Cientistas analisam genoma do tardígrado e ele é mais esquisito ainda

Existem várias coisas esquisitas na Natureza. Boa parte delas vive na Austrália, outras em Brasília (mas só quando efetivamente vão trabalhar). Mas acho que poucas coisas são mais esquisitas que os tardígrados, também conhecidos como ursos d’água, por algum motivo que eu ainda não entendi, já que esta porcaria não se parece nada com um urso.

Estas coisas são sobreviventes. Não passando de 0,5 milímetro de comprimento, essa coisa feia consegue sobreviver nos ambientes mais inóspitos. Pode ser “cozido” a uma temperatura de cerca de 150ºC ou resfriado até quase o zero absoluto, ele estará ali, firme e forte. Até no Espaço eles conseguem sobreviver, mesmo naquelas condições de vácuo, temperatura congelante e bombardeio de radiação cósmica, e isso graças à sua estrutura simples. Aliás, falando em estrutura simples, uma nova pesquisa mostrou o que é um tardígrado: ele é praticamente uma cabeça com pernas.

Eu falei que ele era esquisito!

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Grandes Nomes da Ciência: Marie-Anne Pierrette Paulze

Vejam, distintos leitores, a bela moça da gravura ao lado. Sim, gravura; em sua época ainda não tinha sido inventada a fotografia. O suave delinear do pescoço descendo até ombros claros. Um meio-sorriso maroto da aristocracia. Um queixo um tanto desdenhoso, digno de sua mocidade, ornamentando por um cascatear de cabelos ondulantes, encimados por um chapéu de plumas, como era moda daqueles dias.

Mademoiselle Paulze era assim. Um sopro cálido numa manhã de primavera, mas ela era mais que um simples rosto bonito. Mesmo em seu papel de esposa de um advogado, ela deu brilho com sua inteligência, e mesmo a Química tem muito a agradecer por seu trabalho.

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O Antropoceno e mais real do que se imaginava

Já tínhamos falado sobre o Antropoceno AQUI e AQUI. Nossa ação sobre o ambiente mudou radicalmente a História da Terra. Somos responsáveis por alterar o ambiente ao nosso bel prazer, e isso está causando sérios riscos a outras espécies vivas, tendo gente que acredita que estamos causando mais uma grande extinção, mas aí eu acho exagero, pois muito dificilmente nós mandaremos 95% dos seres vivos pra vala, como aconteceu no Permiano.

Até agora, a comunidade científica estava debatendo se os seres humanos têm mudado o sistema da Terra suficientemente para produzir uma assinatura estratigráfica em sedimentos e gelo. Bem, parece que a resposta chegou. E não é algo muito animador.

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Primeiros resultados com a fosfoetanolamina chegaram no MCTI. Calma aí, ô!

Você pensou que o caso da fosfoetanolamina tinha acabado? Nah, nah, está só no início! Os testes oficiais começaram. Então, é sinal que está pronta para distribuição, certo? Sim, se você for um completo energúmeno e totalmente ignorante em Ciência. O que aconteceu já acabaram os testes primários, nem mesmo os testes pré-clínicos começaram.

O excelentíssimo senhor ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, se encontrou com os pesquisadores responsáveis por conduzir os estudos com a fosfoetanolamina. Sabem  oque foi descoberto? Na verdade, nada. Afinal, o que diabos eles estavam fazendo nos laboratórios, ao invés de salvar vida. Dica: salvar as pessoas de si mesmas.

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O Problema com os Refugiados

Com a imensa massa de refugiados, o medo paira sobre as cidades. Não só o medo do terrorismo ou da vingança de grupos extremistas, mas da onda xenofóbica de outros grupos extremistas, que acham que não deveriam receber aquela massa de pessoas.

Vários casos de estupro  foram denunciados. O percentual aumentou absurdamente. Países estão pedindo para moças se vestirem sem usar roupas curtas para não ofender a população islâmica que está chegando e não pode ser ofendida.

O pavio foi aceso e os djinns estão prontos para o caos, e vamos entender o porque nete vídeo, edição extra.

