Fósseis de besouros tiram uma radiografia e passam bem

Encontrar um fóssil não é pra qualquer um. E mesmo encontrando não é garantia que você irá reconhecer como sendo um. Normalmente, as pessoas são capazes de sair bicando uma pilha de fósseis como se fossem pedras, mesmo porque, de certa forma, o são. Quando restos mortais de seres vivos que passaram dessa pra melhor sofrem permineralização, praticamente o que era o o bicho (ou planta) deu lugar a minerais, e o caso ainda fica pior quando o fóssil é de um animal pequeno, como besouros, por exemplo.

Pesquisadores usaram uma técnica que seria bem semelhante a uma radiografia para examinar as entranhas de fósseis, e o resultado é para lá de legal!

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O besouro que ensinou como a geada se forma

Como o próprio Tony Stark pôde comprovar, termos gelo se formando em partes móveis de dispositivos que voam não dá final feliz (no caso dele, foi por pouco!). Por isso, aviões precisam de manutenção preventiva e preparação adequada, mas só nas partes “de ataque”, isto é, as partes frontais, já que como as móveis ficam mais para trás, não há formação de gelo nelas (ou seja, Engenharia Aeronáutica 1 X 0 Homem de Ferro.

Não só no caso de aviões e “coisas que avoam”, mas até materiais cerâmicos e concreto, sem falar que canos e hidrômetros podem ir para as cucuias. Dessa forma, cientistas precisam entender como o gelo se forma, e quem está servindo para ajudar nesse entendimento é um simples besourinho.

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Fósseis de borboleta hipster encontrados na China

Todo mundo gosta de borboletas. Eu prefiro as minhas com molho rosé. Elas são lindas, são incríveis, um espetáculo da Evolução. Suas camuflagem e mimetismo ajudam-nas a sobreviver por mais tempo, gerando mais descendentes. Elas já estavam aqui antes dos seres humanos aparecerem, o que é uma vantagem. Se alguém pisasse nela, tudo poderia ser diferente (quero ver quem pega a referência sem usar o Google).

Claro, borboletas são muito mainstreams. Há 150 milhões de anos, havia insetos da família Chrysopidae, que receberam o nome “kalligrammatids”. Alguns fósseis dessa gracinha foram analisados, e muitas semelhanças foram encontradas entre eles e as nossas borboletas.

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Você acha que as listras das zebras são para camuflagem? Tenho más notícias

Em finais do ano passado, eu publiquei artigo sobre uma pesquisa mostrando novos modelos matemáticos explicando como aparecem as listras nos animais. O que muita gente acha é que as listras das zebras são uma vantagem adaptativa que as faz se camuflar com o ambiente, pois Evolução é bem isso: alguma entidade mágica resolve criar um padrão para que o bichinho bonitinho não atraia a atenção de predadores. Claro, isso cai por terra quando vemos o pavão, que é tão chamativo quanto… bem, quanto um pavão.

O problema é que a Ciência não se importa com senso comum. Simulações visuais mostrando como as zebras aparecem aos olhos de seus predadores evidenciam que suas listras não ajudam em nada na mescla do padrão de cores com o ambiente à sua volta.

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Como antigos oceanos já regulavam reações químicas orgânicas

A maior pedra no sapato criacionista é explicar como a vida veio. Não, péra. Pra eles é fácil. Jesus veio, ergueu a varinha de condão e PUF! um elefante. Dai tentam invalidar a Teoria da Evolução apontando “incongruências” (que só existe na cabecinha oca deles) nas modernas teorias sobre a origem da vida, como se fossem a mesma coisa.

Bem, para haver vida é preciso haver moléculas auto-replicantes, como RNA e DNA. Para haver essas moléculas é preciso que haja reações de polimerização. Para haver reações de polimerização, é preciso que haja reações com substâncias orgânicas, isto é, substâncias baseadas em cadeias carbônicas. Para que haja reações com substâncias orgânicas é preciso… Bem, é preciso observar se essas reações são possíveis sem ação de um agente externo. Será que isso é possível?

