Aprenda a fazer o fazer o melhor café do mundo usando matemática e falta do que fazer

Existe uma raça de gente insuportável que enche o saco de todo mundo: são os “especialistas”. Pode ser em qualquer coisa, como enólogos, por exemplo. Eno-chato é um nojo de criatura. Certa vez chamaram um monte de eno-chato para testar uns vinhos. Entre as observações sobre o “om amadeirado e as notas frutadas”, o que eles estavam provando mesmo era o velho conhecido Sangue de Boi.

Outra classe insuportável são os metidos a baristas. O vagabundo não toma café, despeja um arsenal de bobagens sobre o tom do café, mas se bobear, não diferencia o café arábica do cacete a quatro com aquele sabor horroroso do Starbucks com café Capital. Pelo menos, o Café Capital é honesto e não se oferece como algo com requinte a um preço carérrimo. É ruim, mas é honesto.

Mas agora, matemáticos resolveram como fazer o café perfeito: usando equações matemáticas (e não será com Báskhara, que efetivamente serve pra algo).

O dr. Jamie Foster é professor-conferencista da Faculdade de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth. Seu trabalho – além de manter aqueles dreds em ordem, sem mofar – se concentra no desenvolvimento e análise de modelos matemáticos de processos físicos que surgem em problemas práticos e na interpretação dos resultados em seu contexto original.

Isso diz muito pouco, mas como ele não ganha dinheiro da CAPES, não tenho por que me importar. Mesmo porque, ele só ganharia dinheiro da CAPES se fosse praticar sexo oral em banheiros masculinos, mas disperso-me.

Foster e outros desocupados ficaram filosofando (acho que foi assim. Só isso explica): “como fazer o melhor café?”

Foram pros computadores, fizeram vários cafés e relataram as suas descobertas. Segundo eles, que o certo era empregar apenas (e somente justamente e só) 15 gramas de café com uma moagem mais grossa, deixando a água quente correr por cerca de 7 segundos, nunca permitindo passar de 14 segundo. Isso ajudaria a gastar menos pó e manter o sabor.

Claro, o conceito de “melhor café” é o dele, obviamente. Daí jogou um monte de fórmulas para justificar a moagem e a porosidade do filtro. Só fico feliz que não gastou dinheiro de verba pública para produzir esta merda, publicada no periódico Matter. (ia fazer uma piadinha, mas só tem graça em inglês. Ou nem isso)

Porque, como todos sabemos, café de verdade é aquele servido em boteco, de preferência nesta preciosidade.


O café deve estar quente como o inferno, negro como o diabo, puro como um anjo e doce como o amor
– Talleyrand

Fuck you, hipsters!

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