
H.E.S.S. é o acrônimo do Sistema Estereoscópico de Alta Energia. Trata-se de um sistema é um sistema de última geração de análise de raios gama cósmicos baseado em Telescópios Atmosféricos Cherenkov. Ele não é verde nem fica irritado, senhor McGee, mas como telescópios de uma maneira geral já precisam de uma atmosfera muito limpa, com o H.E.S.S. não só não é diferente como precisa maior atenção dada a natureza do campo do espectro a ser analisado. Por isso, o H.E.S.S. foi construído na Namíbia.
O H.E.S.S. tem cinco telescópios, quatro com um espelho de pouco menos de 12 m de diâmetro, dispostos a 120 m de distância um do outro em um quadrado e um telescópio maior com um espelho de 28 m, construído no centro do arranjo, com uma das mais modernas tecnologias de telescópios, mas com um site podre.
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Você já ouviu falar do corpo nomeado (486958) 2014 MU69? Ah, tá. Não, né? Você conhece mais pela forma (486958) 2014 MU69, não é mesmo? Também não? Oh, bem, talvez pelo antigo nome: PT1 e 1110113Y? Tá tudo bem, provavelmente você deve ter ouvido falar pelo apelido Ultima Thule, dado pela equipe da New Horizons. Ok, você não sabe nada, João das Neves. Ele é um objeto transnetuniano, pra lá pras bandas do Cinturão de Kuiper, a região do Sistema Solar que se estende desde a órbita de Netuno – a 30 UA do Sol até 50 UA do Sol (1 UA é a distância média entre a Terra e o Sol, aproximadamente 150 milhões de km). Os corpos lá pra depois de Netuno são, então, chamados corpos Transnetunianos, mas também são chamados de KBO (Kuiper belt object). 
Estamos acostumados a ver plantas com flores e sem flores. Normalmente, as pessoas acham que é tudo planta e planta é tudo igual, mas isso está longe da verdade. A diferença entre uma planta sem flores e uma planta com flores são vários milhões de anos de evolução biológica. Flores e frutos foram tão importantes que criou-se uma denominação exclusiva para essas plantas: angiospermas. Até agora, achava-se que plantas com flores só apareceram há coisa de 130 milhões de anos, no período Cretáceo, mas um fóssil encontrado mostra que já existiam flores muito antes disso.
Lagartixas têm poderes. Além de escalar poderes graças aos milhares de estruturas semelhantes a pêlos (dane-se o acordo ortográfico), elas ainda conseguem matar as pessoas de susto por serem geladas (ok, não são exatamente “geladas”). Não só isso, elas foram agraciadas com o gene de Jesus e podem andar sob a água, que nem o Jesus Lizard
Olhe pra cima, veja o céu. As brancas nuvens passando pelo tapete azul, o entardecer e a miríade de estrelas pontilhando cada centímetro quadrado da abóbada celeste. Você pode até se cansar logo. As coisas não são muito rápidas, sabe? Nossa escala de percepção de tempo não acompanha fenômenos que parecem demorar por horas com poucas mudanças. Nosso planeta também é bem grande, não permitindo que possamos ver tudo em volta. Chega-se a ficar com inveja do solitário morador do asteroide B-612.
Eu detesto agulhas, que nem essa aqui do lado. Todo mundo detesta. Agulhas são algo que eu tenho que lidar e prefiro receber injeção (como numa vacina) do que uma doença infecto-contagiosa. Ainda assim, não gosto de agulhas. Seria legal que houvesse um sistema para entregar remédios e vacinas sem usar agulhas. As pistolas até são eficazes ou aqueles dispositivos de aplicar insulina, mas poderíamos ter algo melhor, certo? Algo como aplicar por meio de um tecido composto por nanoagulhas, capazes de entregar o precioso medicamente sem machucar as nossas queridas células.