A abóbora bruxa que aterroriza pessoas

Eu me lembro lá pela década de 80 meu pai contando coisas da década de 50. Parecia muito, muito longe no tempo. Quase uma eternidade. Isso faz quase 40 anos. Imagino eu contando para minha filha sobre coisas que aconteceram há muito, muito tempo… na perspectiva dela, mas praticamente ontem para mim.

Lembro quando filmes mostravam o futuro no século XXI, ano 2000… algo bem distante. Nós teríamos armas laser, carros voadores dos Jetsons e estaríamos explorando outros planetas. Blade Runner era um tanto pessimista, mas otimista ao mesmo tempo. Estaríamos colonizando outros planetas, mas aqui era a decadência com chuva ácida. A história se passa em novembro de 2019, mas para o público de 1982, 37 anos era muito tempo, algo bem distante, quase como um sonho. Ainda não mandamos o mundo para a vala de vez, mas não estamos minerando outros planetas nem vivendo fora da Terra. Ficou no zero a zero.

O futuro de De Volta para o Futuro 2 (que era praticamente De Volta para o Passado do Futuro, mas Futuro do Passado do 1) era 2015 e, de novo, a tara de carros voadores. O futuro que Aldous Huxley previu na década de 1930 teria helicópteros, bem mais plausível, ainda mais se virmos hoje que, para alguns, bastou ter um canal no YouTube que se tem condições de comprar um jatinho.

Aliás, o YouTube não foi previsto há 30 anos.

30 anos. Como qualquer faixa de tempo fora dos nossos relógios, 30 anos parece muito tempo, mas quando olhamos para o passado vemos que foi “logo ali”. Estamos aguardando a chegada do futuro, ele sempre vai chegar, mas nunca chega. Ou chega, mas já estamos esperando outro futuro, ao invés de pensarmos no que temos hoje.

Muitos dizem “estou feliz por viver no futuro”. Não, o futuro ainda é futuro; e como todo futuro é incerto. O passado é apenas história. O hoje é que devemos ter como uma dádiva e é por isso que chamamos de “presente”.

Sim, antes que você me critique, eu citei o mestre Oogway, mas assim como o Camundongo Mickey, muitas citações são verdadeiras em todo o mundo ou fora dele, pois a verdade é sempre a mesma.

Portanto, não me impressiona esta abóbora, e se você se assustou, lembre-se: ainda assim serve para virar doce e desfrutarmo-na assim mesmo. O tempo deveria ser a mesma coisa.

Feliz Dia das Bruxas.

2 comentários em “A abóbora bruxa que aterroriza pessoas

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