Ímãs são usados para segurar olho que mexe muito

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Olhos são um sistema maravilhoso de tão bugado. Apesar de funcionar muito, muito bem, ele também funciona muito, muito mal, em que até mesmo um ponto cego temos, mas o cérebro prefere ignorar, assim como meus chefes ignoram meus pedidos de aumento salarial. Você apenas pensa que enxerga e certas coisas seus cérebros fingem que não veem. Por exemplo, agora, você está vendo o seu nariz. Ah, sim. Também está respirando. Inspire, expire, inspire, expire. Joga pro modo automático adora. 😀

Os olhos “varrem’ o ambiente coletando as imagens e o cérebro monta tudo. Este movimento é imperceptível, mas nada é tão zicado na natureza que não possa piorar. Daí temos algo chamado “nistagmo”.

Nistagmo são oscilações rítmicas, repetidas e involuntárias. Ou seja, um dos olhos (ou ambos) ficam se movendo desordenadamente, de forma bem pronunciada, normalmente (mas não exclusivamente), devido a algum problema neurológico. Isso não é nada legal, e enquanto se procura o real causador do problema, é conveniente tratar o problema, certo? Pesquisadores da Inglaterra resolveram usar ímãs para controlar isso. Sim, você leu certo. Ímãs!

O dr. Parashkev Nachev, do Instituto de Neurologia da Universidade College Londres chefiou uma equipe que implantou ímãs atrás dos olhos de pacientes para ver se conseguiam conter aqueles movimentos oculares.

Se acordo com o Nachev, o estudo abre um novo campo de uso de implantes magnéticos para otimizar BLÁBLÁBLÁ. Chega. Tá muito chato. Vamos à bagaça! O paciente com nistagmo que se voluntariou está na casa dos 40 anos e adquiriu nistagmo depois de ter sido acometido por linfoma de Hodgkin. O cra se ferrou bonito e a equipe do dr. Nachev resolveu empregar a técnica do ímã porque… bem, a verdade é que só tinham a teoria, mas nunca tinha sido feito um teste sequer. Alguma hora triam que fazer, certo?

A equipe de pesquisa desenvolveu uma prótese contendo um ímã. Este conjunto foi implantado no chamado “piso orbital”, o osso na parte inferior do soquete do olho, isto é, a parte onde o olho fica. Fixaram este ímã? Muito bem. Os pesquisadores prenderam um ímã menor num dos músculos oculares, responsáveis por controlar o movimento dos olhos. Ambos os ímãs foram encapsulados em titânio, da forma a não causar nenhuma reação alérgica, ou infecção. Titânio e ótimo para próteses por ser leve e resistente.

E sim, foi isso mesmo que você entendeu. Os dóis ímãs se atraem, formando o músculo ficar no lugar certo. Claro, você vai querer mexer com os olhos, por isso que este implante só é feito em um músculo. O outro é usando para mexer os zóio.

Claro, um único paciente não é comprovação de nada. É preciso mais testes; mesmo porque, os próprios pesquisadores sabem que isso não resolveria outros casos de nistagmo. Mas uma técnica a mais sempre é uma vantagem a mais. Ah, e se você quer saber mais, aproveita que a técnica foi publicada no periódico Ophtalmology e está abertinha te esperando.

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Sobre André Carvalho

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