Alvo: Lua. Meteorito 7 na caçapa do canto

A Lua não é feita de queijo e é mais esburacada que rua de subúrbio. Todos os anos, a Lua é bombardeada por trocentos asteróides (sim, trocentos. Não encha o saco), fazendo-a ter aquele aspecto. A Natureza é uma mãe psicopata que está disposta a nos mandar pra vala de qualquer jeito; haja vista o que aconteceu em 17 de março, quando um pedregulhão cósmico se chocou com Jaci com um impacto que não acontecia há cerca de 8 anos.

Mas a Natureza é perfeitinha.

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O esplendor da topografia de Titã

O poder do Senhor dos Céus está consolidado. À sua volta, guardiões zelam pelo equilíbrio, onde forças cósmicas ditam os rumos de tudo que há ali. Um deles é o poderoso Titã, o único satélite natural do Sistema Solar a ter uma atmosfera densa. Mas o poder do Titã não fica só em suas grossas nuvens alaranjadas, fotografadas pela sonda Cassini-Huyggens. De posse dos dados da sonda, cientistas planetários conseguiram montar um mapa topográfico da poderosa lua que pertence ao Senhor dos Anéis.

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Cientistas examinam cavidade auditiva de dinossauro e não é por causa de dor de ouvido

Ontogenia é o estudo das origens e desenvolvimento de um ser vivo. Saber como ele apareceu e no que ele resultou. Um dos bichos que mais despertam interesse nesse campo é, claro, dinossauros. A saber, são os únicos monstros que realmente tivemos (os outros estão guardados na Área Pitu, digo, Praianinha, quero dizer, Área 51).

Agora, uma equipe de pesquisadores resolveram estudar não apenas um dinossauro, mas especificamente seu crânio e mais especificamente ainda seu ouvido interno, e como ambos se tornaram o que eram.

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USP e UFSCar “iluminam” pacientes obesos para que possam emagrecer. Céus, oh, Céus!

No Brasil, Ciência é brincadeira (de mau gosto). Vivo lendo sobre como as coisas estão melhorando. Melhorando tanto que ao invés de desenvolver pesquisas aqui, nos gabamos em mandar cientistas para outros países. Próxima meta, acabar com toda a atividade científica aqui, já que a ralezinha que acha que Filosofia presta para algo, condenada nós de "cientificistas com pensamento do século XIX" (sim, já me disseram isso, vindo de gente que pensa como Platão, com um pensamento tacanho de mais de 2000 anos!).

Enquanto não atingimos esta meda, passamos pro passo intermediário: desenvolver a pseudociência, como é o caso de uma "pesquisa" da USP — que os retardados enchem a boca (e outros orifícios) para dizer que é a melhor universidade do Brasil – que usa luz de leds para obesos emagrecerem. Bem-vindos ao Domingão da Pseucociência!

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Uma caixa d’água de um bilhão de anos

Nosso mundo, como muitos outros mundos, não é estático. Ele não para para nada, nem para parar de se indignar com acordos ortográficos horríveis. Ainda assim, há sempre um recanto perdido, longe de nossas mãos pecaminosas, mantendo-se imutáveis, ou quase isso. Extremófilos mudaram muito pouco nesses longos milhões de anos, mas há algo bem mais antigo, mesmo sem ser espíritos do mal. Uma mina d’água que se acredita ter um bilhão de anos. Se você queria uma visão do passado sem ter um DeLorean, taí a sua chance.

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O maravilhoso “círculo de fogo” nos céus australianos

Como vocês são espertos, prestaram atenção nas aspas; já que o Círculo de Fogo do Pacífico não compreende a Austrália. Acontece que hoje é sexta-feira e eu ainda tenho que trabalhar. Nada como algo ameno para nos alegrar, ainda mais que estamos no fim do mês e o salário é apenas uma doce lembrança.

