O autismo escondido nos seus olhos

Autismo não é uma doença. Isso você já sabe, se lê meu site. São várias doenças compreendidas dentro do mesmo espectro, e é difícil diagnosticar logo de saída. A saída é ter um diagnóstico genérico e dali ir refinando, ao invés de partir para determinar direto qual a doença que a pessoa está acometida, se é que é do espectro autista.

Não é de hoje que o eletrorretinograma é utilizado para encontrar um biomarcador, isto é, alguma marca biológica que indique que a pessoa está entre um dos múltiplos casos concernentes ao espectro autista, mas agora este teste está cada vez mais preciso.

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Júpiter, o imanzão

A Terra tem um campo magnético que nos ajuda a ficar imunes (ou quase) aos desmandos do Sol, quando partículas de alta energia são cuspidos fora. A maior parte é defletida por este campo de força, por assim dizer, e quando passa pelas latitudes mais superiores e inferiores há a formação das auroras.

Claro, você vai achar que isso é característica nossa, certo? Errou, otário! A sonda Juno descobriu que Júpiter, não só tem um campo magnético também, como é surpreendentemente complexo. Tão complexo que Júpiter não possui polo norte e sul magnéticos como aqui. Então, nem pense de ir pra lá levando sua bússola.

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Katherine Johnson alcança a imortalidade aos 101 anos

Hoje é segunda-feira de carnaval, mas apesar de toda festa e folia, alguns olhos ficaram marejados. Levantados de suas tábuas e réguas de cálculos, algumas pessoas fecharam os olhos e fizeram um minuto de silêncio, pois sua musa inspiradora. Entendam, eu sou do tempo que “musa” não era uma dona seminua siliconada, mas alguém que inspira ações e produções nas artes e ciências. Um exemplo deste tipo de pessoa é Katherine Johnson, aquela que ajudou a mandar o Homem à Lua e voltar em segurança.

Infelizmente, mrs. Johnson resolveu misturar-se com os éons numéricos do Espaço-Tempo, falecendo aos 101 anos de uma vida bem vivida e plena de realizações.

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Que tal um aparelho portátil de ressonância magnética pra chamar de seu?

A ressonância magnética foi um dos grandes achados em termos de tecnologia de medicina diagnóstica. Desde a década de 1970, a ressonância magnética ajudou milhões de pessoas a saberem o que anda rolando dentro delas. O problema é que é um aparelho muito, mas muito grande. Tudo bem que conheço casos em que algumas senhoras um tanto avantajadas não couberam em aparelhos de ressonância magnética convencionais e acabaram tendo que ir no Jockey Club para usar aquele aparelhão gigantão que examina cavalos. (não estou inventando)

Mas e o contrário? E quando precisamos de mobilidade? Não dá pra ficar carregando um aparelho de ressonância magnética (antigamente, eram chamados aparelhos de Ressonância NUCLEAR Magnética, mas mudaram o nome porque parece que “nuclear” não pega bem). Bem, deram um jeito de miniaturizar o aparelho.

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Artigos da Semana 1

Com a quantidades de coisas que surgem diariamente nas suas redes sociais, é bem possível que alguns dos textos que eu escrevi tenham passado batido por você. Percebi que muitos não leram algo que eu postei 2 ou 3 dias antes, simplesmente porque não viram. Sendo assim, eu resolvi agora postar um resumão do que postei na semana. Isso ajuda em dois momentos:

Primeiro, porque aí você, que tirou o dia para dar uma olhada na Internet e, assim, pode ver sobre o que andei escrevendo, e em segundo lugar ajuda a mim e à minha preguiça, pois aí eu faço o resumo e não tenho que catar algo pra postar, sendo que o movimento é meio fraco no fim de semana (sim, eu sou honesto, diferente de quem faz resumo e esconde que está com preguiça de pensar).

Vamos ao resumo?

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NASA busca ideias para as próximas missões espaciais

A NASA selecionou quatro investigações do Programa Discovery para desenvolver estudos conceituais para novas missões. Ela estimula que as universidades contribuam co ideias, e, em troca, promete um dinheirinho de verba, pois é isso o que a NASA é: uma entidade que tem projetos próprios, mas também administra como a verba que ganha será usada para projetos que enfoquem aeronáutica e Espaço. Claro, isso vai depender muito do quanto de verba acabarão recebendo, mesmo assim temos um vislumbre do que a nossa aventura no Espaço nos reserva.

