Depois de duas décadas on-line, estou perplexo. Não é que eu não tive um bom tempo na internet. Conheci grandes pessoas e até peguei um hacker ou dois. Mas hoje, estou desconfortável com essa comunidade mais moderna e supervalorizada. Os visionários veem um futuro de trabalhadores fazendo home office, bibliotecas interativas e salas de aula multimídia. Eles falam de reuniões eletrônicas de cidades e comunidades virtuais. Comércio e negócios mudarão de escritórios e shoppings para redes e modems. E a liberdade das redes digitais tornará o governo mais democrático.
Besteira. Os nossos especialistas em computadores não simancol? A verdade é que nenhuma base de dados on-line irá substituir o seu jornal diário, nenhum CD-ROM pode substituir um professor competente e nenhuma rede informática irá mudar a forma como o governo funciona.

Há um problema sério hoje em dia. É uma coisa séria e as pessoas estão ignorando. O Tio Bem ensinou há muito tempo: grandes poderes trazem grandes responsabilidades, mas as pessoas estão ignorando isso. Acham que não devem ser responsabilizadas por quaisquer burradas que por ventura venham cometer. Afinal, inventaram que não devemos culpar a vítima. Mas em muitos casos, a culpa É, SIM, da vítima.
Sempre chove no Dia de Finados. Quantas vezes você já ouviu isso? Todo ano é a mesma baboseira, mesmo sendo absurdo que chova em todos os cantos do mundo. Aliás, mesmo quando não chove, pessoal afirma que sempre chove no Dia de Finados. Isso porque as pessoas preferem a explicação mais absurda para os fenômenos e se algo tiver minima e coincidentemente a ver com alguma data religiosa, PUMBA!, claro que farão a correlação.
Todo mundo sabe que trabalhar em equipe é um saco; ainda mais quando o professor é que resolve ele mesmo montar os grupos para fazer o trabalho. A maioria das pessoas não sabe trabalhar em grupo e isso é uma dor de cabeça para chefes, a despeito das bobajadas que esses “coaches” dizem nas palestras. A verdade é que estamos bem inferiores aos chimpanzés, que não veem problema nenhuma em trabalhar em grupo, como é comprovado numa pesquisa recente, em que os chimps são espertos não só na divisão de tarefas, como assumir a tarefa de um dos amiguinhos quando necessário.
Todo ano a revista Nova Escola (uma espécie de Superinteressante Pedagógico, com todos os aspectos negativos que isso possa significar) premia o que ela considera como os 10 melhores educadores do país. Afinal, todo mundo adora professor, certo? SQN! Dando uma olhada na grande vencedora de 2017 eu fiquei impressionado em saber que a distinta professora dá aula de língua morta para o equivalente a um time de futebol.
Hoje, estamos acostumados com os programas chamados “reality shows”, que efetivamente não tem realidade alguma. No Discovery Home & Health (o qual eu chamo de Discovery Casa Cláudia) traz diferentes tipos deles. É confeitaria mostrando como atende os pedidos, é um casal retardado disputando se ajuda uma família comprando uma casa nova ou reformando a antiga, é aqueles Master Chef que ninguém leva para dentro da quadra do Salgueiro para fazer caldo de mocotó ou feijoada pro pessoal etc.
É modinha muitos colégios fazerem Feira de Ciências. Modinha? Sim, apenas modinha. A verdade é que não se aprende nada de uma maneira geral. Isso está se generalizando, por sinal. Com o advento do YouTube e iniciativas como o Manual do Mundo, agora todo mundo acha que sabe fazer feira de Ciências. Inclusive, alguns professores também têm esta concepção. Direção de colégio só faz para ajudar a chamar a atenção de pais, num evento mais de marketing do que efetivamente aprendizado. 
Eu adoro o puro lampejo do óbvio. Principalmente no tocante ao pessoal de Humanas™, que quando não está sorvendo jirombas por aí, está indo em orgias gay. Isso, em outros países, parece não ser muito diferente. Enquanto não ficam dando vazão às suas taras, pessoal da Antropologia parece se especializar no óbvio, como a pesquisa que diz que a civilização moderna não deixou de ser violenta.