Esta pergunta veio sob a forma de carta ao ilustre dr. Ernst Stuhlinger. Ele era físico e se aventurou em engenharia atômica e elétrica, em que "ciência de foguetes" era algo que ele comia no café da manhã. Ele nasceu em em Creglingen, na Alemanha, e trabalhou com uma das maiores mentes da Segunda guerra Mundial: Wernher von Braun. Juntamente com a equipe de von Braun, Stuhlinger fugiu para os Estados Unidos, onde trabalhou na Operação Paperclip. Stuhlinger morreu em 2008, aos 98 ano anos.
Em 1970, o dr. Stuhlinger recebeu uma carta de uma certa freira chamada Mary Jucunda, que morava no Zâmbia, que não era grande coisa em 1970 e não melhorou muito até hoje. Na carta, irmã Jucunda perguntou a Stuhlinger por que gastar bilhões de dólares em pesquisa espacial, quando tinha tanta criancinha passando fome. Vocês sabem, a mesma xaropada de sempre.
Stuhlinger não era um político. Não era dado a dourar pílulas ou simplesmente ignorar as pessoas. Era um cientista, um homem que primava pelas ciências exatas. Sendo assim, sua resposta foi uma carta que reproduzo a seguir (versão brasileira Herbert Ceticismo.net)

Ontem foi Dia da Consciência Negra. Um dia para lembrarmos de lutar contra o preconceito. Mas há outros grupos, minorias, também sensíveis à ação preconceituosa da discriminação social. São pessoas que a Natureza moldou de uma forma, não foi opção ou vontade deles. Um grupo rechaçado, eu diria "odiado", até; em que já na Antiguidade eles eram mal vistos, apesar de serem tolerados em alguns lugares, em outros foram perseguidos, mortos, queimados vivos nas fogueiras da Inquisição.
Todo mundo sabe o que o DARPPA é. Longe de ser um repositório de über-nerds que criam coisas fantásticas, são praticamente o Skynet disfarçado que fornecerá cilônios e mandarão a Humanidade pro saco. Sim, estão atrasados.
Meu RSS é lotado às vezes. Nem sempre tenho tempo de ler tudo. Às vezes, eu leio e me interesso sobre algo que eu possa postar. Salvo o atalho muitas vezes no dropbox, para falar sobre (o que na maioria das vezes não acontece, dado o tempo ou outro assunto melhor). Assim, só hoje que eu vi um artigo do The Economist do dia 19/10, falando sobre como as coisas na Ciência andam mal.
Eu vivo dizendo que o Brasil está na Era Pré-Científica. Nós não voltamos à Idade Média. A bem da verdade, nunca saímos dela. Antes, Andreas Vessalivs tinha que pegar corpos escondido para estudar anatomia, porque o tosco do Galeno teve que usar cadáveres de animais, pois estudar o corpo humano era proibido, tabu, sujeito a pena de morte. Daí, Galeno escreveu um monte de bobagens que duraram séculos, como os humanos terem fêmures curvos, mandíbulas divididas em duas etc.
Resposta: Não, é claro!
Para ser sincero, não estava esperando algo muito diferente. O Brasil está mergulhado na Idade Média, na era pré-científica. Vibra-se com os heroicos cavaleiros, digo, jogadores de futebol. Acompanhamos intriga palacianas e beldades famosas que desfilam peladas em cima de cavalos (ou vice-versa). Mas o mundo é politico e políticos farejam oportunidades assim que a veem, pois o político não vive para ajudar o povo. O político existe para manter o político lá (versão revisitada do Cap. Nascimento).
Um dos mais básicos problemas brasileiros é o endeusamento de algumas coisas. Curso universitário, por exemplo. Ainda é uma meta idílica, um velocino de ouro; é como capturar uma sereia, mas daí que você pega uma, dá uma olhada bem de perto, se toca da anatomia e pensa "que diabos vou fazer com isso?" (sim, eu sei que tem outros usos alternativos. vamos deixar isso de lado). Curso universitário, no Brasil, virou cursinho profissionalizante. Universidade há muito perdeu seu sentido de criação: fazer pesquisa. Isso acarreta nuns cursos malucos e totalmente inúteis (como Filosofia, por exemplo).
A Indonésia é um lugar maravilhoso que ninguém quer ir. Lá, leis maneiras dos tempos medievais reinam em total disparate com o que chamamos "mundo moderno". Com forte maioria muçulmana (cerca de 87%), os camelinhos de Alá fazem o melhor que qualquer fanático religioso é capaz de fazer: falar besteira. O Secretário da Educação (sim, isso existe lá) teve uma brilhante ideia: teste de virgindade para que meninas possam frequentar colégios.
Eu estava aqui brincando com minha bola de plasma, fingindo que sou mágico e poderoso. Andava meio chateado pois os Camelinhos de Alá não estavam aprontando nada de novo, sempre as tosqueiras de sempre. Então, me deparo com a notícia que no Irã (e fora os talibãs do Afeganistão, nenhum muçulmano tosco consegue ser mais idiota que os do Irã). Lá, uma jovem de 27 anos foi eleita vereadora num daqueles rincões de lá. Só que ela está sendo impedida de assumir a vaga pelo simples motivo de ser bonita.