Pesquisador criam chip para fofocar a vida secreta do seu intestino

Você não é nada sem seu intestino. O malvadão é que aguenta toda a merda que você apronta. Não apenas isso, você também não é nada sem as bactérias que estão lá, ainda mais que estas mesmas é que vivem na merda. As células do intestino e as queridas bactérias estão sempre lá, juntinhas, mas ainda não se sabe em detalhes como é essa relação entre o casalzinho.

Entretanto, isso vai mudar com uma nova pesquisa, que estuda a fabricação e utilização de um chip microfluídico que permite que bactérias e células epiteliais humanas sejam co-cultivadas, de forma que possamos entender e identificar o papel do microbioma lá naquele recantinho que você finge que não existe, até dar a primeira infecção.

Continuar lendo “Pesquisador criam chip para fofocar a vida secreta do seu intestino” →

Antibiótico demais faz mal. De menos faz mal. Quando tá bom?

Infecções não são brincadeira, mas do jeito que andam as coisas, é pior ainda quando pessoal usa antibiótico como, bem, como brincadeira. Já falamos várias vezes como o uso indiscriminado de antibióticos acarreta em superbactérias, aquelas bactérias hiper-resistentes do mal que não são mortas facilmente com algo mais fraco que uma GAU-8 Avenger. O problema então é saber: QUANTO dar de antibiótico e QUANDO é hora de parar?

Continuar lendo “Antibiótico demais faz mal. De menos faz mal. Quando tá bom?” →

Bactéria já é ruim, quando auxiliado por sistema imunológico é pior ainda

O Clostridium difficile já traz no nome que não é brincadeira. Este bacilo (uma bactéria mais sacana que as outras) é que nem o seu cunhado. Assim como aquele inútil está se servindo do conteúdo da sua geladeira, a C. difficile é um comensal do trato gastrointestinal. Assim como o seu cunhado, que só lhe traz dor de cabeça, o Clostridium é responsável por doenças gastrointestinais, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa. Você não quer contrair uma colite polimembranosa, a infecção mais comumente adquirida em hospitais.

Agora, uma pesquisa aponta como alguns pacientes são altamente suscetíveis a infecções por cauda do C. difficile, fornecendo aos médicos uma maneira de prever a gravidade da doença e apontando para uma nova maneira de tratar essa desgraça. Já pro seu cunhado fica difícil e médicos recomendam tratamento à base de ferro. De preferência sob a forma de barra, na cabeça dele.

Continuar lendo “Bactéria já é ruim, quando auxiliado por sistema imunológico é pior ainda” →

Sais de nitrato estão detonando com florestas

Eu comecei a ler um artigo sobre poluição de nitrogênio. Achei bem esquisito numa atmosfera em que 70% é nitrogênio e trata-se de um gás inerte. Como assim poluição por nitrogênio? Tão absurdo quanto isso só filme ruim que dizia que tinha um ser vivo que respirava nitrogênio e mataria todo mundo no planeta por asfixia (o fato de pessoas respirarem oxigênio pareceu irrelevante). Ao ler a publicação, soltei um palavrão, pois o que o jornaleiro responsável pelo Press Release do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estava falando é sobre poluição por nitratos e não nitrogênio.

Morra, jornaleiro maldito!

Continuar lendo “Sais de nitrato estão detonando com florestas” →

Químico eletrocuta bactérias e elas ficam serelepes

Lembram do artigo sobre a bandagem elétrica que acaba com biofilmes de bactérias? Aí você ficou: MUAHAHAHAHA, mete eletricidade nessas disgramadas e mandem-nas pro Inferno das Bactérias. MUA-HA-HA! Agora, imagine que você está dando um rolé num parque e vê uns caras colocando eletrodos numa piscina natural para dar uns choques no que tiver á e descobre que as bactérias lá não só estavam vivinhas da silva como adorando a eletricidade a ponto de se alimentarem dela. Bizarro, não?

Continuar lendo “Químico eletrocuta bactérias e elas ficam serelepes” →

Em 50 anos, seres humanos passarão o cerol em quase 2 mil espécies. Somos maus, não somos?

Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.

Eu preciso explicar o que isso significa, não preciso?

Continuar lendo “Em 50 anos, seres humanos passarão o cerol em quase 2 mil espécies. Somos maus, não somos?” →

LEVANTA-TE E ANDA: Fóssil ganha exoesqueleto para cientistas estudarem seus movimentos

Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.

Sim, eu cheguei depois. Vários tinham veiculado, mais notadamente copiando a postagem da Reuters. Mas o que foi descoberto e qual era a pesquisa?

Continuar lendo “LEVANTA-TE E ANDA: Fóssil ganha exoesqueleto para cientistas estudarem seus movimentos” →

Mergulhadores, baços, genes e ética indo por água abaixo

Volta e meia aparece alguma notícia ouvindo algum especialista dizendo que não, seres humanos não têm mais para onde evoluir. Ou chegamos num ponto final evolutivo, e daí é extinção, ou evoluiremos de tal forma que deixaremos de ser humanos. Evolução riu e disse “Hold my genes!”

Um exemplo é o povo bajau, também conhecidos como “ciganos do mar” ou “nômades do mar”. Este povo do sudeste asiático ainda vive como caçadores-coletores, tirando do mar seu meio de sobrevivência. Acabou a comida ali, eles picam a mula para outro lugar e TCHBUM! Bóra pra pescaria subaquática. Mas há algumas coisas interessantes a saber sobre a biologia desse povo.

Continuar lendo “Mergulhadores, baços, genes e ética indo por água abaixo” →

Biólogos encontram fêmeas com pinto e machos com ppk. Ou quase isso.

Sabem este beijão de língua aí da foto ao lado? Pois é, não é um beijo, é cena de perversidão, de lascívia e de sacanagem entre dois piolhos. Sim, eles estão fazendo fuc-fuc, mas agora vem uma pra zuar com a cabeça do pessoal que acha que meninos têm pinto e meninas têm ppk: pelo menos duas ocorrências em que piolhos machos têm vaginas e piolhos fêmeas têm pênis.

Sim, pois é. E claro você vai alegar que isso é válido para piolhos e não seres humanos, mas vai se surpreender quando souber que não basta ter cromossomos XX e XY para garantir que seja mulher ou homem, respectivamente. Nem sempre eles são suficientes para designar o gênero de alguém, mas isso fica para outro dia. Basta apenas saber que Biologia não é Ciência Exata.

Continuar lendo “Biólogos encontram fêmeas com pinto e machos com ppk. Ou quase isso.” →

Descobertos os fósseis mais antigos de flores

Estamos acostumados a ver plantas com flores e sem flores. Normalmente, as pessoas acham que é tudo planta e planta é tudo igual, mas isso está longe da verdade. A diferença entre uma planta sem flores e uma planta com flores são vários milhões de anos de evolução biológica. Flores e frutos foram tão importantes que criou-se uma denominação exclusiva para essas plantas: angiospermas. Até agora, achava-se que plantas com flores só apareceram há coisa de 130 milhões de anos, no período Cretáceo, mas um fóssil encontrado mostra que já existiam flores muito antes disso.

Continuar lendo “Descobertos os fósseis mais antigos de flores” →