O ponto final de um adeus

Neil Gaiman diz que deuses morrem quando não possuem mais devotos, gente que os venera, gente que acredita neles. É a mesma coisa com escritores. Alguns logram de ser imortais, com fiéis leitores que apreciam as linhas deitadas antes, hoje e sempre. Outros escritores caem no vazio do esquecimento, perecem dia após dia, somem num soçobrar inaudível, indistinto e imperceptível. É um ponto no meio de um texto.

E some. O último ponto é um ponto final.

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O artigo mais demoníaco dos últimos anos

Este é o artigo forjado nos caldeirões fedorentos do Inferno, com as chamas abrasadoras, com o grito desesperado, com o clamor de dor e ranger de dentes. Este é o artigo que aferroa fundo, que promove sofrimento, o artigo sem igual e que mostra a extensão do meu poder. Este é o artigo mais demoníaco dos últimos anos. Este é o artigo nº 6.666.

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Eu sinto o peso…

Estou aqui sentado, à minha janela. Faz tempo, muito tempo, que não falo da minha janela. Não a abri pois a massa de ar infernal que tá lá fora deixa impraticável, mas olho pela janela. Estou inquieto e não sei por quê. Não sei se pela falta de decorações ou a falta do chamado “espírito natalino”. Não sei. Algo de errado não está certo.

Minha vasta idade trás fantasmas, mas não os de Scrooge, mas algo que eu considero mais assustador: bons fantasmas trazendo boas lembranças. Mas assim como as más lembranças, boas lembranças machucam. Lembranças machucam. Continuar lendo “Eu sinto o peso…” →

No fim, o início

Este é o fim de 2023. O último dia. Mas não é o fim. Não pra mim. É mais um recomeço, pois assim é a órbita da Terra. Vai, vem, vai, vem. Por quase 5 bilhões de anos ela está nesse movimento, por mais 5 bilhões de anos vai continuar. Passou por uns percalços. Vários percalços. Mas ela está aqui. Sempre estará enquanto o Sol não a devora quando virar uma gigante vermelha. Temos bastante tempo.

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A cobra ainda está aqui

No apagar das luzes de 2019, quando o fantasmas da pandemia estava rondando até se tornar uma desgraça, eu postei um artigo chamado A cartinha de uma cobra. Ali, eu disse que não ia me render. Disse que eu não ia ser extinto passivamente; e se alguém não quisesse ler o meu blog e nem quer retuitar porque é um maldito covarde, eu não dou a mínima. e continuo não dando. Ainda estou aqui.

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Microférias, aqui vou eu!

Nada como ser professor no Brasil. Enquanto vocês, seus n00bs estão ralando, ganhando rios de dinheiro nos seus salários de 5 dígitos (fora os centavos) e andando nos seus BMW com motorista particular, vendo alto e desce das polpudas carteiras de ações e cryptos que vocês possuem, eu estou de microférias, curtindo a maravilha de ficar fora de casa por duas semanas, enquanto estão martelando na obra de minha residência e eu praticamente dormindo no relento, curtindo o melhor da Natureza.

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Artigos da semana 162

E mais uma vez, o Twitter surta. Tá tudo dando pau lá. Uma bosta, não? Quem sabe isso seja a volta dos blogs, como este aqui, que nunca deixa vocês na mão e as postagens diárias estão garantidas. Vamos ver o que eu postei durante a semana.

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E aí, como vai seu blog?

Então o Twitter implementa uma decisão para lá de questionável, embora eu não tenha nenhuma questão sobre o quanto idiota e isso. Agora se tem limites de visualizações aparecendo na sua TL, e quando se chega o limite, PUF, para tudo.

Eu aqui rindo, já que meu blog continua excelente. E o seu?

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Você pode reclamar, mas é só isso mesmo

Quando eu anunciei que destinaria os vindouros artigos especiais para quem assina o Apoia.se,  eu já sabia de antemão o que ia acontecer, e seria duas coisas. Uma que pessoal realmente iria querer doar, nem que fosse 5 reau. Outra: os haters iriam surtar tempestivamente.

Como sempre, eu acertei.

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Ceticismo.net com conteúdo premium.

Olá, pessoal. Espero que estejam bem. Eu tenho pensado um bocado nestes últimos tempos a respeito do meu blog. Ele sempre foi sem fins lucrativos e a única coisa que eu pedia era um compartilhamento maroto. Disponibilizei várias formas de receber uma doação para arcar com os custos, que desde 2006 tem sido só meus, e muito de vocês me ajudaram, a quem eu sou eternamente grato. Mas depois de refletir, cheguei a uma conclusão.

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