“Einstein ‘tava certo, nós estávamos errados. Mal aê!”

Para finalizar o caso dos neutrinos ligeirinhos, temos a pá de cal no sepulto das medições efetuadas pelo Opera. Se você não faz a menor ideia do que estou falando e ainda acha que Plutão é planeta, sugiro acompanhar os artigos que escrevi aqui, aqui e aqui. Eu aguardo.

Leu? Ótimo! Eu, sempre que posso, continuo acompanhando o desenrolar de assuntos controversos, ainda mais quando se pretende mudar paradigmas fundamentais e teorias científicas já muito comprovadas. Não significa, entretanto, que elas não irão mudar, pois nada na Ciência é eterna, ou ainda estaríamos tentando fabricar ratos com camisas velhas. Só que não é minha culpa se tenta-se refutar algo através de premissas erradas. E, com isso, o que vemos são verdadeiros micos pagos em várias vezes por diversos sites, e com juros! O caso dos neutrinos supraluminosos não foi uma exceção.

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De onde o Sol tira tanta energia?

O Veritasium é um site que disponibiliza vários vídeos de divulgação científica. Seu mantenedor, Derek Muller grava vídeos entrevistando pessoas na rua e usando uma linguagem simples que até amebas seriam capazes de entender. Infelizmente, isso é complicado demais para 90% do público brasileiro; mesmo porque, este prefere saber quem foi o artilheiro do campeonato ou quem tá pegando quem no Big Brother.

A seguir, vocês podem ver o vídeo que saiu hoje, o qual faz a seguinte pergunta: de onde vem a energia do Sol?

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Pesquisa idiota do dia: Pensamento lógico leva ao ateísmo (ou algo assim)

Não que eu ache que a religião seja a coisa mais maravilhosa que aconteceu na humanidade. De minha parte, é um pensamento até natural, da mesma forma como assassinatos, escravidão, guerras e outras coisas lindas que vemos acontecer no mundo natural, não sendo exclusividade dos seres humanos (logo, não se sintam especiais por causa disso). Entretanto, vejo algo estranho pesquisas tentando relacionar pessoas que usam mais certas partes do cérebro e comportamentos não-religiosos, como foi o caso de uma pesquisa realizada por cientistas canadenses.

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Trânsito de Vênus por entre a Terra e o Sol garante: Astronomia é legal!

Atenção: Se você é daqueles que acham que a passagem de um planeta em frente de alguma constelação qualquer perdida no Cosmos atua com alguma força místicas sei-lá-do-quê, leia o título do site. Leu? Ótimo, pôde ver que ninguém aqui acredita em bobagens de astrologia. Agora, se você acha que a passagem do planeta Vênus por entre o Sol e a Terra é algo digno a ser mencionado, puxe uma cadeira e aguarde junto com a gente.

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Do micro ao macro: uma viagem com escala de tamanhos

Nada é mais difícil de racionalizar do que tamanhos. Quando eu falo que meu irmão tem 1,90 m de altura, vocês conseguem ter uma ideia de quão grande ele é. Se eu disser que minha irmã “pesa” (sim, eu sei) 100 kg, vocês têm uma noção que ela é maior que meu irmão, assim como maior ainda será o número de ossos quebrados que eu terei quando ela ler este parágrafo. Entretanto, se eu falar da distância entre Rio de Janeiro e Quito (capital do Equador) e perguntar se esta distância é maior que entre Lisboa e Kiev (capital da Ucrânia) , teremos problemas, pois são distâncias que não conseguimos abstrair, nos reservando a comparar medições com números exatos.

Agora, e se jogarmos números que expressam tamanhos e distâncias, não só pequenas — como um mosquito ou um átomo de hidrogênio — mas coisas gigantescas, como o tamanho de estrelas massivas, a nebulosa Olho de Gato e até mesmo o Universo? Como fazer, então?

