Médium promete curar pessoas com esparadrapo

O incrível mundo de Hades faz as coisas mais bizarras do mundo. O mundo  que induz a pessoas desesperadas apelarem para qualquer coisa, ainda mais quando a questão envolve doenças. Aí, um bando de espertalhões se aproveita disso, com o lamentável fato das pessoas.

Em Atibaia, SP, um tio diz que cura todo mundo através dos seus poderes mágicos. E ele ainda diz que faz isso usando esparadrapos. Por que será que eu não acredito nisso?

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Beber urina previne doenças, diz um bando de manés

Curas mágicas é o que não falta por aí. A intrépida trupe de malucos achando que acharam fórmulas milagrosas eram toscas demais e que eles podiam arrumar algo mais maluco. Batizaram de "Urinoterapia" e claro que você já adivinhou: esse pessoal cura seus males bebendo urina, xixi e mijo. O que poderia ser mais legal? Não respondam!

O bloco dos toscos segue a risível filosofia que todos os seus problemas têm solução nos seus dejetos corpóreos (mas só a urina. Comer cocô ainda é mau mal visto). O livro “Cura-te a ti mesmo — terapia real”, do instrumentador cirúrgico Tikurnargawa Hiroshi, explica isso, apesar de não explicar nada.

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O que é sotaque?

Olá amiguinhos(as)!

A gente já viu muito sobre a fala e sua complexidade, mas ainda há muitas dúvidas sobre isso. E outro dia me deixaram encasquetada no twitter falando sobre sotaques. Então… Você sabe o que é sotaque?

Eu já disse que a primeira coisa que a gente aprende quando aprende a falar é a variante diatópica de lugar onde aprendemos a falar, ou seja, o dialeto. Isso inclui aprender as palavras e construções típicas dessa região, além da fonologia específica (por exemplo, se vai usar o "chiado" [o termo técnico é africada, em oposição às oclusivas, sem "chiado"] ao falar |tia|dia|). Mas o que mais faz diferença mesmo entre os dialetos e que mais "marca" a fala das pessoas é o sotaque.

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Ufólogo da Baixada viu ETs passeando. Sim, eu acredito SQN!

O engraçado da Ufologia é que ela é que nem uma religião: os caras realmente acreditam naquelas bobagens, gastam seu dinheiro todo e por mais que você mostre o óbvio, insistem que não, não é fraude. "Discos Voadores existem. Meu pai viu um, eu filmei com meu celular vagabundo, de noite num lugar afastado, e minha mão tremia, mas dá pra ver o OVNI ali, você tem que acreditar em mim, pelo amor dos Greys!"

Agora, com qualquer traquitana comprada na Deal Extreme, você pode usar para caçar ETs, como fez o digníssimo Wagner, nosso Mulder brasileiro.

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Uma catástrofe chamada Letramento Científico

O Indicador de Letramento Cientifico (ILC) é um estudo inédito sobre letramento científico da população jovem e adulta brasileira realizado pela Abramundo, em parceria com o Instituto Paulo Montenegro e a Ação Educativa, a partir da experiência de mais de uma década destas duas organizações na realização do Indicador de Alfabetismo Funcional

Assim começa um relatório que pretende medir o Índice de Letramento Científico do brasileiro médio. Eu diria que o resultado me surpreendeu, pois eu até pensava que seria muito pior. Isso significa que estamos bem, certo?

Errado! A coisa está realmente preocupante para quem se preocupa!

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Voz dos Alienados 71

Sim, queridos, eu sei que faz muito tempo e vocês amam de paixão as minhas séries, como o Livro dos Porquês e o Grandes Nomes da Ciência. Mas o que vocês curtem de montão é o Voz dos Alienados, confessem. :-)

Bem, no Globo Repórter Ceticismo.net desta noite nós veremos gente que elogia e ofende ao mesmo tempo. Gente sutada que me xinga, ameaça e diz o quanto Deus nos ama, enquanto ferra de vez as nossas vidas de maneira maníaca, sanguinária e totalmente psicótica. Nós veremos como frases sem-noção podem espirrar na tela e como um bando de gente sem qualquer capacidade de juntar lé com cré é capaz de digitar, mesmo sem ter um polegar opositor.

Agora, no Globo Repórter Ceticismo.net!

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Sobre gramáticas: contribuição do Mattosão

Oi amiguinhos(as)!

Quem me acompanha no twitter sabe que eu estou me preparando para a seleção do mestrado em linguística teórica e descritiva da Universidade Federal de Minas Gerais. Ontem, durante uma "sabatina" dos meus estudos, meu namorado me deu uns livrinhos muito bacanas do Joaquim Mattoso Câmara Jr. sobre linguística descritiva.

Eu já falei sobre gramáticas aqui e aqui, sobre a diferença entre fala e escrita aqui, e sobre os diferentes usos da língua aqui, mas não sei se ficou claro o suficiente. Então resolvi deixar pra vocês um trechinho da introdução da Estrutura da Língua Portuguesa, do Mattosão, que fala sobre isso.

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Formigas de Jesus – sem o que fazer – fazem furinho em folhas

Quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro otário, nasceu a primeira religião.

Eu não me canso de registrar o quanto a mente religiosa fanática, na sua ânsia de querer acreditar, passa por cima de qualquer bom senso, de qualquer mínimo raciocínio lógico, de qualquer SENSAÇÃO DE RIDÍCULO. Não é uma questão de "é religioso, logo, é automaticamente idiota". É questão da pessoa que ´idiota e acredita em qualquer coisa, por mais retardada que seja, como formigas desenhando mensagens de Nossa (Sua) Senhora em folhas secas.

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Maluquice do Dia: Caixa D’água Mágica gerando eletricidade

Nada é mais maluco maluquice generalizada do pessoalzinho metido a inventor. Sempre que aparece umas doideiras assim, e a gente tenta trazer um pouco de racionalidade, normalmente, o pessoal vem reclamar, dizendo que antigamente se pensava que muitas coisas de hoje também eram loucuras. O que eles esquecem é que apenas 0,1% (ou menos) dos inventos se tornaram realidade. O restante continuou sendo maluquice, mesmo.

Os caras inventaram um treco que promete gerar eletricidade, construindo um mini gerador hidrelétrico, movimentado com a água que entra na caixa. O que poderia estar errado?

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O complexo fenômeno linguístico

Eu já disse nos textos anteriores que a língua é um fenômeno supercomplexo. Já disse que há, pelo menos, dois jeitos diferentes de se expressar linguisticamente – pela fala e pela escrita. Também já disse que há níveis de formalidade na fala e na escrita, salientando a questão da adequação. Vou falar mais sobre isso agora.

Na linguística, costumamos falar que a língua é um diassistema: um sistema de sistemas. Como assim, tia Bárbara? Eu explico. Cada "nível" linguístico de variação é um sistema em si, e todos juntos formam o fenômeno da linguagem.

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