Os segredos genômicos do ET que não era ET

Em 2003, encontraram um alienígena no Chile. Quer dizer, não era bem um alien, alien. Era um esqueleto de alien. Não, não é que era um esqueleto de alien, alien. Era algo meio que bizarro e não era deste planeta. Mas não é que era algo fora deste planeta propriamente dito. Era algo meio que bizarro. Mas não é que era bizarro, bizarro. Era só algo que a Ciência ia investigar, enquanto ufeiros estavam vociferando que era algo bizarro, fora deste planeta e com certeza era um alien.

Só que era um bebê humano, mesmo. Mal aê!

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Um estetoscópio no cérebro para saber o que você tem na cabeça

No tempo da TV ao vivo, era um problema sério. Tudo tinha que ser resolvido na hora. Até mesmo as novelas eram ao vivo. Conta a Glória Menezes que ela tinha que dizer a fala dela olhando para a câmera, e a câmera ia se afastando. Era uma novela de época, e a Glória com aquele vestidão de direito. O problema é que o suporte da câmera engatou na armação do vestidão e à medida que a câmera ia recuando, a Glória Menezes teve que andar junto, ou ia cair no chão. E era AO VIVO! Já o finado ator Jaime Barcelos, durante um Tele Teatro (ao vivo, claro), numa cena que ele tinha que cair, o fez de mau jeito caiu e se machucou, quebrando a perna. Tiveram que retirá-lo de lá imediatamente. Então, pegaram um mané, o vestiram de médico, ele entrou, colocou o estetoscópio na cabeça do Jaime e vaticinou: “ele morreu, senhora”, removendo o ator dali e levando-o pro hospital.

Imagine se realmente desse para ouvir o que você tem dentro da cabeça. Sim, é bizarro o pensamento que podermos ouvir o que se passa lá dentro, mas nem é bem isso… quer dizer, até é, mas não no sentido de ouvir o que você anda pensando (nem queremos nos escandalizar tanto). Pesquisadores estão estudando as potencialidades de um estetoscópio cerebral. Ele não é como um estetoscópio per se, mas sim um algoritmo que traduz a atividade elétrica do cérebro em sons. E esses sons são traduzidos em ondas numa tela de comutador e podemos analisá-las. Mas calma, o artigo ainda não acabou!

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Pesquisa brasileira mostra como melhorar eficiência no cultivo de soja

Por muito tempo, o Brasil liderou a produção e exportação mundial de soja, mas nossa incompetência endêmica nos fez perder o posto de maior exportador de soja do mundo para os Estados Unidos. Da produção mundial de pouco mais de 351 milhões de toneladas de soja, com uma área cultivada e aproximadamente 121 milhões de hectares, os EUA produzem 117,2 milhões de toneladas do referido grão em uma área de 33,48 milhões de hectares. Já o Brasil produz 113,92 milhões de toneladas de soja em uma área de 33,89 milhões de hectares, tendo uma eficiência de plantio inferior ao dos EUA, que não parece muito, mas quando jogamos na tabela em termos de milhares de hectares (1 hectare é um hectômetro quadrado ou 10 mil m2). Fonte

A soja é importantíssima e estratégica, já que é um alimento rico em proteínas, podendo ser usada para consumo humano e de animais. O problema é proteínas são moléculas que precisam de boas quantidades de nitrogênio para que sejam estabelecidas ligações peptídicas; isso acarreta que seu cultivo demanda alta concentração de nitrogênio no solo. Como podemos melhorar a eficiência no cultivo? Ora, tendo mais nitrogênio no solo, é claro. Fácil, não? Como fixaremos mais nitrogênio?

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Pseudoterapia com abelhinha fofinha causa morte. SUS finge que não viu

O Brasil, lugar que ama a Pseudociência, já baixou normativa do Ministério da Saúde oferecendo nos hospitais e postos de saúde do SUS atendimento a vários tipos de pseudociência. Um deles é o apiterapia, que é o tratamento com abelhas e seus produtos, que nem sua avó, que tudo mete própolis na receita. Evidências científicas? Vamos ficar devendo, mas uma pesquisa veio trazer um lado… ruinzinho deste tratamento. Pessoas estão morrendo por causa dele.

