A supercelula de Satã formando um ciclone

Mãe Natureza é daquelas desnaturadas. Mamãe Natureza é uma bela duma sem-vergonha, pior que a Madrasta da Branca de Neve, só que mais eficiente. Se por um lado temos terremotos, vulcões, maremotos e, claro, não podemos deixar de lado os ciclones.

Uma supercélula é uma tempestade Chuck Norris. É algo feio, horroroso e se você for esperto vai fugir pra primeira montanha; o que não garantirá nada e você encontrara com Satã, de braços abertos, perguntando por que demorou tanto. Neste tipo de tempestade, temos uma corrente ascendente de ar, chamada de mesociclone, e o que ele faz é isso aqui:

Continuar lendo “A supercelula de Satã formando um ciclone”

Grandes Nomes da Ciência: Agnodice

A mulher em dores excruciantes adentra o hospital… o que poderia se chamar de hospital aquele açougue. Sem suturas, sem instrumentos cortantes decentes, sem esterilização, sem antisséptico. Aquilo era o Inferno na Terra. Não, não estamos falando do Brasil. A mulher em trabalho de parto estava recusando qualquer tentativa de socorro. Ela só queria ser atendida por uma pessoa. Não uma pessoa qualquer, mas uma figura lendária. Tão lendária que nem sabemos com certeza se existiu. Tão lendária que a história acima descrita pode nem ter ocorrido. Mas o nome da pessoa ainda permeia a História.

O nome dessa mulher era Agnodice.

Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Agnodice”

Bula: um dos maiores inimigos de analfabetos científicos, mas não o único

Analfabetismo científico é um termo que se refere ao baixíssimo conhecimento de termos, expressões e significados científicos ou mesmo o entendimento do que e Ciência. Algo como o Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e o Roger do extinto Ultraje a Rigor, criticando o Miguel Nicolelis, o cientista Kickboxer que não deixou pedra sobre pedra.

Em uma notícia saída na Folha, fiquei sabendo que muitos brasileiros têm sérios problemas de ler uma simples bula, por simplesmente não serem capazes de entender o que tem lá. Claro, isso esconde mais detalhes do que aparenta.

Continuar lendo “Bula: um dos maiores inimigos de analfabetos científicos, mas não o único”

Fenômenos picaretológicos são confirmados pela (pseudo)ciência (ISSO a Globo mostra)

O Cardoso tem muitas manias. Uma delas é compartilhar coisas escabrosas, para este que vos fala fazer suas considerações. Normalmente, essas coisas me dão engulhos, e acabam revirando meu estomago, mas nem por isso deixo de aproveitá-las. Valeu, Cardosão!

A última foi obra e graça da querida estirpe dos jornaleiros, sempre ávidos em ter notícias, mesmo onde não é notícia. Eles aproveitaram aquela palhaçada acontecida no Rio Grande do Gasparzinho e convidaram “cientistas” para falar sobre isso. Claro, mencionaram Fisica Quântica.

Continuar lendo “Fenômenos picaretológicos são confirmados pela (pseudo)ciência (ISSO a Globo mostra)”

Eppur si muove (mas para o Brasil não basta) ou Sobre o exoesqueleto da Copa que a Globo não mostrou

O Brasil tem sérios problemas. Um deles é exatamente ser o Brasil. Ontem foi inauguração da Copa do Mundo; e, cá pra nós, que LIXO! Meia dúzia de gato pingado parecendo alguma mostra pedagógica de colégio de periferia, com ents, garoto índio vestido como um maia (não perguntem) e ainda reclamam que gringo pensa que aqui é só mato, selva e bundas rebolantes. Pior! Nem passista de escola de samba tinha. Pelo menos, colocassem o Caprichoso.

O ponto alto é (ou deveria ser) o exoesqueleto que está sendo desenvolvido pelo dr. Miguel Nicolelis, um cientista sério que preferiu ralar peito daqui, ou estaria esperando a boa vontade do CNPq para comprar uma chave de fenda. Só que enquanto o Galvão tagarelava sobre o ônibus da Seleção (a qual não deu as caras na abertura), o chute foi dado e só. E a reação as pessoas só pode ser descrita como uma coisa:

ESTA É A SUA SEXTA INSANA!

