Quando eu era garoto, havia uma piadinha comum aqui no Rio que dizia que fim-de-semana de paulistano era ir pro aeroporto para jogar milho pros aviões, ou então pro litoral para beber água do mar e saber se ela é realmente salgada. Hoje, com a globalização e a queda de fronteiras, podemos saber dessas coisas pelo Google, mesmo.
Claro, o ser humano é um bicho tosco por natureza, e não é só paulistanos. No Rio, faz-se parcerias com a Fundação Cacique Minhoquinha e o prefeito arreia despacho em homenagem ao Papa. Em São Paulo, o pessoal preferiu fazer Dança da Chuva.
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Ainda ontem eu noticiei o caso do
Previsão é uma coisa chata. Principalmente por causa da tendência de 90% delas serem furadas e o restante é porque alguma tinha que acontecer (no ano que vem, haverá sérios problemas com as chuvas de verão, muitos congestionamentos e acidentes nas estradas na época das festas e o Brasil continuará não trazendo a Copa do Mundo em 2015. Anotem aí e podem me cobrar!).
Não há nada mais fácil que separar um mané do seu dinheiro. Os dois parecem ser imãs com um único e igual pólo (dane-se o acordo ortográfico!) e, por isso, vivem se repelindo. Essa deve ser a mais perfeita explicação, pois não encontro outra. É muito fácil de engar gente burra, e quando falam que "hoje as pessoas têm mais acesso à informação, estão sabendo mais", só me faz rir descontroladamente.
Toda vez que sai alguma notícia sobre um evento científico incrível, como mandar um rover pra Marte, pousar uma sonda num cometa ou descobrir como o seu cunhado descobriu a senha do seu cartão de crédito, a massa iletrada corre praquelas plagas conhecidas como "redes sociais" e começam o desfile ridículo de imbecilidade do tipo "Com tanta criancinha na África passando fome, os caras ficam gastando dinheiro com isso". A resposta básica seria o artigo
Eu sempre achei que religião é igual a pênis: Tenha uma, sinta-se no direito de se orgulhar dela, mas não tente enfiar nos outros que isso não é legal. Então, a escumalha criaBURRIcionista, no uso de suas tosqueiras, insiste em enfiar aquela porcaria que diz que morcegos
Existem mentiras que são passadas de tempos em tempos e, mesmo todos sabendo ser mentira, ainda repassam. Motivo? Querem acreditar. Uma das mais comuns (e mais perigosas) é que crianças não mentem e todas elas são boazinhas. Não são. Quem é professor ou lida o dia inteiro com várias delas sabe disso. Crianças são a própria essência do ser humano: mesquinhas, ruins, pérfidas e se você der mole acontece contigo o que aconteceu com professora da Bahia (o estado e não a loja).
Um estudante universitário profundamente cristão em Oklahoma, EUA, teve um surto. Nada demais como sempre. Ele só decapitou o amigo dele (imagino se fosse inimigo). Mas, claro, ele não é cristão nem escocês de verdade. A alegação é do moleque que perdeu a cabeça metaforicamente e fez o outro perder a cabeça literalmente é que o outro praticava bruxaria (e provavelmente pesava mais que um pato).
Ainda existem juízes em Berlim. No Rio de Janeiro, existem deuses, seres divinos que se vangloriam do seu poder para fazer valer suas imposições e passar sobre a Justiça quais rolos compressores. Se você ousar a tratá-los como cidadãos, audácia!, receberão a ira e o ranger de dentes, como sofreu na pele uma agente de trânsito que ousou fazer valer a Lei. Lei essa que é ignorada por quem (na teoria, onde tudo é lindo) existe para fazer com que seja comprida. Então, essa agente de trânsito se negou a aceitar uma carteirada como argumento.
Eu adoro nossa classe política. Eles são os verdadeiros representantes do povo, eleitos por sufrágio universal. Estão lá porque o povo decidiu que é o melhor pra nós, apesar de não sabermos bem o que fazem na calada da noite, naquele ambiente mal-assombrado (eu nunca vi um ambiente bem-assombrado. Vocês conhecem algum?). A primeira campanha do Tiririca dizia que ele não sabia o que se faz em Brasília e nem a população, mas ele ia contar. Bem, agora sabemos! O distinto deputado Missionário José Olimpio redigiu uma lei que proíbe o implante em seres humanos de identificação em forma de chips e outros dispositivos eletrônicos. Agora eu posso ficar descansado.