
Olá pessoal!
Eu planejo há anos escrever algo sobre a pena de morte, mas nunca sai. Agora, com a (uma iminente, uma já ocorrida) execução de dois brasileiros na Indonésia, condenados por tráfico de drogas, resolvi tentar externalizar alguns pensamentos sobre o tema.
Antes de tudo, preciso deixar duas coisas bem clara: sou, ao mesmo tempo, uma ávida gore junkie e totalmente contra a pena de morte. Parece contraditório, mas, acredite, não é. Quanto mais eu leio sobre o assunto, mais contra eu fico.
Vou tentar explicar por quê.
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Ser professor é uma bosta, mas professor de Química sofre duplamente. Primeiro porque todo mundo diz que odeia a sua disciplina (até um diretor de colégio falou isso pra mim!). O segundo sofrimento é ter que sempre ouvir besteiras sobre como fazer explosivos e drogas. Porque, né?, Química só serve pra isso. Então, você dá um esporro no moleque para protegê-lo de si mesmo, acaba indo parar na Coordenação, porque o educando traz uma bagagem ou outra besteira paulofreireana, e tem vontade de aprender.
O Brasil anda de vento em popa com sérios problemas de abastecimento de água. Estão falando de racionamento… Não, desculpem. É "restrição hídrica". Mas não é de água que eu vou falar. Falarei sobre algo que existe em abundância: cara-de-pau. Tem "gente" vendendo docinho feito de maconha nas praias. Não sei quem é mais idiota. Quem vende achando que não tem nada demais ou quem compra achando que ficará legalmente doidão.
Ontem, relembrando época antigas, eu fui xingado por dar a minha opinião. Afinal, se você dá a sua opinião, você é arrogante. Humildade é você baixar a cabeça e concordar bovinamente com as "estrelas" da Internet. Isso porque tinham divulgado o lançamento de um livro que "ensina" a divulgar a Ciência em redes sociais. Então, eu, no uso das atribuições dadas pelo artigo 5º da Constituição Federal, externei a opinião que se a pessoa não consegue falar sobre seu trabalho ou o que gosta no twitter, com 140 caracteres, essa pessoa é incompetente.
A cada dia que passa, o Cristianismo perde mais adeptos. Normalmente, o pessoal corre pro Islã. Sei lá, deve ser pela chance de sair detonando com a fé dos outros. Já o judaísmo é mais burocrático. Você precisa fazer prova, ser sabatinado ou ter uma mãe judia, o que, convenhamos, não é tarefa fácil. Umbanda e candomblé, sim! Você pede e o guia arruma de tudo. De aumento salarial até trazer aquela periguete que você tá afim em 3 dias (é o que eles prometem!). O problema é que o mundo hoje anda muito chato. E tudo isso começou com o Novo Testamento.
Então, pessoal, 2015, ano novo, idiotas antigos. Eu estava pensando quantos meses demoraria para ter de novo um Voz dos Alienados. Bem, não demorou muito. Ciosos da necessidade de espalhar a Palavra, aos 4 cantos do mundo, nossos amiguinhos fazem de tudo para se destacar, nem que seja escrevendo as maiores bobagens.
Bem, os estados já estão ficando sem água, teve blackout em muitas cidades (não, não foi blecaute. Eles que desligaram puxaram a tomada para poderem ligar o X-Box deles). Entre o caos de falta d’água, luz e telefonia – só faltando faltar gás para voltarmos à Idade das Trevas… literalmente –, o Ministro das Minas e Energia vem com a maravilhosa explicação que isso é temporário e o pior já passou: "Deus é brasileiro. Temos que contar que ele vai trazer um pouco de umidade e chuva para que possamos ter mais tranquilidade ainda".
Uma "pesquisa" de doutorado conquistou o mais recente Prêmio Capes de Tese sugere que a ideia do próteses, exoesqueletos e quaisquer tecnologias que visam melhorar a vida de pessoas com deficiências físicas depreciam a identidade social dessas pessoas e não passa de eugenia. Assim, qualquer médico ou pesquisador é um eugenista FDP.
Tudo está ao alcance de um clique. Podemos encontrar qualquer um em qualquer lugar. Estamos a seis passos de separação de qualquer indivíduo. Certo? Nah, você já sabe que eu direi "Errado!" Algumas lendas urbanas pegam, ainda mais quando a amostragem é idiota e com um critério discutível. Isso começou na década de 1960, com um camarada chamado Stanley Milgram.