Estrela de Krypton agora está no mapa

E aquele que nasceu de forma diferente veio à Terra para nos salvar. Ensinou-nos sobre verdade e justiça, sempre usando seu poder para ajudar as pessoas. A vantagem é que ele não foi parar num ridículo pedaço de pau. Estou falando do Super-Homem, claro. Como todo fã de quadrinhos sabemos, Krypton orbitava uma estrela vermelha, a qual fez o favor de explodir levando todo mundo com ela. Jor-El sabia que vinha uma catástrofe eminentes, mas o Conselho de Krypton devia ser formado por políticos brasileiros, cortaram a verba do cara e o impediram de divulgar a informação. Deu no que deu.

A questão é: afinal, que diabos de estrela era aquela? Não que isso sequer fosse discutido, mas não custa nada dar um pouco mais de detalhes. A DC correu atrás e se consultou com quem eu considero um dos melhores divulgadores da Ciência da atualidade: Neil deGrasse Tyson.

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Experiências de Quase Morte comprovadas pela Física Quântica. Planck revira-se na tumba

Chegamos na Nova Era com ideias idiotas da Idade Média. Malucos profissionais alijam malucos amadores e tudo caminha pela estrada de tijolos amarelos da insânia, cantando "The hiiiiiiiiiiiiiills are aliiiiiiiiiiiiiiiive… by the sound of musiiiiiiiiiic" (sim, eu sei!)

Agora, para fazer meu Dia das Bruxas mais completo (EU SEI!), um grupo de "pesquisadores" procura usar o poder místico-científico da Física Quântica, passada pelo espírito de Niels Bohr incorporando os médiuns. Saravá, mizifeynman!

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As muitas maravilhas de Angkor

Heródoto viveu lá pelo século V A.E..C. Uma espécie de mochileiro que vagou por muitas partes do mundo. registrou muita coisa em suas viagens e viajou muito em seus registros, falando de deuses e criaturas míticas como se fossem reais. Ele elaborou uma lista de 7 obras que são conhecidas até hoje como As 7 Maravilhas do Mundo (do mundo antigo, claro). Não foi culpa de Heródoto que ele não tivesse visto estátuas budistas tão enormes (procurem no Google Imagens por "huge buddhist statues") ou mesmo estátuas hinduístas colossais (procurem por "huge hinduism statues" e vejam como o Cristo Redentor é ridículo perto do que você encontrar).

Heródoto registrou o que viu e o que viu são, sim, maravilhas… mas há outras tão ou mais maravilhosas, mas que não foram vistas pelo grego mochileiro. E uma delas é Angkor. Abram o Livro dos Porquês, no capítulo de História.

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Sandy é filmada por paparazzo espacial e está de mau humor. FLY YOU FOOLS!

Furacões são devastadores. Eles chegam de mansinho, levam sua casa, seu carro, seus bens e acabam com sua vida (sim, eu sei que você se lembrou da sua ex-mulher). Quem está tirando o sonos dos países acima da linha do equador é Sandy, o furacão malvado, já que eles não têm 300 prestações das Casas Bahia para pagar (no caso do Haiti, eles não tem qualquer tipo de casa decente).

No alto, bem no alto, olhos estão voltados para baixo, acompanhando Sandy por todo o percurso de seu mau-humor. São os olhos da Estação Espacial Internacional.

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Os sabores do solo marciano

Uma das principais pesquisas quando se estuda um planeta é saber do que é constituído seu solo. Saber da natureza mineralógica do lugar explica muito de sua formação e das forças atuantes nele. Com Marte não seria diferente, mesmo porque é mais fácil estudá-lo do que enviar para o planeta-de-TPM, Vênus.

O Deus-Guerreiro, vermelho de raiva, entrega muito a contragosto seus segredos a Roboy Curiosity, o robozinho amigo, de forma que possamos saber mais sobre a formação geológica de lá.

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A real virtualidade do deserto do real… ou algo assim

Quando eu vejo certas coisas, eu acho que as pessoas andam lendo, ou melhor vendo, ficção científica demais. Como cientista de uma disciplina puramente experimental, olho atravessado pesquisas de campo puramente teóricas E, não. Não existe Química Teórica. Pesquisar um novo composto baseado em propriedades físicas e químicas não é química até comprovar que este composto pode existir. Mendeleyev fez um bom trabalho prevendo elementos que ainda não tinham sido descobertos, mas isso ainda não era Química.

Então, eu vejo uma matéria na Popular Science – que mais parece a versão gringa da Superinteressante de hoje – onde questionava se não vivíamos numa simulação computadorizada. Um artigo muito bom e divertido… pelos motivos errados.

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Bem-vindos ao Antropoceno

Qualquer postagem sobre  mudanças climáticas acarretam sempre em algum mané perguntando como seria possível nós mudarmos o clima, que o Homem não é isso tudo e blábláblá Molion blábláblá Felício diz que não existe camada de ozônio blábláblá Jô Soares é melhor fonte de pesquisa que a Nature blábláblá. A verdade é que não só temos essa capacidade como já a fizemos com a invenção da agricultura, onde já no tempo do Império Romano a humanidade já vinha causando impacto ambiental e climático. Mas eu é que tenho fé, mesmo postando trezentas milhões de fontes, enquanto que a verdade é dita em programas de entrevista na TV.

As pessoas estudam muito, mas parecem nunca ter estudado que nossa marca no planeta é tão grande que nos tornamos um marco. Fomos o início de uma nova era geológica: o Período Antropoceno.

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Reciclar latinha é bom pro ambiente?

Caminhando pelos caminhos tortuosos desse mundo esquecido por Hades, me deparei com um artigo que questionava o impacto que a reciclagem de latinhas de alumínio traria em termos de redução de poluição atmosférica. Será mesmo que reciclar aquela latinha de refri ajuda o ambiente? Ou o problema está no nosso modo de vida?

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Como divulgar Ciência like a boss

Diz-se que a Ciência é feita de fatos, assim como uma casa é feita de tijolos. Mas assim como um punhado de tijolos não são uma casa, a Ciência não é apenas um punhado de fatos. Entretanto, o mundo tem suas peculiaridades e tais podem ser um chamariz para entender o mundo em volta. Foi o que o Museu de Ciências no Canadá fez para divulgar o seu trabalho.

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Romário cria Projeto de Lei beneficiando cientistas e é criticado. É do Brasiiiiiiiil!

Tudo bem, eu confesso: não achei que o Romário, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2010, fosse fazer algo digno de nota. Bem, eu mordo meus dedos já que, de fato, ele propôs algo bem legal: a facilitação de importação de materiais direcionados para a pesquisa científica.

Infelizmente, como vivemos numa pocilga repleta de silvícolas que mal conseguiram entender que o fogo queima e a água é molhada, o Romário foi criticado, afinal, ciência não serve pra nada.

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