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Sistemas fotossintetizantes são mais velhos do que se imaginava

Você lê Ceticismo.net. Você é informado e sabe sobre como o oxigênio surgiu. Se passou a acompanhar hoje, vou dar uma dica: fui há muito, muito tempo, com o que se tornaria mais tarde as algas azuis, ou cianofíceas. Não, nada de plantas ainda. Elas só apareceriam muito milhões de anos depois. De qualquer forma, sabia-se mais ou menos quando começou a haver fotossíntese, mas isso precisará ser reescrito em breve, já que uma nova pesquisa aponta que já havia organismos fotossintetizantes há 3,6 bilhões de anos, mais ou menos um bilhão de anos antes do que se acreditava até agora.

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Pesquisa busca a origem das células que formam tecidos cardíacos

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as doenças cardiovasculares são as principais responsáveis por morte no mundo. Só em 2106, as vítimas por problemas coronarianos somaram 17 milhões de pessoas, levando em conta ataques cardíacos e derrames. Resumidamente, ataques cardíacos matam, pois, fazem com que partes do tecido do coração não sejam alimentados por sangue e acabem morrendo. Com isso, o coração não faz aquilo que foi inteligentemente projetado: bombear sangue. Infelizmente, o projeto tem problemas e em muitos casos, o coração acaba tendo reduzida a sua capacidade de bombear sangue.

Para tentar reverter isso, é preciso que novas células cardíacas sejam produzidas, refazendo o tecido. Estas células são chamadas de “cardiomiócitos” e há evidências que o coração produz novas células após o desenvolvimento da primeira infância. O problema é que ninguém sabe de onde essas células vieram. Hora de usar os poderes da tecnologia médica para resolver isso.

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Medicamento modificado melhora a ação contra células cancerígenas

Câncer não é legal, todo mundo sabe disso. O tratamento, ainda que cure 80% dos casos de câncer (que envolve quase 200 tipos de doenças), acaba debilitando muito a pessoa, já que acaba afetando outras células não-cancerosas. Claro, você pode acreditar que a Big Pharma quer que todo mundo se ferre, impedindo a pesquisa de novos medicamentos. Ou pode viver no mundo real e saber que uma equipe de pesquisa da Universidade da Califórnia descobriu uma maneira para que um remédio usado em quimioterapia bata direto em células de câncer migratórias ou circulantes.

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Homem transa com estômago de peixe e ganha infecção no pinto

“Caraca, André! Sério isso? Cadê a divulgação científica?”

Problema de vocês! Quando eu posto artigos de divulgação científica, vocês me agradecem mandando idiotices de Terra Plana e nem para enviar para as pessoas vocês enviam, preferindo compartilhar lixo à guisa de “denúncia”. Bem, azar: É sexta-feira e começou o fim-de-semana (e eu terei que trabalhar sábado). Então é isso mesmo! O japa tem tara por transar com estômago de peixe e ainda faz vídeo-aula a respeito. Resultado? Ele ganhou uma infecção no pinto e vocês ganharam a SEXTA INSANA!

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Antes erradicado, Brasil volta a ter casos de sarampo

Sim, amiguinhos. Temos casos de sarampo agora. Como? Graças a refugiados vindo do paraíso bolivariano da Venezuela, que esquerdistas tanto afirmam ser uma maravilha de lugar. É, pois é, as pessoas estão fugindo da felicidade!

A vítima em questão é um bebê venezuelano que veio pro Brasil junto com os pais; você achou ruim? Piora! Há ainda outros sete registros em investigação em Roraima, sendo um de brasileiro. A que devemos isso?

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Formigas usam estratégia de guerra para cuidar de feridos e voltar a atacar

Larga maioria das pessoas tem plena convicção que seres humanos formam uma das mais briguentas sociedades animais, que o mundo é lindinho como em qualquer desenhinho animado. Infelizmente, não é assim. Já noticiei várias vezes sobre formigas guerreando e até mesmo escravizando outras formigas. O que não se sabia direito é que formigas usam estratégia (você sabe, do grego…) até mesmo na hora de tratar as soldadas feridas, montando o equivalente a hospitais de campanha, e planejam evacuação da batalha para reagrupamento e toda aquela parte maneira que vemos em filmes de guerra (os bons, pelo menos!).

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