paiseco da Oceania, tendo cerca de 10 vezes o tamanho do estado do Reio de Janeiro, com uma população inferior ao da cidade do Rio. Claro, acabou com a maior parte de gente tosca. Pelo menos, no Rio, pessoal não sai matando os outros por causa de rituais tribais. Saem matando os outros por outros motivos.

O lugar é tão tosco e atrasado, tipo a Tanzânia, que existe uma ONG chamada Fundação Tribal de Papua Nova Guiné que ajuda povos indígenas, principalmente mulheres e crianças acusadas de feitiçaria. Continuar lendo “Menina é torturada por acusação de bruxaria”

O Efeito Lúcifer ou o Experimento de Stanford

Em 1971, o dr. Phillip Zimbardo queria estudar como era o comportamento de prisioneiros e guardas dentro de um presídio. Ele idealizou um experimento simulando isso nos porões da Universidade de Stanford (daí o nome). Tudo ia bem e parecia estar tudo nos conformes, até que aconteceu uma das coisas mais aterradores em termos de comportamento humano. Tão aterrador que este experimento não só ficou conhecido como Experimento de Stanford, mas também de “Efeito Lúcifer”

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Além de um país de analfabetos funcionais, Brasil é analfabeto em inglês também

Brasil está ótimo, lindo, maravilhoso e nossa Educação está de vento em popa. O problema é que a Realidade insiste em demonstrar que não é bem assim. Nos preocupamos com besteiras ao invés de focar no que é realmente importante. O aprendizado de matemática está cada vez pior. O que temos nas universidades? Intensificação do ensino? Não, besteiras inúteis como exigir Afro-Matemática como disciplina obrigatória, o que não faz ninguém efetivamente saber matemática, mas ganha ponto nas redes sociais lacradoras. Aí, chegam os resultados dos rankings de Ensino que esfregam a Realidade na nossa cara.

Um exemplo disso são os conhecimentos de Inglês. A cada ano que passa a proficiência da língua cai a olhos vistos. Mas não tem nada de errado aí, não?

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Ensino Público de São Paulo terá Empatia e Criatividade. Ai, ai ♥

Nada como o mundo mágico pedagoguiano, em que tudo é lindo e resolvido com umas aulinhas de capoeira, artes manuais ou alguma bobagem que acha que fará crianças convivendo com violência diária e muitas vezes sendo seduzidos por ela. Mas não, o problema da segurança e a boa formação moral já está sendo resolvido agora. As escolas municipais de São Paulo agora terão aula de Criatividade e Empatia no currículo.

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As falcatruas de um Banco nada santo e uma santa rica sem santidade

Madre Teresa de Calcutá foi uma das figuras mais abomináveis do catolicismo do século XX, pertencendo a uma religião cheia de figuras abomináveis. Sobre ela, eu já falei de como era uma maníaca psicopata que obrigava todo mundo a viver na penúria, enquanto era amiguinha de ditadoras e passeava por todo canto de primeira classe, ficando nos melhores hotéis e vendendo a ideia que era pobrezinha. Não era. Segundo uma pesquisa apurada, ficou-se sabendo o que todo mundo sabia, só não tinha certeza: tia Teresa tinha uma bela soma de dinheiro guardadinha no Banco do Vaticano. Tão bela que se tivesse sacado tudo o Banco do Vaticano teria se ferrado lindamente.

Mas o mais abominável ainda é a história do próprio Banco do Vaticano.

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YouTube aprontando das suas e atacando canais grandes agora

Em agosto eu escrevi sobre como o YouTube anda sacaneando os produtores de conteúdo com pequena produção e baixo número de assinantes. Eu tomei na cabeça e perdi a monetização, fora os inúmeros flags sem sentido. Descrevi como youtubeiros como o PewDiePie foram afetados, mas estes botaram quente junto ao Tubo e ele mudou as regras. Eu não cheguei a escrever uma coisa que imaginei, mas esqueci de comentar: o YouTube ia acabar escalando isso para os donos de canais de médios a grandes, mas sem chegar (ainda) aos enormes canais. Bem, estou vendo agora.

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Alunos que não dão ouvidos a causas sociais se ferram no ENEM

Lembrem-se, lembre-se do cinco de novembro. Não por causa daquela conspiração terrorista para derrubar um parlamento para instituir uma ditadura fundamentalista católica. Ontem foi a primeira prova do ENEM e já tem gente reclamando, o que não é novidade. Se virem vídeo de gatinho, é capaz de reclamarem também. O mimimi dessa vez foi porque um bando de imbecilóides que ainda não entenderam o ENEM se prepararam para escrever sobre o embate Estados Unidos x Coreia do Norte (aposto que até já tinha colinha na manga do casaco) e deram de cara com o tema: “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”.

Pronto, ferrou!

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Por que a Internet não é um Nirvana

Depois de duas décadas on-line, estou perplexo. Não é que eu não tive um bom tempo na internet. Conheci grandes pessoas e até peguei um hacker ou dois. Mas hoje, estou desconfortável com essa comunidade mais moderna e supervalorizada. Os visionários veem um futuro de trabalhadores fazendo home office, bibliotecas interativas e salas de aula multimídia. Eles falam de reuniões eletrônicas de cidades e comunidades virtuais. Comércio e negócios mudarão de escritórios e shoppings para redes e modems. E a liberdade das redes digitais tornará o governo mais democrático.

Besteira. Os nossos especialistas em computadores não simancol? A verdade é que nenhuma base de dados on-line irá substituir o seu jornal diário, nenhum CD-ROM pode substituir um professor competente e nenhuma rede informática irá mudar a forma como o governo funciona.

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O problema da complacência

Há um problema sério hoje em dia. É uma coisa séria e as pessoas estão ignorando. O Tio Bem ensinou há muito tempo: grandes poderes trazem grandes responsabilidades, mas as pessoas estão ignorando isso. Acham que não devem ser responsabilizadas por quaisquer burradas que por ventura venham cometer. Afinal, inventaram que não devemos culpar a vítima. Mas em muitos casos, a culpa É, SIM, da vítima.

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