Você não é nada sem seu intestino. O malvadão é que aguenta toda a merda que você apronta. Não apenas isso, você também não é nada sem as bactérias que estão lá, ainda mais que estas mesmas é que vivem na merda. As células do intestino e as queridas bactérias estão sempre lá, juntinhas, mas ainda não se sabe em detalhes como é essa relação entre o casalzinho.
Entretanto, isso vai mudar com uma nova pesquisa, que estuda a fabricação e utilização de um chip microfluídico que permite que bactérias e células epiteliais humanas sejam co-cultivadas, de forma que possamos entender e identificar o papel do microbioma lá naquele recantinho que você finge que não existe, até dar a primeira infecção.
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Infecções não são brincadeira, mas do jeito que andam as coisas, é pior ainda quando pessoal usa antibiótico como, bem, como brincadeira. Já falamos várias vezes como o uso indiscriminado de antibióticos acarreta em superbactérias, aquelas bactérias hiper-resistentes do mal que não são mortas facilmente com algo mais fraco que uma GAU-8 Avenger. O problema então é saber: QUANTO dar de antibiótico e QUANDO é hora de parar?
O Clostridium difficile já traz no nome que não é brincadeira. Este bacilo (uma bactéria mais sacana que as outras) é que nem o seu cunhado. Assim como aquele inútil está se servindo do conteúdo da sua geladeira, a C. difficile é um comensal do trato gastrointestinal. Assim como o seu cunhado, que só lhe traz dor de cabeça, o Clostridium é responsável por doenças gastrointestinais, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa. Você não quer contrair uma colite polimembranosa, a infecção mais comumente adquirida em hospitais.
Eu comecei a ler um artigo sobre poluição de nitrogênio. Achei bem esquisito numa atmosfera em que 70% é nitrogênio e trata-se de um gás inerte. Como assim poluição por nitrogênio? Tão absurdo quanto isso só filme ruim que dizia que tinha um ser vivo que respirava nitrogênio e mataria todo mundo no planeta por asfixia (o fato de pessoas respirarem oxigênio pareceu irrelevante). Ao ler a publicação, soltei um palavrão, pois o que o jornaleiro responsável pelo Press Release do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estava falando é sobre poluição por nitratos e não nitrogênio.
Lembram do artigo sobre a bandagem elétrica que acaba com biofilmes de bactérias? Aí você ficou: MUAHAHAHAHA, mete eletricidade nessas disgramadas e mandem-nas pro Inferno das Bactérias. MUA-HA-HA! Agora, imagine que você está dando um rolé num parque e vê uns caras colocando eletrodos numa piscina natural para dar uns choques no que tiver á e descobre que as bactérias lá não só estavam vivinhas da silva como adorando a eletricidade a ponto de se alimentarem dela. Bizarro, não?
Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.
Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.
Sabem este beijão de língua aí da foto ao lado? Pois é, não é um beijo, é cena de perversidão, de lascívia e de sacanagem entre dois piolhos. Sim, eles estão fazendo fuc-fuc, mas agora vem uma pra zuar com a cabeça do pessoal que acha que meninos têm pinto e meninas têm ppk: pelo menos duas ocorrências em que piolhos machos têm vaginas e piolhos fêmeas têm pênis.
Estamos acostumados a ver plantas com flores e sem flores. Normalmente, as pessoas acham que é tudo planta e planta é tudo igual, mas isso está longe da verdade. A diferença entre uma planta sem flores e uma planta com flores são vários milhões de anos de evolução biológica. Flores e frutos foram tão importantes que criou-se uma denominação exclusiva para essas plantas: angiospermas. Até agora, achava-se que plantas com flores só apareceram há coisa de 130 milhões de anos, no período Cretáceo, mas um fóssil encontrado mostra que já existiam flores muito antes disso.