
No mundo tosco de Hades, Nosso Senhor, em que o ódio pela Ciência permeia nossos dias, vacinas são tidas como genuínos venenos e damos atenção a pílulas mágicas, pouco importando se foram provadas como ineficazes, astrólogos, videntes e médiuns que dizem controlar o tempo. Em tempos que tudo tem que ser “humanizado” (tradução: se consultar com um bando de hipongas naturebas), já que medicina tradicional (também chamada de “medicina”) não resolveu o problema da criatura. Qual o problema? Coceirinha onde tudo começa e tudo se resolve.
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Eu já vi muita coisa. Poucas delas me impressionam. Mas o que eu vi hoje… eu não tenho como colocar de outra forma e não é exagero, hipérbole ou outra figura de linguagem. Eu literalmente fiquei chocado! Não, nenhuma piadinha nesse caso. Não tenho como dizer outra coisa. CHOCADO, foi assim que eu fiquei. Um casal tentou fazer uma doação para um hospital em Brasília e a gestora só faltou mandar enfiar na bunda.
E temos mais uma insânia. Essa onda de gente que cismou com o tal jogo da Baleia Azul, criado por algum imbecil desocupado, se aproveitando de pessoas que já não estão na melhor das condições de equilíbrio emocional.
Malária ainda é um problema sério, principalmente em países pobres, sem saneamento básico. Algo como o Brasil, que metade dos domicílios não têm esses grandes avanços tecnológicos como água encanada e esgoto tratado. Muitos remédios têm sido usados, mas quando eles não estão funcionando, o negócio é partir para a pesquisa. 18 pacientes críticos no Congo precisavam de ajuda, e ainda que andemos pelo Vale da Morte não devemos temer, pois a Ciência estará conosco.
A Morte, em seu manto negro, vagou pela África. Não que isso seja algo inusitado, mas a Asrail, o Anjo do Destino Final encontra meios para selar os destinos de muita gente. Há muito anos, ela consultou sua ampulheta e viu que estava atrasada com muitas almas a serem entregues de volta a Obatalá, o Criador de Tudo.
Ei, psiu! Sabe vocês aí que me xingaram por causa dos meus vídeos da fosfoetanolamina? Parece que o jogo virou, né, queridinhas? O Instituto do Câncer de São Paulo terminou os testes clínicos e ficou demonstrado aquilo que eu tinha dito: Não, fosfoetanolamina não cura câncer (era essa a proposição). No máximo, ela ajuda nos casos de melanoma, mas não se tem certeza. A certeza é que seu facebook e seu grupo familiar no whatsapp só falaram besteira.
O pai olha desolado o que tem à sua frente. A mãe está virada para o marido, com o rosto em seu peito. Lágrimas escorrem e molham o terno. Não há muito o que fazer. Sua criança está enferma. É o ano de 1916 e a cidade de Nova York caiu. Caiu por causa de uma invasão, de um ataque em massa; não de chitauris, não do Apocalipse e, não, o Antimonitor não teve nada a ver com isso, nem mesmo um simples ataque do Duende Verde. Quem colocou Nova York de joelhos foi um vírus, mas não vindo de Raccoon City. Vindo do seu intestino, mesmo. O vírus da poliomielite.
Nada melhor que o governo para acabar com os serviços públicos. Agora, resolveram que práticas altamente científicas como biodança, Reiki e outras bobagens do tipo engana-trouxa será financiado pelo SUS, enquanto leitos e remédios não estão disponíveis
Você achou que a tosqueira do Brasil parou em colocar Reiki, Biodança e outras bobagens disponíveis no SUS? Calma, que se o Ministério da Saúde pode fazer mais maluquices, com certeza ele fará. Como estamos de volta ao século XVIII, enfrentamos uma epidemia de febre amarela, coisa que Oswaldo Cruz deu um jeito na mão grande, o que acabou gerando a
E para surpresa de ninguém, a fosfoetanolamina, o remédio que não é remédio, pois os próprios defensores daquela merda disseram que era para ser vendida como suplementinho alimentar, mostrou que é bem o que um suplementoalimentar: nada. Quiseram tanto os testes clínicos? Eu também. Resultado?