Continuar lendo “Eppur si muove (mas para o Brasil não basta) ou Sobre o exoesqueleto da Copa que a Globo não mostrou”

Um reino tão vasto cujo Sol nunca se põe

O título faz alusão ao mundo conquistado por Alexandre da Macedônia. Indo do Egito até quase chegar no Oriente Distante. Um império tão imenso (e fugaz, entretanto) que em algum ponto dele estava fazendo Sol, não importando em que momento fosse.

Nós abrimos mais horizontes que Alexandre, conquistamos outros mundos sem que um exército chegasse lá e mandasse tudo para a vala. Nossa última fronteira é o Espaço, mesmo tendo nos aventurado muito, muito pouco, conquistamos o inimaginável. Um reino onde realmente o Sol nunc se põe.

Continuar lendo “Um reino tão vasto cujo Sol nunca se põe”

Como voar sem gravidade (ou quase nada de gravidade)

Um dos artigos que mais gostei (dentre uma saraivada deles), é o da Kate Upton em microgravidade. Aliás, não foi só eu. Muita gente adorou o artigo, ao ponto até de "se inspirar" nele. O voo parabólico é uma das coisas mais maneiras que existem e não é coisa recente. Ele sempre foi usado para o treinamento de astronautas, mesmo quando ainda não havia efetivamente astronautas, mas sem ele não haveriam astronautas.

Imaginem o seguinte: se hoje o treinamento para um astronauta é rígido, como seria o treinamento para o início dos anos 1960, quando Kennedy lançou a corrida espacial (que, DE FATO, os EUA chegaram atrasados em tudo, e só foram primeiro à Lua, porque a URSS nunca teve intenção de mandar ninguém pra lá). Entre testes de paraquedas, quedas e ações centrífugas, como seria o comportamento de seres vivos em ambientes com microgravidade (NÃO É GRAVIDADE ZERO!!!!!)?

Só o LIVRO DOS PORQUÊS para nos explicar.

Continuar lendo “Como voar sem gravidade (ou quase nada de gravidade)”

Quando pesticidas matam abelhinhas, quem poderá salvá-las? Aranhas!

Todo mundo anda preocupado com abelhas. Eles praticamente estão se tornando os pandinhas, com a diferença que pandas só servem para modelos de bichinhos de pelúcia, enquanto os insetinhos do bem são responsáveis pela polinização de muitas flores (mas não todas elas).

O problema é que nossa agricultura é extremamente dependente de pesticidas, ou as pragas (que são uma praga!) mandam todas as plantinhas felizes ro ralo. Só que estes pesticidas mandam as abelhinhas pro ralo. Apenas dona Aranha poderá nos ajudar (ou quase isso).

Continuar lendo “Quando pesticidas matam abelhinhas, quem poderá salvá-las? Aranhas!”

Richard Dawkins surta e ataca histórias da carochinha

Richard Dawkins é um dos mais conhecidos biólogos na área da biologia evolutiva; mas ele é mais conhecido ainda pelo seu modo gentil e tranquilo de se referir às religiões e crenças em geral. Ele é meio como Mario Cobretti, só que no caso ele acha que crenças são uma doença e ele é a cura, a ponto de achar que o Papa não só não é chefe de Estado, como tem que responder por crimes contra a humanidade (no caso, era o Bento XVI). Obviamente, ficou por isso mesmo.

Agora, Dawkins cismou que contos de fadas ferra com a mente das crianças, pois começa a impedir que a criança tenha raciocínio científico. Acho que Rick precisa tirar umas férias. De preferência lendo mais uma SEXTA INSANA!

Continuar lendo “Richard Dawkins surta e ataca histórias da carochinha”

Aluno vagabundo toma pito de juiz por causa de celular fofuxo

O mundo moderno trouxe muitas coisas, e para cada coisa, trouxe vários problemas. Celular em colégio é um problema. Se por um lado pais precisam falar com os filhos (os colégios podem ter telefones, mas quando a última vez que você viu um orelhão na rua?), pelo outro esta DESGRAÇA faz de qualquer aula um inferno, com alunos enchendo o saco com estas porcarias enfiadas no ouvido, quando poderiam muito bem enfiar em outro orifício. Eu mesmo já cheguei a tomar uns 10 aparelhos, formando uma pilha na mesa e ameaçando vender numa banquinha de camelô.

Um professor de Recife, Pernambuco, teve a mesma atitude. O molecão teve ataque de piti, chamou mamãezinha e ela processou o professor. O resultado foi um pouquinho diferente do esperado.

Continuar lendo “Aluno vagabundo toma pito de juiz por causa de celular fofuxo”