Eu comecei a ler um artigo sobre poluição de nitrogênio. Achei bem esquisito numa atmosfera em que 70% é nitrogênio e trata-se de um gás inerte. Como assim poluição por nitrogênio? Tão absurdo quanto isso só filme ruim que dizia que tinha um ser vivo que respirava nitrogênio e mataria todo mundo no planeta por asfixia (o fato de pessoas respirarem oxigênio pareceu irrelevante). Ao ler a publicação, soltei um palavrão, pois o que o jornaleiro responsável pelo Press Release do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estava falando é sobre poluição por nitratos e não nitrogênio.
Morra, jornaleiro maldito!
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Lembram do artigo sobre a bandagem elétrica que acaba com biofilmes de bactérias? Aí você ficou: MUAHAHAHAHA, mete eletricidade nessas disgramadas e mandem-nas pro Inferno das Bactérias. MUA-HA-HA! Agora, imagine que você está dando um rolé num parque e vê uns caras colocando eletrodos numa piscina natural para dar uns choques no que tiver á e descobre que as bactérias lá não só estavam vivinhas da silva como adorando a eletricidade a ponto de se alimentarem dela. Bizarro, não?
Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.
Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.
Sabem este beijão de língua aí da foto ao lado? Pois é, não é um beijo, é cena de perversidão, de lascívia e de sacanagem entre dois piolhos. Sim, eles estão fazendo fuc-fuc, mas agora vem uma pra zuar com a cabeça do pessoal que acha que meninos têm pinto e meninas têm ppk: pelo menos duas ocorrências em que piolhos machos têm vaginas e piolhos fêmeas têm pênis.
Estamos acostumados a ver plantas com flores e sem flores. Normalmente, as pessoas acham que é tudo planta e planta é tudo igual, mas isso está longe da verdade. A diferença entre uma planta sem flores e uma planta com flores são vários milhões de anos de evolução biológica. Flores e frutos foram tão importantes que criou-se uma denominação exclusiva para essas plantas: angiospermas. Até agora, achava-se que plantas com flores só apareceram há coisa de 130 milhões de anos, no período Cretáceo, mas um fóssil encontrado mostra que já existiam flores muito antes disso.
Eu já noticiei antes, mas vamos pra mais uma notícia da série “Parabéns, Retardados”. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os casos de sarampo aumentaram em 30% no mundo todo. Ótimo, né? Mas aqui no Brasil está tudo tranquilo, né? Se você acha que é tranquilo a ocorrência de mais de 10 mil casos de sarampo e 12 mortes pela doença até agora, então, ótimo, né?
O mundo caminha… ou melhor, CORRE para obter sistemas de geração de energia mais sustentáveis e com menor impacto ambiental. O problema é que isso ainda é impossível. SEMPRE temos impactos. Mas, como eu disse, a corrida é para o que tem menores impactos. Usinas solares precisam de um imenso sistema de células solares ou espelhos que concentram a energia do Sol numa torre que é basicamente uma usina termelétrica. Isso faz com que o gradiente de calor local aumente. Não vou nem mencionar hidrelétricas e muito menos termelétricas. Usinas nucleares são tabu, ainda mais com Fukushima, a usina perigosíssima. O fato de Fukushima ter tomado um tsunami de 30 metros de altura sempre é esquecido. A saída então? Usinas eólicas seria uma boa. 