Do micro ao macro: uma viagem com escala de tamanhos

Nada é mais difícil de racionalizar do que tamanhos. Quando eu falo que meu irmão tem 1,90 m de altura, vocês conseguem ter uma ideia de quão grande ele é. Se eu disser que minha irmã “pesa” (sim, eu sei) 100 kg, vocês têm uma noção que ela é maior que meu irmão, assim como maior ainda será o número de ossos quebrados que eu terei quando ela ler este parágrafo. Entretanto, se eu falar da distância entre Rio de Janeiro e Quito (capital do Equador) e perguntar se esta distância é maior que entre Lisboa e Kiev (capital da Ucrânia) , teremos problemas, pois são distâncias que não conseguimos abstrair, nos reservando a comparar medições com números exatos.

Agora, e se jogarmos números que expressam tamanhos e distâncias, não só pequenas — como um mosquito ou um átomo de hidrogênio — mas coisas gigantescas, como o tamanho de estrelas massivas, a nebulosa Olho de Gato e até mesmo o Universo? Como fazer, então?

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Medição de Neutrinos: Vocês estão fazendo errado

Eu tenho um lado sádico (Não! Sério??). Não consigo parar de rir depois de ter lido uma notícia. Eu já tinha criticado  aquela história do neutrino ligeirinho, citando o dr. Ronald van Elburg, onde ele dizia que aquela baboseira de neutrinos viajando mais rápido que a luz estava errada. Ele mesmo criticou o sistema de medição e o mais curioso é que a experiência que comprovou a velocidade warp dos neutrinos (não que velocidade warp seja viajar mais rápido que a luz e sim "dobrar" o Universo) usou os mesmos critérios de medição. Assim não dá, assim não pode (™Cardoso, Fernando Henrique). Agora, depois que todo mundo festejou bastante como Einstein fora aniquilado por cientistas do século XXI, verei um monte de gente com o rabinho entre as pernas fingindo que não viram a notícia que — é, pois é — pelo visto Einstein não estava errado e realmente houve problemas na medição (uma risada com sotaque alemão flui pelo éter, nos assombrando).

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A termodinâmica e um problema no RSS

Alguns leitores me chamaram a atenção por uma coisa estranha que aconteceu no RSS. Como vocês sabem, vocês podem inscrever o Cet.net no leitor de RSS, de forma a ver na hora quando um artigo e postado e poder lê-lo de maneira rápida, com conteúdo integral, salvo quando são páginas, mas eu sempre deixo uma “chamada” para o artigo principal, de forma que vocês saibam quando conteúdo sob este formato aparece.

Pois bem, esta semana apareceu um fragmento de artigo sobre Termodinâmica que não apareceu no site. Na verdade, ele apareceu no site, mas eu o apaguei em seguida. Por quê? Simplesmente porque o imbecil aqui clicou no botão “publicar” ao invés de “salvar” do Windows Live Writer. Isso não significa, é claro, que não teremos este artigo, pelo contrário. Ele está em franca preparação, mas daí me surgiu um problema.

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Matemática deliciosa: Sobre as formas do macarrão

Eu aprecio uma boa massa. Gosto muito de macarrão e seus variantes. Salvo miojo, pois, como sabemos, miojo não é comida. Miojo é um nojo , uma invenção japonesa que os kamikazes usaram para atacar Pearl Harbor, apesar do que a história convencional conta. Seja espagueti, ravioli ou capeleti (sim, aportuguesei como manda a norma culta), pessoas de bom gosto apreciamos uma boa massa bem temperada com um molho bem feito acompanhando, um bom vinho e uma conta absurda no restaurante.

Olhando para os diferentes tipos de massa, não nos damos conta da sua enganosa simplicidade de formas, mas esta simplicidade não engana os olhos dos matemáticos, onde alguns deles — por pura falta do que fazer, mas bom senso de observação — procuram dar nomes aos bois… ou fórmulas às massas.

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Grandes Nomes da Ciência: Ada Lovelace

O poeta toma no braços sua maior obra. De todas as suas composições, a textura, suavidade, delicadeza e o perfume exalado eram incomparáveis. O poeta recoloca  o bebê no berço e o olha com indisfarçável afeição, mesmo sendo uma pessoa dissoluta, que tanto vagou pelo mundo encantando leitores e causando dor à sua esposa.