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Pesquisadores estudam cérebro para fazer coisa melhor artificialmente

Inteligência Artificial é algo que vem sendo pesquisado há muito, muito tempo; e continuará sendo pesquisado por mais tempo ainda. Dois dos pioneiros em pesquisa de IA foi Ray Solomonoff e Marvin Minsky(este falecido no dia 25/01). Minsky achava que computadores iam ultrapassar seres humanos, mas eu acho bem difícil disso acontecer. O cérebro humano é muito complexo e plástico, moldando-se e adaptando-se, criando ligações sinápticas e várias novas conexões para sinais eletroquímicos. Nenhum processo artificial pode sequer chegar perto do cérebro humano. Pelo menos, atualmente.

Bem, se não se pode fazer algo melhor que o cérebro humano hoje, então o segredo é entender como o cérebro realmente funciona em maiores detalhes.

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De acordo com pesquisa, Australopithecus sediba só podia comer mingauzinho

O problema de acreditar em mitos, como a Lua ser feita de queijo, as plantas têm consciência, a Terra ser chata feito pizza e em cobras falantes. Isso tudo acaba sendo destroçado por pesquisa científica. Mesma coisa quando tocamos na evolução do Homem. Claro, se você saiu da toca ou não cultiva ciência da Idade do Bronze, sabe que é bem esquisito Ilúvatar (ou um outro deus qualquer) ter criado o Homem quando temos vestígios fósseis de outros hominídeos. Seria uma versão shareware do Homo sapiens? Encomenda que veio errada? Cagada do estagiário? Imaginem, como explicar isso? Afinal, Evolução é mito, certo?

Bem, o Australopithecus sediba meio que discorda. Ele foi descoberto em 2008 no renomado sítio arqueológico de Malapa na África do Sul. Agora, ele ajuda a entender um pequeno detalhe de nossa anatomia: a formação de nossa mandíbula. (aquela parte, eu não sei ao certo)

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Pesquisadores caçam o esconderijo da Peste Negra

A Peste Negra é uma demonstração do que Evolução Biológica associada à falta de saneamento básico e estupidez humana acarreta em uma perda considerável de vidas. Foi assim no caso da Praga de Justiniano, no século VI da Era Comum, em que a Yersinia pestis, a bactéria do mal, se espalhou por causa de ratos, e estes se espalhavam por causa de um saneamento básico inexistente e porque um bando de idiotas matou o predador dos ratos. Mesmo porque, gatos são animais satânicos, matem todos e deixemos que Jesus entre em nossos corações, enquanto se morre de forma horrível.

O genoma da Y. pestis já foi sequenciado, mas ainda falta saber umas coisinhas. A peste Negra do século XIV matou entre 30 e 50% da população europeia em 5 anos. Só que não ficou por aí. Não foi um caso isolado. Essa safada desta bactéria ressurgiu em toda a Europa nos séculos seguintes, mandando grande quantidade de pessoas pra vala. As perguntas que surgem são Onde e como os surtos começaram? Onde esta bactéria fidamãe se esconde? Como podemos prevenir que ela reapareça?

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Por que é tão difícil quebrar hábitos?

Hábito é uma coisa boa… ou ruim, dependendo se o hábito for bom ou ruim, como você deve imaginar. O problema é que tanto um como outro tipo de hábito é um tanto difícil de largar, mesmo querendo. Muios acham que é fraqueza, falta de caráter ou de força de vontade, mas nada relacionado ao cérebro é tão simples assim.

Uma nova pesquisa sugere que normalmente hábitos deixam uma marca duradoura em circuitos específicos do cérebro, deixando-o pronto para uma recaída, o que via de regra não é lá muito desejável, mas esta maçaroca evolutiva não dá a menor bola pra você.

Quem veio primeiro: A crista ou a ave? Resposta: dinossauros

Todos nós sabemos que aves vieram no quinto dia da Criação, depois de plantas, o Sol, a Lua e as estrelas (sim, nessa ordem). Como a Bíblia não fala de dinossauros, eles não existiam. O que existiu foi dragões, unicórnios.e cobras falantes. Já, se você estudou num colégio decente e tem um QI decente também, sabe que tudo isso é bobagem.

Paleobiólogos agora estudam a importância de processos evolutivos não-ramificados, isto é, lineares. Algumas espécies evoluem rapidamente de ancestrais diretamente, em que podemos identificar facilmente espécies transicionais (aquilo que criaBURRIcionistas insistem que não existe). Estas espécies transitórias geralmente diferem apenas ligeiramente dos seus antepassados, agregando outras diferenças em seus descendentes, como acontece na forma e tamanho de estruturas de exibição, como chifres ou cristas.

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