Com união, a Ciência pode, mas sem passear por rua vazia

O brasileiro tem sérios problemas em entender como a mais básica atividade humana funciona. Não, não estou falando de ir ao banheiro (se bem que larga maioria não sabe que é necessário dar descarga e lavar as mãos direito). Estou falando de política. Brasileiros ainda não entenderam como ela funciona, por isso, ainda ficam chocados com o que acontece nas notícias ou quando sai foto do Lula defendendo o Temer, PSDB se aliando ao PT etc.

Cientistas não entenderam isso, também. Querem que os políticos os adore, sem fazer nada por eles. Querem que a população os ame, mas se fecham nas torres de marfim. André quer divulgar ciência, mas isso não recheia Lattes, então, não falam comigo. Passeiam por ruas vazias, e acham que isso resolve. Até agora nada.

Então, me perguntaram como deveriam fazer. Continuar lendo “Com união, a Ciência pode, mas sem passear por rua vazia”

Uma estilingada num pedregulho

O asteroide 101955 Bennu foi apelidado pelos jornaleiros retardados de “asteroide do fim do mundo”, como se aquela joça fosse cair aqui, quando a probabilidade é de ridículos 0,07%. Ele tem um diâmetro médio de cerca de 492 metros e a NASA está muito interessada em saber do que ele é feito.

A Missão Osiris-Rex ficou encarregada de estudar Bennu. Para economizar combustível, Osiris-Rex pegará uma carona com a gravidade terrestre de forma a ser catapultado até o pedregulhão, alinhando com a trajetória dele, coletando material e voltando à Terra para trazer material de estudo.

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Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana

Várias missões de exploração e observações sugeriram que Marte, um dia, já teve um clima quente, capaz de ter oceanos de água líquida em sua superfície. Para manter Marte quente seria preciso uma atmosfera densa com um efeito estufa suficiente; o problema é que sua baixa gravidade tem probleminhas para manter uma atmosfera lá. Seu núcleo morto não é capaz de gerar uma magnetosfera como a da Terra e o açoite por partículas de alta energia provenientes do Sol contribuiu para mandar uma atmosfera que ele tinha e era “mal presa” embora. Pobre Marte. Continuar lendo “Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana”

Entenda a porcaria da Física Quântica tomando café

O Felipe Miranda é dono do canal Café e Ciência. Ele curte umas paradas de Física e Astronomia, sendo bolsista do CNPq, sem ter a mesma atuação do Tedson. Se eu fosse você, assinava o canal dele, porque assim você saberia do vídeo dele sobre Física Quântica.

Sim,ele dá uma bela esplanada sobre Física Quântica e merece cada segundo visto.

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Os segredos ocultos de Titã para formação da vida

Em 2014, eu postei sobre uma teoria que os mares de Titã, o maior satélite natural de Saturno, poderia abrigar vida. longe das maluquices do Daniken, não estamos falando de civilizações avançadas, apenas proteínas que tivessem capacidade de autorreplicação. Isso seria vida, por certo, ou bem o início dela. Titã tem uma atmosfera que é predominantemente nitrogênio (95%) e metano, além de outros pouquíssimos gases

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Um paradoxal eclipse que ilumina nossos corações

Eclipses sempre foram mágicos, misteriosos e assustadores. Antigos chineses acreditaram que o Grande Dragão devorava o Sol. Possivelmente, Glaurung, aquele grandessíssimo FDP. Outros achavam que era obra de Satã, Nosso Senhor, enquanto outros não achavam nada, pois sua expectativa de vida não era lá grande coisa. Os EUA estavam radiantes com isso. Não é para menos, já que a última vez que um eclipse solar de costa a costa foi em 1918.
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As plantinhas que foram pra vala por causa do meteorão do mal

Eu gostei de ler sobre o eclipse do dia 21. Sim, muito legal quando a natureza mostra seu balé cósmico, e vemos que escapamos mais uma vez de uma desgraça. Há cerca de 65 milhões de anos, os dinos não tiveram a mesma sorte, no que ficou conhecido como Extinção do Cretáceo-Terciário ou Extinção do Cretáceo-Paleogeno. Um meteorão do mal de 10 km de diâmetro caiu e mandou quase todo para a vala, inclusive dinossauros. O registro estratigráfico mostra que o desaparecimento abrupto das espécies, e não foram só animais. Plantas, também.

O cataclismo gerou uma onda de choque e calor que acarretou vastos incêndios. E quando há incêndios de grandes proporções, não é de se espantar que tenha havido queima incompleta, descarregando grandes toneladas de carbono finamente dividido em suspensão na atmosfera, o que chamamos de “fumaça” e “fuligem”. Sim, as plantas foram as próximas vítimas, senão por causa do incêndio, por causa do bloqueio da luz solar.
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Os Errantes pelo Sistema Solar em português PT-BR

Há 3 anos, em 2014, claro, eu postei um vídeo de um artista digital sueco chamado Erik Wernquist. Ee fez um belíssimo vídeo que não deve nada às melhores produções de ficção científica. Só que ele era legendado. Perguntando a algumas pessoas, me disseram que nem sempre os leitores de tela funcionam direito. Já que eu estou com um canal novo só para postar videos sobre ciência, resolvi fazer algo um pouquinho diferente. Eu sublei o o vídeo em português.

Espero que gostem e que assinem o novo canal, que ainda está cheirando a tinta.

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Os gelados segredos do interior de Netuno

É um tanto irônico Netuno, o Deus dos Mares, ser o nome de um planeta frio, mas tão frio, que quase tudo lá está em estado sólido. Água, amônia (com ponto de fusão -77,3 ºC) e metano (P.F. -182 ºC) são dois exemplos daquele lugar desolado, um inferno de gelo em contraposição ao seu primo Vênus (isso soou estranho, já que Vênus é nome de mulher, mas manterei assim). A imensa calota polar que reveste todo o planeta despertou atenção e curiosidade em cientistas planetários. Afinal, o que diabos tem ali por baixo?

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Hubble registra Phobos passando por Marte

O Telescópio Espacial Hubble continua firme e forte dando uma zoiada pelo Universo enquanto ainda não é descomissionado de vez, o que eu espero que nunca aconteça porque… bem, é o Hubble, né? Dessa vez, ele estava registrando umas imagens de Marte, quando o pequeno satélite Phobos estava em sua órbita normal e acabou sendo registrada pelo Hubble, mas tão pequena que é este satélite que ele parece uma pequena estrela.

Ao longo de 22 minutos, o Hubble levou 13 exposições separadas, permitindo que os astrônomos criassem um vídeo de lapso de tempo que mostra o caminho orbital de Phobos. As observações de Hubble foram destinadas a fotografar Marte, e o “Hello Ladies” de Phobos foi um bônus.

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