Ratos dentuços por encomenda

Você, como todo humano (você é humano, né?) é um tosco em termos de dentição. No máximo, tem uns dentinhos de leite até chegar a dentição definitiva. Perdeu um da dentição definitiva? Ha! Ha! SE FERROU, IRMÃOZINHO! Em compensação, répteis e peixes em sua maioria não têm este problema. Vários deles têm múltiplos conjuntos de dentes durante a sua vida. Fica a pergunta: em que ponto a Seleção Natural agiu para haver esta disparidade de formas de dentição??

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Um cometa que nos visita, mesmo estando longe

Eu adoro cometas. Aquele astro lá, dando altos rolês pela galáxia enquanto todo mundo fica nas suas órbitas elípticas. Não que cometas não tenham órbitas elípticas, mas é muito mais maneiro você passar por vários planetas, alguns sistemas solares, talvez galáxias? Não, aí já é querer demais. A trajetória do cometa C/2018Y1 foi descoberta em 20 de dezembro de 2018 pelo astrônomo amador japonês Masayuki Iwamoto, e, por isso, é chamado Cometa Iwamoto, mas segundo indícios, ele foi observado no ano 648 EC. Em 6 de fevereiro de 2019, o cometa Iwamoto cometa atingiu o seu ponto mais próximo do Sol, entre a Terra e Marte, e no dia 13 desse mês, chegou o mais próximo da Terra, passando bem na frente de uma galáxia espiral com aproximadamente o mesmo brilho: a galáxia NGC 2903.

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Reforço Positivo Negativo e o Experimento Monstro


Hoje sabemos o quanto os reforços positivos são importantes no comportamento das pessoas. Os reforços negativos também têm a sua importância, mas a forma como isso foi descoberto levanta sérias questões éticas. Em 1939, Wendell Johnson começou a fazer experimentos sobre reforços positivos e negativos com crianças, tentando entender melhor como esses processos funcionam, e como trabalhar com eles de maneira efetiva na educação. Estes experimentos trouxeram muitas informações, mas a maneira como ele fez isso é criticado até hoje e foi apelidado de “O Estudo Monstro”.

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Saiu orçamento da NASA, e é o maior em dez anos

Quando Pato Donald Trump venceu a corrida presidencial, todo mundo ficou chocado (e é isso o que se ganha por chamar os amiguinhos de “deploráveis, né, Hillary?). começaram várias especulações sobre os severos cortes de Ciência e Tecnologia que ia acontecer dali por diante. Foi um Deus-nos-acuda. O problema é que o que aconteceu dali por diante foi bem diferente do que esperavam, e pelo segundo ano consecutivo, a verba à NASA é a maior da última década. Mas tem uma pequena pegadinha. Antes de tudo, vamos examinar o contexto da situação.

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Histórias de Pescador: Como prometer catar lixo espacial e enganar que vai conseguir

Lixo espacial é um problema. Desde foguetes até uma maleta de ferramentas. O astrofísico Donald J. Kessler propôs a denominada “Síndrome de Kessler”, que basicamente é um conjunto condições caóticas no meio ambiente espacial, inferindo numa tendência de resultar num efeito de colisões e reações em cadeia envolvendo os satélites e outros objetos em órbita ao redor o planeta. Em outras palavras, um objeto perdido como a bolsa de ferramentas voadora da astronauta Heidemarie Stefanyshyn-Piper algum dia pode se chocar com um satélite, cair na Terra ou acertar a Sandra Bullock. Isso não é legal e o George Clooney pode atestar isso. Muitas iniciativas estão em pesquisa para recolher parte dessa lixarada. Alguns estão pensando em nanossatélites agarrando o lixo e tem aqueles que acham que uma rede de arrastão cósmica pode dar conta. Eu só espero que não joguem este lixo no Sol. Isso pode dar dois problemas: O Nuclear e um filme péssimo.

Agora apareceram com uma ideia… como direi… inusitada. Não, péra. Não, não é inusitada. É estupidamente burra, mesmo. Querem arpoar o lixo!