O Programa Discovery convida cientistas e engenheiros de várias universidades a montar uma equipe para projetar missões científicas de exploração, e a seguir você verá 4 dessas missões, e elas receberão US$ 3 milhões para desenvolver e amadurecer conceitos. Se com 100 mil, 100 mil dólares já se podia fazer um monte de projetos para a vida, que dirá três milhões (ok, é pouco, mas é melhor que nenhum). Vamos dar uma olhadinha:

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Pesquisadores estudam um novo tipo de explosão solar

Você pode pensar que as explosões colossais no Sol e sua ejeção de massa coronal são sempre a mesma coisa, mas não são. Elas são bem reconhecidas e caracterizadas mediante suas características, bem reconhecidas pelos astrofísicos e astrônomos. Ainda assim, o Sol sempre nos surpreende, como é o caso da Reconexão Magnética Forçada.

Agora, pesquisadores do projeto Solar Dynamics Observatory estudam as causas e feitos desse fenômeno, entendendo melhor como é a dinâmica interna de nossa estrelinha particular.

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Bruce McCandless. O Homem que Caminhou pelo Espaço

Algumas pessoas esperam anos para passar por um momento mágico em suas vidas. Nem todas conseguem, mas outras são agraciadas e vivem cada segundo ao sabor de seu desejo desde a infância. Dizem que a solidão é ruim, mas quando é uma solidão acompanhada por milhões, bilhões de pessoas, você não se sente sozinho. É um momento só seu, é um momento incrível. Você fecha os olhos e curte este momento, mesmo sabendo que poderá nunca se repetir. Não importa, aquele é o SEU momento!

Se teve uma pessoa que pôde dizer que viveu isso em plenitude foi o astronauta Bruce McCandless II. O que ele fez de memorável? Ele voou, voou; subiu, subiu. Largou o que o mantinha preso e caiu com estilo, em órbita, livre de amarras. Se teve um homem verdadeiramente livre, foi o Bruce!

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Segundo imprensa, Antártida derreteu e tá pegando fogo, bicho!

“Quando um cachorro morde um homem, não é uma boa história. Um homem mordendo um cachorro, aí sim! É uma boa história”. Várias pessoas já foram creditadas como autores deste adágio, incluindo Mark Twain, que é uma espécie de Clarice Lispector gringa, já que há várias frases creditadas a ele. Na verdade, o autor desta frase está no livro The Stolen Story and Other Newspaper Stories, de Jesse Lynch Williams, escrito em 1899.

Se tem uma coisa patente no jornaleirismo de raiz (e isso não é exclusividade brasileira) é o título causar aquele impacto apocalíptico, já que a notícia mesmo não geraria tanta comoção. Um exemplo disso é o alarmismo que estão criando com uma coisa séria, mas não tão séria pro pessoal das manchetes. Resultado? A Antártida chegou a uma temperatura de 18,3ºC, significando que o gelo todo lá foi pro ralo e virou escárnio do pessoal de Curitiba, o lugar mais frio do Universo, segundo os próprios curitibenses.

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Pesquisa estuda como velocidade de degelo do permafrost aumenta o efeito estufa

O processo intensificado de aquecimento global anda feliz e de vento em popa. As pessoas pensam nos problemas de emissão de CO2, em que só alguém bem estúpido pena que se pode zerar tal emissão (estou olhando pra você, Gregrê). Tão problemático quanto isso é o degelo do permafrost. Basicamente, ele tem ali aprisionado quantidades grandes de metano, CH4. O metano é um gás de efeito estufa mais poderoso que o CO2, embora eu considere que quando o metano vai subindo, ele acaba sendo detonado e virando gás carbônico, mesmo. Isso não é legal, né? Pois é. No Ártico tem muito permafrost, que em última análise, é solo congelado contendo metano. E sabe o que é pior? Este solo congelado está descongelando. Adivinhe o que vai acontecer.

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