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Banhos públicos não livraram antigos romanos de parasitas

O grande diferencial do Império Romano para outros reinos, como Cartago – em quem Cipião, o Africano, sugeria que lhe passasse o cerol – foi a vida social dos cidadãos. Grandes banhos públicos garantia que você, pobretão, tomasse banho ao lado de um tribuno. Isso garantia que todo mundo ficava de olho em todo mundo. Eles tinham até privadas públicas, literalmente públicas, com um “troninho” ao lado do outro. Homens e mulheres em papo animado enquanto faziam o número 2.

O problema é que pesquisas recentes mostram que nos banhos públicos se compartilhava de ideias, fofocas e até parasitas.

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Bactéria encontrada em múmia da pistas sobre migrações humanas

Lá pelas bandas de 1991, turistas alemães estavam dando um rolé a 3210 m de altitude, no monte Fineilspitze. Acabaram, sem querer, dando de cara com uma múmia, cuja idade acabou sendo estimada em 5300 anos. Era Otzi, o Homem do Gelo. Desde então, vários cientistas têm estudado Otzi para saber mais sobre ele, sua cultura, como vivia, de onde veio e coisas nesse sentido.

A EURAC (European Academy of Bozen/Bolzano) é um instituto de pesquisa que fica em Bolzano, Itália. É nele que se localiza o Instituto de Múmias e do Homem de Gelo, onde Otzi ajuda a Humanidade a saber sobre ela mesma. E uma das descobertas foi uma bactéria escondida nas entranhas do Homem do Gelo.

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Uma coleção com antigos instrumentos médicos para você chamar de seu

Eu acho muito interessante ver aparelhos médicos e científicos que nossos avós usavam. Muito fascinante. Me chama muito a atenção a plague mask, junto com um traje característico, como observado aqui ao lado, usado por “médicos” que perambulavam verificando as pessoas que estavam doentes, que podiam estar doentes, que não estavam doentes e poderiam desenvolver a doença. Eles usavam essa imensa máscara com uma espécie de bico curvo e lentes de vidro nos olhos. O bico curvo era enchido com especiarias, menta, canfora, uma esponja embebida em vinagre, pétalas de rosa ou uma mistura disso tudo, para protegê-los dos humores malignos exalados pela doença. A figura tinha profundo impacto psicológico, pois já anunciava a quem visse que havia alguém bem doente ali e era para manter distância.

Imagine se você quisesse ver alguns desses equipamentos, e até comprar alguns. Bem, se você for até Nova York, poderá ter esta experiência.

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Melhor Coreia bota quente e explode bomba H… diz a lenda

A Coreia do Norte, vulgo melhor Coreia, é o melhor exemplo de um país que parece ter sido fundado para ser um eterno meme, mas não para quem mora lá. Aquela tristeza mais parece um filme de terror, entre a paranoia estatal e a aquiescência bovina do povo, que chega ao fanatismo, o que, claro, é fomentada pelo Estado.

Agora, houve anúncio que a Melhor Coreia detonou uma bomba termonuclear, também chamada de bomba de hidrogênio, ou Bomba H para os íntimos.

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Quanto oxigênio havia há 1,4 bilhão de anos?

O oxigênio bem mostra como a Química está pouco se importando com o resto. Primordial para uma guinada evolutiva, o oxigênio, este sacaninha, foi o responsável pela primeira grande extinção, quando organismos fotossintetizantes começaram a produzi-lo em larga escala. Só que a Seleção Natural dá, a Seleção Natural tira. O oxigênio é um gás extremamente oxidante (d’Oh!) e, por causa disso, ataca tecidos, degrada proteínas e manda seres vivos pra vala, na paz do Nosso Senhor Design Inteligente. Tempo passou e a Seleção Natural selecionou naturalmente aqueles que tinham condições de viver em uma atmosfera rica de oxigênio.

Normalmente, pensa-se que a ascensão dos animais na Terra se deveu às grandes quantidades de oxigênio, mas uma pesquisa recente mostra que muitos antes dos animais surgirem, já havia oxigênio suficiente para sustentar vida animal. Se eles só surgiram milhões de anos depois, é outra história.

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