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Medição de Neutrinos: Vocês estão fazendo errado

Eu tenho um lado sádico (Não! Sério??). Não consigo parar de rir depois de ter lido uma notícia. Eu já tinha criticado  aquela história do neutrino ligeirinho, citando o dr. Ronald van Elburg, onde ele dizia que aquela baboseira de neutrinos viajando mais rápido que a luz estava errada. Ele mesmo criticou o sistema de medição e o mais curioso é que a experiência que comprovou a velocidade warp dos neutrinos (não que velocidade warp seja viajar mais rápido que a luz e sim "dobrar" o Universo) usou os mesmos critérios de medição. Assim não dá, assim não pode (™Cardoso, Fernando Henrique). Agora, depois que todo mundo festejou bastante como Einstein fora aniquilado por cientistas do século XXI, verei um monte de gente com o rabinho entre as pernas fingindo que não viram a notícia que — é, pois é — pelo visto Einstein não estava errado e realmente houve problemas na medição (uma risada com sotaque alemão flui pelo éter, nos assombrando).

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A termodinâmica e um problema no RSS

Alguns leitores me chamaram a atenção por uma coisa estranha que aconteceu no RSS. Como vocês sabem, vocês podem inscrever o Cet.net no leitor de RSS, de forma a ver na hora quando um artigo e postado e poder lê-lo de maneira rápida, com conteúdo integral, salvo quando são páginas, mas eu sempre deixo uma “chamada” para o artigo principal, de forma que vocês saibam quando conteúdo sob este formato aparece.

Pois bem, esta semana apareceu um fragmento de artigo sobre Termodinâmica que não apareceu no site. Na verdade, ele apareceu no site, mas eu o apaguei em seguida. Por quê? Simplesmente porque o imbecil aqui clicou no botão “publicar” ao invés de “salvar” do Windows Live Writer. Isso não significa, é claro, que não teremos este artigo, pelo contrário. Ele está em franca preparação, mas daí me surgiu um problema.

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Matemática deliciosa: Sobre as formas do macarrão

Eu aprecio uma boa massa. Gosto muito de macarrão e seus variantes. Salvo miojo, pois, como sabemos, miojo não é comida. Miojo é um nojo , uma invenção japonesa que os kamikazes usaram para atacar Pearl Harbor, apesar do que a história convencional conta. Seja espagueti, ravioli ou capeleti (sim, aportuguesei como manda a norma culta), pessoas de bom gosto apreciamos uma boa massa bem temperada com um molho bem feito acompanhando, um bom vinho e uma conta absurda no restaurante.

Olhando para os diferentes tipos de massa, não nos damos conta da sua enganosa simplicidade de formas, mas esta simplicidade não engana os olhos dos matemáticos, onde alguns deles — por pura falta do que fazer, mas bom senso de observação — procuram dar nomes aos bois… ou fórmulas às massas.

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Grandes Nomes da Ciência: Ada Lovelace

O poeta toma no braços sua maior obra. De todas as suas composições, a textura, suavidade, delicadeza e o perfume exalado eram incomparáveis. O poeta recoloca  o bebê no berço e o olha com indisfarçável afeição, mesmo sendo uma pessoa dissoluta, que tanto vagou pelo mundo encantando leitores e causando dor à sua esposa.

O bebê de sangue nobre e branquinho, repousando naquele berço, estava envolto em sonhos, mas nenhum desses sonhos chegava perto das realizações que aquela criança faria ao passo de alguns anos. Aquele bebê se tornaria um dos maiores expoentes da história da computação e seu nome ficou imortalizado e conhecido por vários homens e mulheres no decorrer de séculos. Aquele bebê era Ada Lovelace.

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Os neutrinos já podem ser ditos como mais rápidos que a luz?

Desculpem aí, mas ainda não.

Em outubro, eu noticiei o experimento feito pelo pessoal do OPERA que demonstrou que neutrinos viajaram mais rápidos que a luz, ganhando dela por 60 nanossegundos de vantagem (a velocidade NÃO É 60 nanossegundos mais rápido, seus divulgadores sebosos que não sabem Física!). Neste mesmo artigo, eu demonstrei meu ceticismo (ho-ho-ho) juntamente com os comentários de cientistas alegando o porque haveria tido algum erro de medição.

O experimento foi refeito pelos mesmos cientistas, nas mesmas condições e tiveram os mesmos resultados. Isso comprova o quê? Não muita coisa, para desespero da Fox News, que já chapou logo no seu site que havia dúvida se Einstein estava errado. (não que devamos levar a Fox muito a sério.)

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