Aaron Swartz deveria entrar no meu rol de Grandes Nomes da Ciência, mas eu teria pouco a escrever sobre ele, sua trajetória, enfim. Talvez seja um erro mas não é por falta de merecimento. Ele merece. Tal qual Prometeu, Swartz trouxe algo do reino dos deuses e deu aos Homens, pagando uma penitência severa por isso, e agora é tarde. Swartz já não está mais entre nós. A drª Alexandra Elbakyan é uma seguidora, herdeira, digamos assim, do Prometeu moderno.
Ambos caçados, ambos perseguidos. E pelo mesmo motivo:o Conhecimento. Ou a divulgação dele, de forma que os meros mortais tenham acesso a tudo que se produz em termos de publicações científicas.
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A imprensa bem que tentou, mas a fosfoetanolamina está com os dias contados, depois que aquela bosta foi reconhecida como oque realmente é: uma palhaçada não muito diferente de comprimido de farinha. O “pesquisador”, não tendo para onde correr, disse que o testes estavam errados mimimi e, bem, se não é medicamento que tal distribuir como suplemento, hein? Por favorzinho!
O mundo anda polarizado demais. Se você não é a favor, é contra. Se for contra, tem que ser MUITO CONTRA, ou será a favor. De partidos políticos a opções de alimentação, passando por religião, times de futebol ou tipo de calçado.
O sistema de pesquisa brasileiro é praticamente inexistente. Estamos anos-luz aquém de qualquer país sério em termos de pesquisa, como Djibouti, Porciúncula e demais países do sudoeste africano. Os índices alarmantes de Zyka vírus está deixando uma saraivada de mortos pelo Brasil. Em Conceição do Mato Dentro, MG, a população de 23 milhões e 205 mil habitantes teve um caso recorde de casos de Zyka Vírus. A governadora Bárbara Rocha decretou estado de calamidade pública.
Gilberto Chierice é tudo o que alguém não deveria ser. Vendeu a cora mágica pela fosfoetanolamina, que é tão efetiva quanto a água sanitária que eu jogo no ralo. Não, péra. A água sanitária é mais eficiente para matar células cancerosas. Ele vendeu esta ideia que esta porcaria cura câncer, pesquisando, digo mamando recursos públicos, mesmo depois de aposentado, produzindo papers que se resumem a “fosfoetanolamina pode ser mais uma arma para o tratamento do câncer”, E SÓ! Vendeu uma cura que ele mesmo não provou. Clamaram pelos testes oficiais. Mas, ops, depois que chegaram não valia. Será porque ficou provado que esta tosqueira não serve pra nada, e que a única parte da composição com alguma eficácia é a etanolamina?
Vai a resposta curta: Sim, é. Mas como assim? Médico não pode se recusar a atender paciente. Pode? Poder, pode, mas nem sempre. Não é simples e isso ontem me levou a uma conversa com quem mais entende disso: um médico.
O caso da fosfoetanolamina está se tornando uma ópera-bufa. Um bando de retardados defendendo, gente como eu e outro cientistas apontando as maluquices surgidas nas redes sociais, baseados com fontes tiradas da bunda. Encheram tanto o saco que obrigaram a USP a produzir o pseudoremédio em massa. Fizeram o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estudar as propriedades curandeirísticas dessa merda. Resultou que o
Você já deve ter visto a quantidade de matérias e notícias sobre o caso envolvendo a Tay, um chatbot com algoritmos de aprendizado de máquina que era projetada para aprender e aumentar seu vocabulário conforme vai se comunicando. É uma ideia linda, ainda mais porque o chefe DVDM tinha ido pegar um café. Quando voltou era tarde demais pro Departamento do Vai Dar Merda fazer alguma coisa. Tay estava apresentando discurso de ódio, preconceituoso e até sendo favorável ao Trump.
O Cristianismo tem muitas coisas legais. Eu adoro Jesus. Quando ele nasce eu ganho presentes, quando morre é feriado e quando ressuscita, eu ganho chocolates. Jesus é um cara bem legal. Tão legal que nunca condena ninguém. Daí, vem um monte de toscos e proíbem que comamos carne. Por quê? Qual o problema?
Um fenômeno atual é aquele que o pessoal polariza tanto uma questão, com um discurso tão inflamado, idiota, tolo e irresponsável que acabam ficando com o mesmo discurso daqueles que eram contra. Uma posição tão diametralmente diferente, mas que parecem ser tão próximos.