Sexta com janela, mas sem vento

Não que não esteja ventando. Talvez esteja, talvez não. Onde estou não tenho como saber pelo simples expediente que não posso abrir a janela.

A bem da verdade, não dá nem para ver através da janela. O vidro é leitoso e a luz que chega é difusa, baça. À noite, ligam luzes artificiais, então, chega até mim uma contínua luz difusa, baça, independente da hora do dia.

Acho que tem horas que nossas vidas se assemelham às janelas. Às vezes, temos uma visão clara das coisas ao nosso redor, olhamos para frente e vemos o que vem a seguir.

Por outro lado, tem horas que tudo o que temos é uma visão difusa, sem saber o que vem a seguir. O mínimo de luz que temos pode ser enganoso, nos deixa sem orientação, não sabemos o que fazer. Tudo o que queríamos era ver a luz de verdade, a luz do Sol para sabermos onde estamos para podermos seguir em frente.

Fecho os olhos. Não sinto a brisa, mas me lembro como é senti-la. Não vejo o Sol ou a Lua, mas sei que estão lá. Isso me eleva, porque eu sei que, quando finalmente eu passar pela porta, verei tudo isso de novo, e isso deve ser transferido para nossas vidas também.

Assim, se você não vê nada à sua frente, tenha certeza que estará tudo lá, lhe esperando. Feche os olhos e imagine. Em breve, irão se reenontrar

3 comentários em “Sexta com janela, mas sem vento

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