Havia dois Diógenes. Diógenes Laércio, historiador, filósofo e biógrafo de antigos filósofos gregos. Nascido no ano 180 EC em algum lugar do Império Romano, que não se sabe qual é. Quase nada sabemos sobre ele. Temos Diógenes, o Cínico, nascido em Sínope (por isso, ele é chamado também de Diógenes de Sínope), uma colônia jônica no Mar Negro, em alguma data entre 412 ou 404 AEC. Diógenes Laércio escreveu sobre seu xará de Sínope em sua obra Vidas e Opiniões de Eminentes Filósofos; Plutarco também escreveu sobre o filósofo de Sínope, dizendo que Diógenes, o Cínico morrera em Corinto no mesmo dia que Alexandre da Macedônia, então, foi algo em 323 AEC. Estas datas estão certas? Ninguém sabe.
Diógenes era chamado O Cínico dada a escola filosófica que ele fundou; ou, pelo menos, iniciou: o Cinismo. As palavras mudam de significado com o tempo, e Cinismo era uma escola filosófica em que seus seguidores tinham para si que o objetivo da vida é viver em virtude, de acordo com a natureza. Achavam que seres humanos, como criaturas racionais, podem obter a felicidade treinando rigorosamente e vivendo de uma maneira natural para si mesmas, rejeitando todos os desejos convencionais de riqueza, poder, sexo e fama. Em vez disso, eles deveriam levar uma vida simples, livre de todos os bens. Eu mesmo não estou nesse nível. Não por habilidade, mas por achar, como o tocador de cítara disse, se apertar demais a corda arrebenta; se afrouxar, não se consegue tocar o instrumento.

Eu não nutro nenhum amor pela religião enquanto manipuladora de pessoas e políticas. Não tenho nenhum problema com a religiosidade das pessoas. Também sei em que mundo vivemos. quando um bando de imbecis joga esses conceitos pela janela só pra fazer mimimi e se acharem relevantes, sai coisa como a ATEA. A ATEA é a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, tendo sido fundada por Daniel Sottomaior (já andamos discutindo no passado. Ele não gostou de ter sido chamado de “fanático religioso do ateísmo”. Bem, quem se importa?). Este grupo diz que prega pela laicidade do Estado, o que eu concordo, mas não concordo com o modo retardado que estes idiotas fazem para “defender” o que seguem.
O mundo é louco e desmedido. Por mais que eu fique zuando às vezes, tem notícias que me faz pensar “que merda deu na humanidade?”. Se bem que eu paro mais dois minutos e chego na conclusão: “Çaporra sempre foi assim, principalmente depois que surgiu a Humanidade”. Não que outros animais não ajam feito animais (DSCLP), mas animais não inventam merda de desculpa furada, como é um caso de um maníaco de 54 anos que achou uma excelente ideia estuprar a neta de 7.

Todo dia estamos em contato com insânias, disparates, despautérios e totais loucuras vindos dos
Jesus é um camarada legal e coisa e tal. Mas temos muitos outros camaradas maneiros. Ao invés de nos preocuparmos com um desocupado que pegava jumentos alheios e comia e bebia de graça nas casas dos outros, deveríamos nos voltar para aquele que realmente veio para nos salvar, sem pedir que o seguíssemos.
Bandido religioso não é novidade desde que Cirilo destruiu a Biblioteca de Alexandria e martirizou Hipátia (que não foi canonizada e nem ganhou pedidinho de desculpas póstumo, mas Cirilo é santo. Amém, graças a Deus). Também não é novidade que evangélicos odeiam religiões de matiz africana. Coisa do Diabo ou algo assim. Nunca entendi direito, mas também nunca entendi como tem gente que acredita em cobras falantes. Outra coisa que não é novidade é traficante de jesus indo em templos espíritas e destruindo tudo.
O primeiro livro de Reis, capítulo 18 é uma preciosidade. Mostra-nos a mentalidade cética em ação. Elias desafia os profetas de Ba’al a mostrar o poder de seu deus. Manda colocar dois holocaustos e cada um invoca o seu deus: Elias, chama pelo Deus de Israel, os profetas de Ba’al chamam, bem, Ba’al, né? Ba’al deu o perdido e não fez nada, mas Javé manda um linguão de fogo e consome tudo. Depois, Elias placidamente mostra quem é o verdadeiro deus, para em seguida mandar matar os profetas de Ba’al.