Pesquisadores de Câncer pesquisam método para identificar, localizar e destruir tumores

Câncer é uma droga. Não só porque ferra com a pessoas, como joga sujo e faz de tudo para se esconder das formas de detecção. Às vezes, se detecta logo, e isso garante 80% de chances de se ver livre do Caranguejão do Mal. Em outras palavras: quanto melhor identificar quem é o bandido no corpo, fica fácil mandar o BOPE biológico sentar o dedo na eliminação do lazarento. A saída é qual? Tentar outros métodos de identificação, que é o que pesquisadores da Universidade Yale estão desenvolvendo.

Não, nada de se esconder, Mr. Crab!

O dr. Sidi Chen é professor-assistente de Genética na Faculdade de Medicina de Yale, além de ter cara de ator de dorama, só faltando pintar o cabelo de cor berrante e ter maneirismos esquisitos para, só assim, montar uma banda de K-Pop.

A abordagem do dr. Chen é simples e complicado ao mesmo tempo. Já que os métodos atuais têm problemas na detecção, vamos criar um novo (NÃO!!!!! SÉRIO????). O diferencial do novo sistema desenvolvido pelo pessoal do dr. Chen se baseia em e ajudar o sistema imunológico a identificar e eliminar tumores que outras formas de imunoterapias possam deixar passar batido. É pra não ficar ninguém!

Chen e seus colaboradores desenvolveram um sistema que utiliza terapia genética viral e tecnologia CRISPR (que é que nem o grafeno: faz tudo, menos sair do laboratório). A técnica praticamente começa uma caçada bioquímica em massa, com uma versão molecular do Cap. Nascimento correndo atrás das dezenas de milhares de genes relacionados ao câncer e depois liga os faróizões para marcar a localização das desgracentas, amplificando os sinais bioquímicos, esperando o bombardeio final promovido pelo sistema imunológico.

De acordo com a pesquisa de Chen, o novo sistema reduziu ou eliminou o melanoma e os tumores triplo-negativos da mama e do pâncreas em camundongos, mesmo aqueles localizados longe da fonte primária do tumor. Agora o que falta? Falta parar com os testes em ratos, testar em humanos e finalmente fazer a droga do CRISPR ter uma utilidade realmente prática, saindo do laboratório.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Immunology.

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