“Mãe” adotiva escrota troca adolescente por um macaco

Existem histórias que chegam até nós já com o ar de coisa inventada, dessas que a realidade produz com a crueldade específica de quem sabe que ninguém vai acreditar. Uma dessas histórias loucas, bizarras e esquisitas é o da “mãe” (entre aspas, mesmo) adotiva de mais de duzentas crianças, em que uma delas foi simplesmente trocada por um… macaco, algo que não se vê todo dia. Pelo menos, não pra mim que sou uma pessoa normal (eu me esforço, ao menos).

A história insana começou a se desenrolar em novembro de 2024, quando uma denúncia anônima chegou ao Departamento de Serviços Sociais do Missouri, EUA, apontando abusos na casa de Brenda Ruth Deutsch, 70 anos, que só pela foto abaixo você tem a certeza que é uma excelente pessoa e não entende como ela aprontou.

Antes mesmo da prisão dessa… criatura, mais de duzentas ligações de denúncia já tinham sido feitas ao serviço de proteção à criança sobre a residência, número que por si só já seria suficiente para qualquer burocrata razoável levantar pelo menos uma sobrancelha, mas acharam que se não chegar a 300, tá tudo bem, é intriga dos vizinhos. Em fevereiro de 2025, foi o distrito escolar de Winfield que ligou o alarme, ao notar que a adolescente sob custódia de Brenda acumulava faltas absurdas. Um inspetor escolar foi investigar e descobriu que a garota havia sido enviada ao Texas. Ela tinha 14 anos.

A menina foi morar com uma desconhecida, em condições sanitárias deprimentes, sozinha, cuidando de animais exóticos numa casa sem supervisão adequada. Brenda havia comprado passagens de avião para que a menina voltasse ao Missouri, mas a mulher que a hospedava mudou-se para Nevada, e a criança ficou à deriva. Aqui o promotor público Mike Wood resume o estado de espírito de Brenda com uma frase que merece ser esculpida em mármore: “Brenda nunca mais perguntou como a criança estava. A natureza do crime foi que Brenda nunca recuperou a criança e desistiu. Foi como se dissesse: dane-se, não ligo muito para isso”.

Mas o Texas era só o começo do inventário de horrores. Testemunhas relataram à polícia que a adolescente havia sido levada ao estado vizinho não por puro descaso, mas como parte de uma transação. Brenda, coletora entusiasta de animais exóticos (autoridades encontraram um bando de macacos em sua casa), teria combinado com uma conhecida o seguinte arranjo: a menina vai para o Texas, o macaco vem para o Missouri.

O promotor Wood, homem de letras jurídicas mas também de honestidade exemplar, matizou o negócio com precisão cirúrgica: não foi exatamente um “você fica com a criança, eu fico com o macaco” formal, mas um acerto entre conhecidas do mercado de animais exóticos no qual, por coincidência absolutamente não-coincidente, uma adolescente foi parar na casa de uma e um primata foi parar na casa da outra. Múltiplas testemunhas confirmaram o trajeto de volta do macaco. O macaco chegou. A criança ficou para trás.

Antes de virar moeda de troca, a garota havia sido submetida a anos de abuso físico sistemático. Segundo documentos judiciais, Brenda a golpeou repetidamente com objetos de madeira, sapatos e a palma da mão, causando sangramentos. Numa ocasião, mandou que alguém segurasse a vítima enquanto a espancava. Como punição adicional, tirava e distribuía as roupas da menina e a mandava para unidades residenciais e psiquiátricas por períodos prolongados.

O acordo judicial permitiu que dois dos três processos por abuso e negligência fossem arquivados. Brenda se declarou culpada APENAS  da acusação de colocar em risco o bem-estar de uma criança em primeiro grau, crime que prevê pena de um a sete anos de prisão e multa de até dez mil dólares. O promotor informou que vai pedir a pena máxima. Há ainda um processo separado por fraude financeira aguardando julgamento, que o acordo não afeta.

Sete anos. Esse é o teto que a lei do Missouri reserva para uma mulher que bateu durante anos em uma adolescente, a mandou sozinha para outro estado em condições deploráveis, a abandonou quando as coisas ficaram inconvenientes e, ao que tudo indica, considerou que um macaco era uma compensação adequada pelo incômodo.

E isso é para você ter noção que falta muita noção em países desenvolvidos… e nos EUA, o shithole com dinheiro.


Fonte: Tabloide Murica Fuck Yeah

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