Babá faz babaquice na creche e vai em cana

Cuidar de crianças nunca foi fácil, mas vamos admitir que todo mundo sabe disso. Não sei por que ficam de besteira. A Educação é linda, maravilhosa e cheirosa, mas de vez em quando é falha. É falha com amor, carinho e inovação perturbadora. Às vezes, as professorinhas acordam, olham para o bom senso e pensam: “Hoje eu vou humilhar você em público, com requintes de crueldade que fariam um roteirista de filmes B pedir demissão por falta de criatividade.”

E o troféu de hoje, ladies and gentlemen, vai para a jovem Yizel J. Juarez, funcionária de uma creche em St. Charles, Illinois, nos EUA. Sentindo-se “sobrecarregada” no trabalho, ela decidiu que a solução mais razoável, lógica e profissional era dar laxantes mastigáveis disfarçados de balas e pirulitos para crianças.

Precisa continuar?

A criatura basicamente olhou para bebês, todos com menos de dois anos de idade, e pensou: “Vocês são o problema logístico aqui.” É o tipo de mentalidade que faria um vilão de desenho animado pedir para abaixar o tom porque está exagerado demais até para ficção. Cruella De Vil roubava dálmatas para fazer casaco, o que é terrível, mas pelo menos tinha um plano de negócios. Essa aqui inventou um esquema de expulsão intestinal porque não queria lidar com birra de criança de um ano e meio.

E aqui entra o toque de genialidade maquiavélica que transforma essa história de absurda em simplesmente atroz: a creche tinha uma política que exigia que crianças doentes fossem mandadas para casa e não retornassem por 24 horas. Então, na cabeça dela, era só induzir sintomas gastrointestinais, mandar os pais buscarem as crianças e pronto, turno resolvido. É tipo aquele funcionário que sai mais cedo todo dia fingindo migração, só que versão psicopata aplicada a bebês.

O esquema foi descoberto quando uma mãe começou a desconfiar dos recorrentes problemas estomacais da filha de 17 meses. A mulher trocou a fórmula láctea da criança, foi a médicos, fez exames. Enquanto isso, a menina estava sendo usada como cobaia em um experimento clandestino patrocinado pela preguiça moral de uma adulta que deveria estar cuidando dela. Após queixas de outros pais, a polícia entrou no caso e descobriu que havia pelo menos três vítimas, todas com menos de dois anos.

Yizel foi em cana e está vendo Paulo Freire nascer quadrado, acusada de três tentativas de agressão agravada com lesão corporal contra vítima menor e três acusações de colocar em risco a vida ou saúde de uma criança. Ela se entregou às autoridades, foi demitida da creche e deverá comparecer em tribunal em breve. Ah, detalhe: ela estava cursando Pedagogia, o que eu achei muito a propósito, já que ser pedagogo se resume a fazer isso: merda.

E a justificativa? Ah, a justificativa é de arrepiar pela banalidade do mal. Ela estava cansada. Pobrezinha. Cansada como metade do planeta, que ainda assim consegue passar o dia sem dopar crianças por conveniência. Agora vai ter muito tempo pra descansar… até as manas do presídio descobrirem e que ela faz com bebês.


Fonte: CBS

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