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Quando nossos avós deram adeus pros seus amigos

Nós e nossos cães temos uma relação de dezenas de milhares de anos. Não é apenas sentimentos, ambos aprendemos que convivência é extremamente benéfica para ambos e, com isso, traçamos laços. Sim, interesse. Nosso e deles. Cooperação é sempre mais favorável que competição por recursos. Aprendemos a honrar nossos companheiros em vida e depois da morte. Isso se dá em vários grupos de animais, como macacos e até mesmo elefantes. Humanos aprenderam a fazer rituais de sepultamento mais complexos, e assim evoluiu até a chamada cultura Yamna, uma cultura da Idade do Cobre/Idade do Bronze do final do 3º ao início do 2º milênio AEC. Este grupo de humanos que existia ao longo do rio Dnipro, na região das estepes da Crimeia, perto do estuário do rio Danúbio e nas regiões a leste da Ucrânia até os Urais. Pelo fato dessas culturas usarem fossas profundas para enterrar famílias inteiras, ficou também conhecida como “Pit Culture”, com os mortos sendo cobertos com ocre vermelho e colocados em decúbito dorsal ou nas laterais com as pernas flexionadas.

Não apenas isso, eram colocadas oferendas que acompanhavam os mortos em suas jornadas no pós-vida, como cerâmicas em forma de ovo contendo alimentos, pedras, ossos e instrumentos de cobre, armas e adornos. Nada tão sofisticado quanto os egípcios, mas ainda assim com uma religião bem organizada em termos de rituais fúnebres. Por extensão, aprendemos a honrar aqueles nossos bravos amigos que estiveram com a gente, ainda que não humanos. No caso, os cães.

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Eu não acredito na Ciência

Vocês podem até acreditar na Ciência, mas não eu. “Acreditar” implica numa crença, numa forma de ignorar fatos e ter apenas fé, uma fé cega e bovina. Você acredita e isso é o suficiente. Não questiona, não exige provas, não faz o que a Ciência faz com maestria e, por isso causa desconforto: perguntar

Mas a Ciência não funciona assim. Ela não aceita ser venerada por ser o que é. Quem funciona assim são religiões. Por isso, eu epito: eu não acredito na Ciência!

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LEVANTA-TE E ANDA: Fóssil ganha exoesqueleto para cientistas estudarem seus movimentos

Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.

Sim, eu cheguei depois. Vários tinham veiculado, mais notadamente copiando a postagem da Reuters. Mas o que foi descoberto e qual era a pesquisa?

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Mães que bebem estão prejudicando seu sistema imunológico e os cérebros dos filhos

Se encher de álcool já não é uma coisa saudável. Se encher de gravidez durante o álcool, digo, se encher de álcool durante a gravidez não só ferra com a saúde da mãe, como da criança também, pelo que se sabia até agora. Agora se sabe que é bem pior, pois uma pesquisa mostrou que mamães pés-de-cana acabam tendo seus sistemas imunológicos afetados. Não apenas isso, com esse tipo de dado dá para ter um vislumbre de como será o desenvolvimento dos neurônios dos seus filhos. E o prognostico não é nada muito legal, também.

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Filosofia nos dá uma pílula de insulina. Brincadeirinha, foi a Ciência mesmo

A vida de diabéticos não é fácil. Não existe “A” diabetes, mas diferentes versões, até a que você efetivamente precisa de receber insulina. Sem ela, sua vida, que já é ruim, ficará bem pior, até levar à morte. Hoje, podemos dar insulina aos pacientes, mas por meio de injeções. Seria possível facilitar isso? Bem, me disseram que a Ciência não é capaz de responder a tudo. Perguntei a um filósofo, mas ele começou a citar Deleuze. Fui em outro filósofo, mas ele falou que deveríamos encarar a realidade como ela é, e manter a existência dos fatores nestes níveis. Não, insulina não deveria ser usada. Perguntei a um cientista e ele respondeu: Se não tá fácil, a gente faz ser!

Infelizmente, me disseram que era mentira que Ciência existia para propiciar qualidade de vida porque os japas tomaram uma bomba atômica no quengo (os mesmos japoneses que começaram ao bombardear Pearl Harbor). Felizmente, cientistas cagaram e andaram pra idiotas que defendem misóginos escravocratas e desenvolveram uma pílula capaz de levar insulina ao corpo de uma pessoa. Basta engolir a pilulinha e pronto!

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