Com os altos índices de febre amarela e o número absurdo de mortes (uma já é algo inaceitável em pleno século XXI!), volta à cena dois tipos de imbecis: anti-vaxxers e gente que acha anti-vaxxers engraçados. Isso vem de uma compreensão errônea dos dois lados, posto que são duas classes de imbecis que sucumbiram à Teoria da Ferradura ao não saber como vacinas funcionam.
É muito tentador, reconheço, rir de idiotas que não querem se vacinar e se exporem ao risco de morrer de uma doença infecto-contagiosa. A frase “Darwin cuida” bem vem à garganta, mas quando você para 2 segundos para pensar, tendo ciência de como vacinas funcionam, o único comentário é “putz!”. Mas por que eu estou falando isso?
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O problema do mundo é a simplificação de coisas realmente sérias e a “serificação” de brincadeiras. Piadas são vistas como uma ofensa pessoal a pessoas que não foram o foco da piada, mas acham que quem foi TEM que ficar ofendido, mesmo dizendo que não está. Diametralmente a isso, está o pessoal que banaliza doenças mentais, por exemplo. Um exemplo disso foi uma postagem imbecil de uma pessoa que entende tanto de depressão quanto um jabuti entende de pesquisa aeroespacial e resume tudo a um meme que encontrou na Internet.
Tecnologia é algo fantástico, mas não devemos endeusá-la, ainda mais quando algumas peculiaridades técnicas estão envolvidas, como por exemplo, como o corpo humano funciona. As pessoas acham que sabem mais que médicos e que um app de celular resolve tudo. Daí acaba com a surpresinha que 37 mulheres da Suécia tiveram, quando engravidaram e puseram a culpa num app chamado Natural Cycles, que é certificado na Europa e isso diz muito pouco.
O dependente químico chega no Hospital. Ele precisa da substância. Ele está em crise e é questão de tempo; médicos e enfermeiras precisam agir rápido. Primeiro, avaliam se basta dar um pouco da droga da qual o paciente depende, seguido de hidratação. Mas o paciente parece estar em estado mais grave: metabolismo anaeróbio, aumento de cetoácicos, queda de pH, alteração de eletrólitos como sódio e potássio… é preciso agir mais rápido ainda! Correção das alterações dos eletrólitos, reestabelecimento do pH, verificar se tem alguma infecção associada… isso tudo entre outros procedimentos, para, no fim, administrar mais um tanto da substância química da qual aquele paciente diabético tanto necessita: insulina.
Vício é um troço triste. As pessoas se viciam em todo tipo de coisa: álcool, tabaco, jogo, drogas e… celular. Sim, o celular pode ser um vício, pois seu uso dá sensação de prazer e satisfação. Claro, ter um celular não fará de você um viciado e um Ponto Frio da vida não é um traficante. Ter um celular não é ruim, usar celular demais é péssimo. Não, não tem essa desculpa de mostrar foto dos anos 40 com um monte de gente lendo jornal no bonde. Ninguém fica viciado lendo jornal, mas uso compulsivo é alarmante. Normalmente, os imbecis que compartilham a foto do pessoal lendo jornal não mostra que este mesmo pessoal não ficava com o focinho atochado no jornal 24h por dia, seja no almoço, jantar, na frente da TV em restaurantes etc.
Imagine que você estivesse livre de dores. Nenhuma. Nenhumazinha sequer. Parece o som do paraíso, certo? Mas não é. Não sentir dores é um inferno. Você se machuca sem saber, podendo ter cortes profundos e se esvair em sangue. Pode ter algo muito errado, mas como não sente dor, só saberá tarde demais.
Todo ano eu coloco uma seleção daqueles que eu considero os melhores artigos. Claro, muitos eu tenho que deixar de fora. Gosto de todos eles. A seleção é na base de “hummm, esse, esse não, aquele sim, esse outro…”. É praticamente a minha opinião de como eu me lembro do artigo e como eu o escrevi.
Qual a origem do amor? Por muito tempo ficou-se com medo de pesquisar sobre isso. Ninguém queria que um sentimento tão sublime fosse escrutinado pela Ciência. E se a resposta minimizasse o sentimento a alguma coisa tão… simples? Como explicar o amor que temos por nossas mães?
Eu fico tranquilo com o Rio de Janeiro. Não é só aqui que tem políticos imbecis e uma população retardada que elege estes políticos imbecis. Já não bastando quem são os candidatos a governador para o próximo pleito (tanto no Rio quanto São Paulo), temos aquelas tosqueiras que são responsáveis pelas leis estaduais. Não é preciso ser nenhum gênio para conseguir se eleger deputado federal, quanto mais deputado estadual. Um exemplo de tosqueira é o deputado Feliciano Filho, do PSC. Veganzinho do coração e defensor dos animais (mas que eu aposto que tem inseticida em casa), ele idealizou um projeto-de-lei que visa não ter carne às segundas-feira em colégios estaduais e restaurantes que alimentam funcionalismo público. Motivo? Nos conscientizarmos nos animais fofinhos (como os que morrem barbaramente durante as colheitas).
Até onde vai a pesquisa científica, e quando é suficiente, a ponto de parar tudo, pois cruzou-se os últimos limites da Ética? Numa época que comitês de ética em pesquisa científica era algo que sequer era aventada, John B. Watson, criador do termo “behaviorism” estava transitando naquela área nebulosa entre o certo e errado. Para saber mais é preciso tudo? Bem, ele não se preocupou com isso, nem ninguém se preocupava. Mas isso até o momento que resolveu torturar um bebê para saber de onde vinha o nosso medo.