Em 10 de maio deste ano, um eclipse fez dos céus australianos algo muito legal. Como sempre, o Brasil não foi agraciado com a visualização do evento, pois não possuímos estrutura para um evento deste porte. Assim, compartilho com vocês um vídeo em lapso de tempo (time lapse) mostrando o magnífico eclipse que ocorreu neste dia. Espero que gostem.

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Os traços biológicos de uma catástrofe estelar

Quando uma estrela já não aguenta mais, está totalmente de saco cheio e vê seu contra-cheque as forças internas são tão grandes que a gravidade não consegue mais segurá-las, ela explode de forma violenta e avassaladora. Claro, isso vai depender do seu tamanho, já que o nosso Sol "apenas" se transformará numa gigante vermelha, devorando todos os planetas rochosos, para depois encolher, não restando vestígios de Mercúrio, Vênus, Terra e nem Marte. Se ela fosse mais massiva, se transformaria numa supernova e durante sua explosão, toda a sua massa estelar seria expulsa, espalhando sua poeira, de quem somos filhos.

Agora, cientistas alemães estudam a origem do Cosmos por uma outra frente: por vias biológicas, onde fósseis dão indícios da magnífica e temerosa explosão de uma supernova.

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Bibliotecários, estacas e um mundo ao seu alcance

Eu sempre gostei de Ciência. Era a minha matéria favorita no colégio, ao lado de Matemática. A Ciência sempre buscou (e encontrou) respostas para todas as nossas perguntas. Claro, estamos falando de perguntas com lógica e não besteiras como "o que estou fazendo aqui?". A resposta para isso é simples: Lendo o Ceticismo.net, ora bolas!

Tento trazer para meus alunos um pouco da curiosidade que eu tinha quando criança. Com as professoras que eu tento capacitar, já desisti, pois é caso perdido. Mas a criança é curiosa e investigativa. Ela não tem medo de perguntar coisas, mesmo que sejam idiotas, porque não existe pergunta idiota quando ela é baseada na curiosidade, no querer aprender. E a curiosidade é a mãe da descoberta. Por isso, não existe um único site, blog, publicação, artigo de divulgação científica etc que não conte uma história. Uma história que relata como uma simples curiosidade mudou o mundo e foi preciso uma única vara de madeira.

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A vida silenciosa e desprovida de vida do Vale da Morte

O Vale da Morte não é um lugar onde você gostaria de passar as férias, mas mesmo assim gostaria de tirar férias para dar uma conferida. é um lugar contraditório, pois apesar de ser um lugar de onde você fugiria ainda assim gostaria de dar uma checada, apensar de ser um vale onde muitos não viveriam muito tempo. É uma depressão, já que é um vale, na fronteira dos estados norte-americanos de Nevada e Califórnia, a cerca de 160 km de Las Vegas. Se você conseguir sobreviver no Vale da Morte, acabará morrendo em Las Vegas… nem que seja num bom dinheiro.

E ainda que queiramos andar pelo Vale da Morte, não precisamos temer mal algum, pois outros foram e nos trouxeram belas imagens, mas há coisas misteriosas também e veremos o porque no Livro dos Porquês.

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Cientistas acham vestígios de meteorito que caiu em Tunguska

Em 30 de junho de 1908, Tunguska conheceu o medo. Uma explosão ensurdecedora, seguida de uma onda de energia varreu o local, fazendo ocm que a noite se tornasse dia, onde até mesmo em Londres era possível ler um jornal se nenhuma luz artificial. O acontecimento era um mistério e o que hoje conhecemos pelo nome de Evento de Tunguska despertou a curiosidade do mineralogista Leonid Alekseyevich Kulik, que liderou a primeira expedição de pesquisa em 1927, a fim de entender o que havia acontecido naqueles recantos de deus-me-livre.

Kulik não achou nenhum meteorito, mas a Ciência não dorme, ela não se contenta. E isso parece recompensar a persistência de muitos pesquisadores, pois, ao que parece, foram encontradas as primeiras evidências de um meteorito que resolveu dar um "Olá" para os filhos de Lênin, antes de Lênin ser cool.

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