Nível educacional maior está relacionado com saúde. Mas por quê?

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O que faz com que as pessoas vivam mais? Claro, dinheiro no bolso é um fator principal, pois ajuda na hora de comprar remédios. Entretanto, alguns estudos inferem que não basta ter desenvolvimento econômico, mas sim que a Educação pode ter um papel mais importante neste cenário, o que pode direcionar as políticas de saúde pública.

Ou não.

Eu sei que as pessoas tendem a achar que mundo está uma merda, que tudo está uma desgraça, que estamos indo pro Inferno, que não há salvação e o ser humano é a culpa de tudo o que tem de péssimo neste planeta. Eu acho que quem pensa assim deveria começar a melhorar o mundo se matando. Seria menos um humano no mundo, certo? Quanto a mim, estou muito bem, obrigado. Nunca estivemos com melhor qualidade de vida. A questão é que antes não se sabia o quanto estávamos muito, muito pior. É similar quando o governo britânico sustentava a Guerra da Crimeia e era só isso, até que Florence Nightingale tabulou os dados de morticínio. Aí ficou-se sabendo a ignomínia que era aquilo.

Estatística nos ajuda muito nisso. Vejam por exemplo os dados de qualidade de vida, saúde e longevidade ao longo dos anos apresentados pelo dr. Hans Rosling no fabuloso documentário sobre estatística Joy of Stats.

Deu para perceber que, com o passar o tempo, alguns países dispararam na renda per capita e na qualidade de vida. Mas não só isso, alguns países não avançaram muito em termos de renda, mas, mesmo assim, tiveram sua expectativa de vida aumentada. Por que?

O dr. Wolfgang Lutz é diretor do programa World Population do Instituto Internacional para Análise de Sistemas Aplicados, em Viena, Áustria. Ele e seus colaboradores (ok, foram os estagiários. Sabemos bem disso) compilaram dados médios sobre o PIB por pessoa, longevidade e anos de educação de 174 países, entre os anos de 1970 a 2010.

O que eles perceberam foi o que o vídeo do Rosling mostra brevemente: aumentos econômicos nem sempre significam longevidade maior. Além disso, por razões que não estavam claras, um dado ganho no produto interno bruto (PIB) causou ganhos cada vez maiores na expectativa de vida ao longo do tempo, como se estivesse se tornando mais barato adicionar anos de vida.

Calma, tem mais! Na década de 1980, os pesquisadores descobriram que os ganhos na alfabetização estavam associados a maiores aumentos na expectativa de vida do que os ganhos em riqueza. Era como se isso significasse que não é porque a pessoa tem mais dinheiro que faria opções mais saudáveis em sua vida; mas, em contraponto, pessoas mais instruídas tendem a viver mais do que as menos instruídas.

Não só isso! O trabalho de Lutz aponta que um nível educacional maior implica em melhores chances de empregos com salários maiores, o que influencia na renda pessoal. Ou seja, educação lhe dá condições de melhores decisões sobre a própria saúde e ter condições de ter empregos que prestem, sem precisar trabalhar em qualquer tranqueira que aparecer, pois ficar desempregado não é uma opção. E ficar desempregado implica em não ter dinheiro para se alimentar corretamente e ter hábitos mais saudáveis.

Obviamente, sempre temos que ver informações de correlação e causalidade de forma bem detalhada, ou, caso contrário, acaba-se com uma visão simplista das matérias de jornal:

 

A pesquisa foi publicada no Population and Development Review

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Sobre André Carvalho

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