Brasileiros são convidados para participar do supertelescópio da ESO. Já vi este filme antes

ESO é o acrônimo de European Southern Observatory (Observatório Europeu do Sul). É uma organização formada por vários países europeus e o Brasil. Seu alvo está a parsecs de distância, nas estrelas mais distantes. O ESO visa a pesquisa astronômica, sendo financiado por 14 países, onde os Estados-membros são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Itália, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Suíça. O Brasil entrou pela porta da cozinha e o Chile serve de despensa.

Boa parte dos maiores e mais importantes telescópios do mundo foram construídos e são operados pela ESO, como o Very Large Telescope (VLT) e o ALMA. Muitas descobertas foram feitas pelos equipamentos do ESO, como o planeta Gliese 581c. Agora, a meta é a construção do E-ELT, European Extremely Large Telescope (Telescópio Europeu Extremamente Grande), e a participação de empresas brasileiras parece estar assegurada. Será que não vimos isso antes?

Continuar lendo “Brasileiros são convidados para participar do supertelescópio da ESO. Já vi este filme antes”

Tratando da imundície que nós não vemos

Meu primeiro computador era um 586 — 133MHz, com 8MB de memória e HD de 1 GB. Veio junto um monitor CRT de 14 polegadas (aspas são símbolos normatizados para segundos de arco), um teclado (101 teclas) e um mouse de bolinha (não, não tinha kit multimídia, pois a grana não deu). Depois comprei uma impressora HP 680. Hoje, eles não estão mais comigo. O que aconteceu com eles? Eu sinceramente não me lembro mais. A melhor alternativa é o lixo mesmo. A impressora eu sei que graças à Light, uma sobrecarga deu fim a ela, junto com uma geladeira, 2 radio-relógios e meu video-cassete. Estou esperando pela indenização até hoje, mas naquela época eu não tinha dinheiro para pagar advogado. Que fim levou tudo aquilo? A geladeira eu consertei e o vídeo eu dei para um técnico amigo meu, em troca de um pichulé, e os rádio-relógios foram ofertados num ritual cármico junto à COMLURB. O que aconteceu com o micro, com monitor, teclado etc? Não deve ter sido diferente dos rádio-relógios.

Continuar lendo “Tratando da imundície que nós não vemos”

Pesquisa diz que escolha religiosa faz cérebro encolher. Como assim?

Eu sou um defensor da Ciência. É ela que nos diferencia dos outros animais, pois um chimpanzé até pode fazer ferramentas, mas apenas seres humanos questionam o seu funcionamento e procura melhorá-las. Eu achei muito estranho a notícia que a Ciência Hoje trouxe (por sinal, MUITO mal escrito!). Segundo a reportagem, uma pesquisa diz que dependendo da escolha de uma determinada religião, partes do cérebro podem ficar atrofiados. Estou esperando ver quando isso sairá no Terra…

Continuar lendo “Pesquisa diz que escolha religiosa faz cérebro encolher. Como assim?”

Como a TV pode fazer a diferença no Ensino

Eu não gosto de televisão. Nada contra, eu só não aprecio o que é apresentado em maioria. No máximo, eu curto filmes e documentários. Eu ADORO documentários. Vejo de tudo, nem que seja para falar mal depois, frente ao monte de besteiras que são apresentadas (estou olhando para você, Zeitgeist!) Nunca pensei em computadores como ferramentas para aprendizado, apenas. Eu, particularmente, acho que eles mais atrapalham do que ajudam, e isso é devido à mentalidade de alunos e de alguns professores. Como toda ferramenta, o PC pode ter dois usos, e se você acha que ferramentas não inspiram usos errôneos, pergunte ao macaco que descobriu que usar um osso da perna para baixar a porrada nos seus coleguinhas o que ele acha.

Continuar lendo “Como a TV pode fazer a diferença no Ensino”

Grandes Nomes da Ciência: Aidan Dwyer

O menino que não gostava de inverno sempre pensou que esta era uma das piores estações do ano. Ele sempre o imaginou como sendo algo lúgubre, escuro… Os dias curtos e as longas e frias noites causam arrepios, não só pela baixa temperatura, mas pelo medo ancestral. Ainda assim, os fantasmas só existem em nossas mentes e quando o jovem visitou as montanhas Caskill, a noroeste da cidade de Nova York, ele viu algo nas árvores que seria a chave para o aumento da eficiência de células solares.

Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Aidan Dwyer”

Como o cérebro guarda informações por curto espaço de tempo

Lembre-se disso: O livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, de Isaac Newton, foi publicado em 1687.

Lidamos com informações o dia todo. Desde saber quanto gastamos no supermercado até o nome daquele cliente chato que você precisa aturar para não ter que aturar uma fila de desempregados. Somos apresentados a pessoas que não veremos nunca mais na vida da mesma forma como pegamos o telefone e e-mail de alguma garota (os quais não anotamos na hora para tirarmos onda que ela é inesquecível, para depois corrermos para anotar em qualquer lugar). Temos uma memória de longo prazo, que em teoria deveria nos ajudar como lembrar a data do casamento e quando o chefe faz aniversário, e uma de curto prazo,para coisas rápidas e rotineiras, que são usadas por um determinado momento e depois serem esquecidas num canto desgovernado do cérebro. Agora, cientistas estudam como se formam as memórias de curto prazo e como elas são armazenadas na nossa gambiarra evolutiva chamada "cérebro".

Continuar lendo “Como o cérebro guarda informações por curto espaço de tempo”

Afinal, qual é a população da Terra?

Eu sempre que posso ofereço aos meus leitores uma possibilidade de ler o artigo de duas formas: a rápida e a acurada. Se você é daqueles preguiçosos ocupados demais para ler artigos com mais de 3 linhas, eu respondo logo de início: Cerca de 8,7 milhões. Isso deve bastar para sanar alguma curiosidade momentânea (até que o ícone do MSN comece a piscar e você corra pra lá pra saber qual é nova modinha. Agora, se você estranhou o número e levantou a mão para comentar desesperadamente que só no Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, pare e preste atenção, pois eu estou falando de espécies viventes, não de número de indivíduos.

Continuar lendo “Afinal, qual é a população da Terra?”

Quando e como o oxigênio apareceu

Uma das maravilhas químicas que aconteceram na Terra, ao meu ver, foi quando o oxigênio passou a existir na atmosfera. Até então, apenas bactérias anaeróbias, fungos e alguns toscos que caem de paraquedas aqui poderiam “respirar”. Quando eu falo de “respirar” não quero dizer estufar o peito e encher os pulmões de ar, já que há cerca de 3 bilhões de anos ninguém tinha pulmão, nem mesmo sapos tinham e por motivos óbvios. Aos poucos, isso foi mudando, até chegarmos na maravilhosa mistura de oxigênio e nitrogênio que temos hoje; entretanto, novas pesquisas indicam que o aparecimento do oxigênio pode ter acontecido antes do que se imagina. Saberemos mais sobre isso com o Livro dos Porquês.

Continuar lendo “Quando e como o oxigênio apareceu”

O lado sombrio de seus olhos

Já cansei de dizer o quanto o projeto "inteligente" nos deu ferramentas tão vagabundas quanto nossos olhos e cérebros. Vemos o que queremos, ouvimos o que queremos e até sentimos frio e calor ao mesmo tempo, enquanto a porqueira de nossa massa cinzenta acha que está tudo nos conformes. Nossos olhos são os mais enganados, pois o ambiente nunca está estático, está sempre mudando e as informações que chegam na gambiarra evolutiva chamada "cérebro" estão tão fragmentadas que nem sempre se tem um quadro do que efetivamente está acontecendo. Resultado, o tosco do cérebro não dá o braço a torcer (ainda bem, pois as pessoas andariam na rua em poses estranhas) e acaba inventando a informação. Se antes era o problema de que lado a bailarina estava dançando, agora temos um outro a resolver: como distinguir o claro do escuro?

Continuar lendo “O lado sombrio de seus olhos”

Cristais de memória do Super-Homem podem se tornar realidade

Uma das coisas que eu mais gostava nas histórias do Super-Homem (apesar de eu achá-lo um herói totalmente sem graça, a ponto do Batman ter que meter a porrada no manezão afim de mostrar quem manda na parada) eram os cristais de memória, que serviam como um "pendrive mais estiloso". Eu mesmo queria ter um treco daqueles e achava, em minha tola crendice infantil, que o futuro traria bibliotecas com aquele formato. Tempo passou e o futuro que imaginei não veio… Ou quase.

Pesquisadores ingleses estudam como a interação com lasers com átomos de vidro poderiam servir para gravar informações e serem usadas em nossos computadores. Por favor, deixe a regra 34 do lado de fora antes de continuar a ler. Obrigado.

Continuar lendo “Cristais de memória do Super-Homem podem se tornar realidade”