Maluquice do Dia 2: Justiça Federal proíbe UFSC de usar animais nas aulas de medicina

Eu sempre disse que Ciência e Educação no Brasil nunca foram prioridade. Isso ficou bem claro quando a Justiça Federal proibiu o uso de animais em aulas práticas do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Catarina por causa do pedido de um "instituto" abolicionista Animal. Sério, só o nome já me faz rir à beça! Então, a formação dos médicos será como? O juiz não se preocupou muito com isso, claro.

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Alvo: Lua. Meteorito 7 na caçapa do canto

A Lua não é feita de queijo e é mais esburacada que rua de subúrbio. Todos os anos, a Lua é bombardeada por trocentos asteróides (sim, trocentos. Não encha o saco), fazendo-a ter aquele aspecto. A Natureza é uma mãe psicopata que está disposta a nos mandar pra vala de qualquer jeito; haja vista o que aconteceu em 17 de março, quando um pedregulhão cósmico se chocou com Jaci com um impacto que não acontecia há cerca de 8 anos.

Mas a Natureza é perfeitinha.

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X-Baratas adquirem novas capacidades contra armadilhas? Calma lá, ô!

O problema das notícias é… bem, os jornalistas. Canso de dizer que jornalista escrevendo sobre Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar. Eu tento acompanhar tudo que sai sobre Ciência, mas fica difícil, já que eu preciso pagar as contas. Então, chego no trabalho e logo o pessoal vem me mostrar um artigo do G1 (bem, podia ser pior… podia ter sido o do Terra). Não, gente, barata não evoluiu para deixar de gostar de açúcar.

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O esplendor da topografia de Titã

O poder do Senhor dos Céus está consolidado. À sua volta, guardiões zelam pelo equilíbrio, onde forças cósmicas ditam os rumos de tudo que há ali. Um deles é o poderoso Titã, o único satélite natural do Sistema Solar a ter uma atmosfera densa. Mas o poder do Titã não fica só em suas grossas nuvens alaranjadas, fotografadas pela sonda Cassini-Huyggens. De posse dos dados da sonda, cientistas planetários conseguiram montar um mapa topográfico da poderosa lua que pertence ao Senhor dos Anéis.

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Cientistas examinam cavidade auditiva de dinossauro e não é por causa de dor de ouvido

Ontogenia é o estudo das origens e desenvolvimento de um ser vivo. Saber como ele apareceu e no que ele resultou. Um dos bichos que mais despertam interesse nesse campo é, claro, dinossauros. A saber, são os únicos monstros que realmente tivemos (os outros estão guardados na Área Pitu, digo, Praianinha, quero dizer, Área 51).

Agora, uma equipe de pesquisadores resolveram estudar não apenas um dinossauro, mas especificamente seu crânio e mais especificamente ainda seu ouvido interno, e como ambos se tornaram o que eram.

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USP e UFSCar “iluminam” pacientes obesos para que possam emagrecer. Céus, oh, Céus!

No Brasil, Ciência é brincadeira (de mau gosto). Vivo lendo sobre como as coisas estão melhorando. Melhorando tanto que ao invés de desenvolver pesquisas aqui, nos gabamos em mandar cientistas para outros países. Próxima meta, acabar com toda a atividade científica aqui, já que a ralezinha que acha que Filosofia presta para algo, condenada nós de "cientificistas com pensamento do século XIX" (sim, já me disseram isso, vindo de gente que pensa como Platão, com um pensamento tacanho de mais de 2000 anos!).

Enquanto não atingimos esta meda, passamos pro passo intermediário: desenvolver a pseudociência, como é o caso de uma "pesquisa" da USP — que os retardados enchem a boca (e outros orifícios) para dizer que é a melhor universidade do Brasil – que usa luz de leds para obesos emagrecerem. Bem-vindos ao Domingão da Pseucociência!

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Uma caixa d’água de um bilhão de anos

Nosso mundo, como muitos outros mundos, não é estático. Ele não para para nada, nem para parar de se indignar com acordos ortográficos horríveis. Ainda assim, há sempre um recanto perdido, longe de nossas mãos pecaminosas, mantendo-se imutáveis, ou quase isso. Extremófilos mudaram muito pouco nesses longos milhões de anos, mas há algo bem mais antigo, mesmo sem ser espíritos do mal. Uma mina d’água que se acredita ter um bilhão de anos. Se você queria uma visão do passado sem ter um DeLorean, taí a sua chance.

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O maravilhoso “círculo de fogo” nos céus australianos

Como vocês são espertos, prestaram atenção nas aspas; já que o Círculo de Fogo do Pacífico não compreende a Austrália. Acontece que hoje é sexta-feira e eu ainda tenho que trabalhar. Nada como algo ameno para nos alegrar, ainda mais que estamos no fim do mês e o salário é apenas uma doce lembrança.

Em 10 de maio deste ano, um eclipse fez dos céus australianos algo muito legal. Como sempre, o Brasil não foi agraciado com a visualização do evento, pois não possuímos estrutura para um evento deste porte. Assim, compartilho com vocês um vídeo em lapso de tempo (time lapse) mostrando o magnífico eclipse que ocorreu neste dia. Espero que gostem.

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Bactérias são nova arma contra a malária

Por pura incompetência não erradicamos a malária. Afinal, se existisse Evolução, os trabalhos seriam muito mais complicados, mas como as espécies são fixas e não há variância genética entre cepas de protozoários, os cientistas imbecis não foram capazes de inventar um modo de acabar com a doença.

Claro, você leria isso em algum site muito importante no mundo científico, como o Answer  in Genesis, Jesus Voltará ou na Arca Universal. Como aqui se faz divulgação científica de verdade, vamos deixar a baboseira do parágrafo acima para dizer que o novo método para combater a malária não está em inseticidas, e sim em contaminar os mosquitos transmissores com bactérias prontas para impedir que o mosquitão fique "doente".

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Os traços biológicos de uma catástrofe estelar

Quando uma estrela já não aguenta mais, está totalmente de saco cheio e vê seu contra-cheque as forças internas são tão grandes que a gravidade não consegue mais segurá-las, ela explode de forma violenta e avassaladora. Claro, isso vai depender do seu tamanho, já que o nosso Sol "apenas" se transformará numa gigante vermelha, devorando todos os planetas rochosos, para depois encolher, não restando vestígios de Mercúrio, Vênus, Terra e nem Marte. Se ela fosse mais massiva, se transformaria numa supernova e durante sua explosão, toda a sua massa estelar seria expulsa, espalhando sua poeira, de quem somos filhos.

Agora, cientistas alemães estudam a origem do Cosmos por uma outra frente: por vias biológicas, onde fósseis dão indícios da magnífica e temerosa explosão de uma supernova.

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