O bebê de sangue nobre e branquinho, repousando naquele berço, estava envolto em sonhos, mas nenhum desses sonhos chegava perto das realizações que aquela criança faria ao passo de alguns anos. Aquele bebê se tornaria um dos maiores expoentes da história da computação e seu nome ficou imortalizado e conhecido por vários homens e mulheres no decorrer de séculos. Aquele bebê era Ada Lovelace.

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Os neutrinos já podem ser ditos como mais rápidos que a luz?

Desculpem aí, mas ainda não.

Em outubro, eu noticiei o experimento feito pelo pessoal do OPERA que demonstrou que neutrinos viajaram mais rápidos que a luz, ganhando dela por 60 nanossegundos de vantagem (a velocidade NÃO É 60 nanossegundos mais rápido, seus divulgadores sebosos que não sabem Física!). Neste mesmo artigo, eu demonstrei meu ceticismo (ho-ho-ho) juntamente com os comentários de cientistas alegando o porque haveria tido algum erro de medição.

O experimento foi refeito pelos mesmos cientistas, nas mesmas condições e tiveram os mesmos resultados. Isso comprova o quê? Não muita coisa, para desespero da Fox News, que já chapou logo no seu site que havia dúvida se Einstein estava errado. (não que devamos levar a Fox muito a sério.)

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A história do mineral que guiou os Vikings

Vikings são um dos povos que mais desperta curiosidade. Desde seus rituais sangrentos durante uma cerimônia fúnebre, segundo o mentiroso Heródoto (o qual pode ter relatado muitas coisas, mas também inventou um monte de besteiras, além de colocar deuses e divindades no meio de acontecimentos que ele sequer presenciou), até o proverbial – e igualmente fantasioso – capacete com chifres, os vikings sempre despertaram mais que a curiosidade, mas até mesmo sensos nacionalistas, chegando ao ponto de servirem de inspiração para Himler, que usou a Siegesrune dupla como símbolo da infame Schutzstaffel, conhecida e temida pela sua sigla: SS.

Como eles estavam já navegando por aí uns 900 anos antes de idiotas resolverem ter a "brilhante" ideia de exterminar a metade do mundo (e muito provavelmente escravizar a outra metade), os vikings não podem ser culpados disso e quase mil anos depois, ainda estamos tentando entender como aquele pessoal se aventurava no mar com um barco que não oferecia grande abrigo, além de suas técnicas de navegação.

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Isaac Newton flagrado na Estação Espacial Internacional

Depois de todos estes séculos, o fantasma de Isaac Newton assombra as nossas vidas medíocres. Desde o boy que sai em disparada pelas ruas em sua moto ou a executivo arquimilionário que desce de sua cobertura em seu elevador privativo, desde o esportista de asa delta até os pilotos de caças, TODOS estão à mercê da mão invisível do inglês. Todos, sem exceção.

Até mesmo a Estação Espacial Internacional (ISS) está sob o olhar agudo de Sir Isaac Newton. Os astronautas viram como nada (eu disse NADA) pode vencer o poder do inglês. Austríacos deviam saber disso…

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Science Hack: Vídeos sobre Ciência

Uma dica rápida. Dando uma olhada neste mundo hadeano internético, encontrei o Science Hack. É um repositório com vários vídeos científicos que versam sobre Física, Química, Espaço, Computação, Robótica, Biologia etc. Tem até espaço para Psicologia, mas não aquela onde retardados falam que seu marido te deu um pé na bunda, seu cachorro te mordeu e seu chefe te demitiu por sua única e total culpa (volte na semana que vem e teremos 6 sessões semanais para você entender isso)

Além disso, tem o sensacional "How It Is Made", mostrando como se faz diversas coisas, sendo um programa do Dscovery Channel. Abaixo, uma mostra de como se faz um aeroplano:

Have fun!

Galileu, fofocas e corpos que caem

Galileu Galilei é uma das mais memoráveis figuras da Ciência. Pode-se dizer que ele foi quem começou a Ciência Moderna e pai do Método Científico. Galileu era, sobretudo, um experimentalista, pouco se importando com as besteiras aristotélicas e platonianas de sentar a bunda numa cadeira e ficar apenas pensando no Universo, sem fazer nenhuma experiência para validar suas ideias. Muitas histórias acercam esta lendária figura, mas boa parte dela não é verdadeira.

Vamos dar uma olhadinha no Livro dos Porquês!

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